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EUA avaliam retomar sanções contra Maduro

EUA avaliam retomar sanções contra Maduro

Os Estados Unidos consideram restabelecer sanções contra a Venezuela depois que o Supremo Tribunal bolivariano ratificou a inabilitação política da líder da oposição María Corina Machado. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Matthew Miller, afirmou neste sábado (27), que a decisão da corte “contradiz” o compromisso assumido por Nicolás Maduro de organizar eleições presidenciais justas em 2024.

Em outubro, Washington flexibilizou os embargos e liberou transações envolvendo petróleo, gás e ouro. Em troca, Maduro assinou com representantes da oposição um acordo para a realização de eleições livres —coisa que não acontece há muito tempo no país.

“A decisão [contra María Corina] é muito preocupante e contradiz os compromissos assumidos por Maduro e seus representantes no âmbito do acordo de Barbados, que fixava um caminho eleitoral e permitia que todos os partidos escolhessem os seus candidatos para a eleição presidencial”, afirmou Matthew Miller.

Corina foi vencedora de primárias em outubro de 2023. O tribunal alinhado ao ditador Nicolás Maduro já havida decidido pela suspensão de todos os efeitos do processo das primárias da oposição. A corte analisava uma série de casos de pessoas que foram inabilitadas nos últimos anos.

As primárias foram organizadas pela própria oposição, que optou por não contar com a assistência técnica do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) devido à falta de clareza por parte da instituição.

Quem é María Corina Machado?

María Corina Machado critica fortemente a oposição tradicional a Nicolás Maduro. Seu partido, o Vem Venezuela, não faz parte da coalizão Plataforma Unitária, que está em negociação com o chavismo na mesa de diálogo em Barbados. Ela também rejeitou um acordo assinado com parte da oposição que previa a participação de observadores internacionais nas eleições presidenciais, além da atualização do registro eleitoral.

A trajetória política de María Corina Machado foi marcada por críticas ao regime de Maduro e à oposição. Durante seu mandato como deputada, entre 2011 e 2014, ela se destacou como uma parlamentar combativa. No entanto, teve seu mandato cassado pela Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo chavista Diosdado Cabello. Desde então, enfrentou inabilitações políticas e restrições para deixar o país.

Fonte: O Antagonista

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