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Opinião | Câmara vai ouvir Marcos Valério sobre ligação entre PT e PCC

Opinião | Câmara vai ouvir Marcos Valério sobre ligação entre PT e PCC

Mensaleiro afirmou que partido tinha relação com facção criminosa

Publicitário diz que PCC administrava caixa secreto de R$ 100 milhões

‘Não podemos fechar os olhos diante das graves denúncias’, diz Capitão Alberto Neto

‘Os envolvidos precisam dar explicações à sociedade brasileira’, afirma Delegado Pablo

Plínio Valério destaca que no Brasil corruptos estão soltos e corruptores presos

Instituto Médico desmente deputado Wilker Barreto sobre atrasos salariais no Governo do AM

PL de Alfredo Nascimento define data da convenção partidária

Mensalão

A Comissão de Segurança Pública da Câmara marcou para a próxima quinta-feira (14), o depoimento de Marcos Valério ao colegiado sobre a delação premiada feita à Polícia Federal.

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O pedido de convite do operador do esquema do mensalão foi aprovado na última terça, à pedido do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

PCC

No acordo firmado com a PF e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Valério afirmou que em 2005 ouviu do então secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, que o partido tinha ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ele também disse que a legenda administrava um caixa secreto de R$ 100 milhões de reais.

Caso Celso Daniel

O ex-mensaleiro, condenado a 37 anos de prisão por ser o operador financeiro do esquema do mensalão, contou que à época foi procurado para utilizar parte dos recursos clandestinos para entregar R$ 6 milhões ao empresário Ronan Maria Pinto, de Santo André, que chantageava o então presidente Lula, ameaçando contar detalhes sobre as ligações dos petistas com o PCC e com o assassinato do prefeito Celso Daniel, de Santo André (SP).

Correu

De acordo com matéria do UOL, Marcos Valério não irá comparecer para prestar depoimento. O advogado do publicitário confirmou a decisão de seu cliente.

Pressão

É fato que o vazamento da delação caiu como uma bomba no PT e o medo do desgaste eleitoral às vésperas do início da campanha é inevitável.

Certamente Valério sofreu pressão de líderes do partido e por isso não irá comparecer à sessão.

“Manipulação política”

Em nota, a cúpula do PT diz que a delação divulgada inicialmente pela revista Veja é “mentirosa” e trata-se de “manipulação política” e afirmou que tomará medidas judiciais contra a publicação.

“A revista começa mentindo ao afirmar que a delação foi ‘homologada por Celso de Melo’, numa tentativa de conferir credibilidade ao depoimento de alguém que buscava benefícios penais em troca de acusações sem provas. Em setembro de 2018, Celso de Melo, repita-se, homologou apenas parcialmente trechos da delação que, de acordo com o que foi divulgado na ocasião, diziam respeito a supostos fatos que não eram objeto de ações penais já em curso”, afirma o partido.

Atento

Membro titular da Comissão de Segurança Pública, o deputado federal amazonense, Capitão Alberto Neto (PL), destacou que a investigação sobre as denúncias de Marcos Valério precisam ser aprofundadas.

“Não podemos fechar os olhos diante das graves denúncias que Marcos Valério, Operador do PT, disse em depoimento à PF. Principalmente a parte em que ele fala que o partido tinha ligações com o PCC e que administrava caixa secreto de R$ 100 milhões”, disse.

O parlamentar questionou, inclusive, se não é hora de criar uma CPI sobre o assunto, já que é uma denúncia grave.

Acusações graves

O deputado federal, Delegado Pablo (União Brasil) — que é um dos autores do Requerimento — também ressaltou que as acusações são graves e é necessário dar explicações ao povo brasileiro sobre elas.

“Marcos Valério vem denunciando para mídia que o PT estava fazendo negociatas com o PCC, principalmente em supostas lavagens de dinheiro do tráfico de drogas ligado a campanhas eleitorais. São graves as acusações e os envolvidos precisam dar explicações à sociedade brasileira”, disse Pablo.

Jabuticaba

Já o senador Plínio Valério (PSDB) se referiu ao caso de Marcos Valério como “jabuticaba”, ou seja, coisas que só acontecem no Brasil.

O parlamentar destacou que o publicitário foi condenado e está preso sendo corruptor, mas os corruptos no caso estão soltos.

“Marcos Valério é corruptor, foi condenado e está preso. No Brasil só tem corruptor preso, não tem mais corruptos. E isso chama atenção. Todo mundo agora é inocente, mas quem corrompeu está preso. O corruptor fica preso e os corruptos são inocentados e liberados da cadeia”, lamentou.

Silêncio

O deputado José Ricardo (PT) foi procurado pelo Direto ao Ponto para falar sobre o assunto, mas até o fechamento desta edição não havia se manifestado.

Espalhando desinformação

Opositor ferrenho do governador Wilson Lima (União Brasil) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o deputado estadual Wilker Barreto (Cidadania) usou sites e portais locais para espalhar desinformação sobre o pagamento de médicos do Instituto Médico de Clínica e Pediatria do estado do Amazonas (IMED-AM).

Segundo informou erroneamente o parlamentar, 300 profissionais do IMED-AM estariam sem receber há quatro meses.

Repondo a verdade

Em nota, o IMED-AM desmentiu Barreto e afirmou que a notícia veiculada por um site local não condiz com a verdade, além de reiterar que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) tem cumprido com seus compromissos com a empresa e a sociedade.

“A diretoria do IMED/AM vem a público reprovar as informações constantes na denúncia feita pelo Deputado Wilker Barreto uma vez que são completamente inverídicas. Quanto a alegação de que os médicos estão há 4 meses sem receber apontado pelo Deputado Wilker Barreto. Informamos que não condiz com a realidade”, diz trecho da nota.

Data definida

O presidente do PL no Amazonas, Alfredo Nascimento, afirmou em entrevista ao programa Fiscaliza Geral, que fará a convenção partidária do PL no dia 05 de agosto, último dia previsto pela Lei para o lançamento dos candidatos e para a homologação da chapa majoritária.

Alfredo disse que o PL vai caminhar nas eleições com a coligação que fizer palanque para a reeleição de Bolsonaro e Coronel Menezes ao Senado.

 

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