Opinião | Arthur Virgílio Neto diz que PSDB será protagonista nas eleições de 2022 no Amazonas

Opinião | Arthur Virgílio Neto diz que PSDB será protagonista nas eleições de 2022 no Amazonas

Opinião | Arthur Virgílio Neto diz que PSDB será protagonista nas eleições de 2022 no Amazonas

Ex-prefeito afirma que teve uma “anticandidatura” nas prévias do partido para exaltar a Amazônia

Tucano faz críticas ao governo Bolsonaro e diz: “orçamento secreto é igual mensalão”

“Pandemia foi uma tragédia mal gerida pelo Governo Federal”

Político lembra que veto à CPMF impediu terceiro mandato de Lula

‘Sou um lutador, e quem me enfrenta sabe disso ou vai saber’, afirma Arthur

No Pinga Fogo, Arthur fala sobre Wilson Lima, David Almeida, Omar Aziz, Zona Franca, Pandemia e Vacina

Eleição 2022

Em entrevista exclusiva ao Direto ao Ponto, o ex-prefeito de Manaus e ex-senador da República, Arthur Virgílio Neto, de 76 anos, afirmou que ainda não sabe para qual cargo irá disputar as eleições de 2022, mas garantiu que o PSDB será protagonista no pleito do ano que vem no Amazonas.

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“Meu pai sempre dizia que existem duas formas de sair da vida pública. Largar a vida pública ou a vida pública te largar. Não vejo que a vida pública me largou. Eu certamente estarei nessa eleição. O cargo eu não sei, mas tenho reunião marcada com meus companheiros, estou fazendo pesquisas sérias e vou decidir. Posso dizer que o PSDB será protagonista”, afirmou.

Bandeira

Virgílio, que saiu recentemente de uma candidatura às prévias presidenciais do PSDB, destacou que participou do pleito interno para levantar a bandeira da Amazônia pelo Brasil e garantir apoio dos tucanos ao modelo Zona Franca de Manaus (ZFM).

Segundo Arthur, ele teve uma “anticandidatura”, pois estava ciente de que não ganharia.

“Eu aceitei participar das prévias em setembro e comecei a fazer campanha no dia 1º de outubro. Tive dois meses e os companheiros que disputaram comigo estavam desde maio. Quando eu cheguei, os espaços estavam ocupados. Entendendo isso, decidi falar para o Brasil sobre duas bandeiras: democracia — e não só o respeito ao funcionamento do parlamento e judiciário, mas também a democracia que se traduz no respeito aos LGBTQI+ e aos negros — e sobre a Amazônia. Dizia: ‘saibam que se a floresta acabar, o rio vai secar e quem mantém a floresta em pé é a Zona Franca’”, disse.

João Doria

Arthur fez elogios ao presidenciável do PSDB, João Doria. Destacou a capacidade de articulação e gestão do governador de São Paulo e afirmou que ele, com a decisão de iniciar a vacinação no maior estado do País, ajudou a salvar pelo menos 200 mil vidas.

“A vacina foi um show. Eu calculo que o Doria salvou de 200 a 250 mil vidas se antecipando àquela lenga-lenga do Bolsonaro de começar juntos. Ele começou antes”, lembrou.

“O Doria é uma pessoa preparada. Eu sinto que ele precisa tomar algumas atitudes para ganhar a simpatia do povo brasileiro. Há uma implicância com ele que não sei de onde vem, porque ele é uma pessoa muita querida, gentil, fraternal, é uma pessoa harmoniosa. Ele tem uma carreira exitosa. Acho que seria um bom presidente”, concluiu.

Críticas ácidas

Indagado sobre o governo Bolsonaro, o ex-prefeito subiu o tom, chamou o presidente da República de inábil e afirmou que o orçamento secreto, pago a parlamentares, tem o mesmo modus operandi do esquema do mensalão da era petista.

“Os métodos são os mesmos, para obter votos no Congresso, para artificializar apoios e é uma coisa indecorosa que quase derrubou o presidente (Lula) e que precisa ser investigado nessa gestão. Teve senador e deputado que se vendeu, inclusive isso aconteceu no meu partido”, afirmou.

Pandemia

O tucano também lamentou a gestão do Governo Federal durante o ápice da pandemia e afirmou que ela foi “uma tragédia gerida”.

“Foi uma tragédia muito mal gerida pelo Governo Federal. Eu dei tudo que tinha junto com outras pessoas para amenizar. O caos poderia ter sido menor se tivesse uma ação federal e estadual mais forte”, destacou.

Não, Lula!

Arthur Neto Lembrou, ainda, da guerra travada no Senado para travar a tentativa do governo Lula (PT) de aprovar, em 2007, o retorno da CPMF, conhecido como “imposto do cheque”.

Segundo o tucano, o ex-presidente usou essa votação para saber se teria maioria para enviar na sequência um projeto que instituiria a permissão de um terceiro mandato. Por conta disso, até hoje, Arthur é lembrando por ter impedido Lula de se perpetuar no poder.

“Foi isso que fez o Lula ficar de mal comigo. Eu sei que frustrei o terceiro mandato dele. Eu era contra o terceiro mandato e iria enfrentar a tentativa, porque aí já vira Chávez, coisa parecida com ditadura. Os países civilizados dão direito a dois mandatos e acabou. E de preferência como nos EUA, depois de se reeleger nunca mais pode voltar. O Lula fez um teste ali assim”, relembrou.

Pinga fogo

No Pinga Fogo do Direto ao Ponto, Arthur classificou a Zona Franca de imprescindível, a Amazônia como a região mais estratégica do mundo, a pandemia como uma tragédia que foi mal gerida pelo governo federal e estadual e a vacinação como necessária e fundamental.

Além disso, afirmou que o governador Wilson Lima poderia muito bem ter feito o favor de não vir morar no Amazonas, que torce para que o prefeito David Almeida tome decisões sensatas, mantenha o equilíbrio fiscal e faça Manaus feliz, e que Omar Aziz não vale comentários. Finalizou dizendo que ele, Arthur Neto, é um lutador, e que quem o enfrenta sabe disso ou vai saber.

 

 

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