Opinião | Câmara aprova texto-base de projeto que define novo Código Eleitoral

Opinião | Câmara aprova texto-base de projeto que define novo Código Eleitoral

Opinião | Câmara aprova texto-base de projeto que define novo Código Eleitoral

Quarentena para magistrados e militares é rejeitada e abre caminho para candidatura de Moro

Bolsonaro levanta bandeira branca e prega harmonia entre os Poderes

Postura do presidente divide opiniões nas redes sociais

Fiscalização enfraquecida

A Câmara aprovou ontem (9), por 378 votos favoráveis e 80 contra o novo Código Eleitoral.

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O projeto lista uma série de despesas que podem ser pagas com recursos públicos do fundo partidário – como em propagandas políticas, no transporte aéreo e na compra de bens móveis e imóveis.

Diz ainda que a verba pode ser usada em “outros gastos de interesse partidário, conforme deliberação do partido político”.

Isso, segundo especialistas, abre brecha para que qualquer tipo de despesa seja paga com o fundo – desde helicóptero a churrascos com chopp.

Sem quarentena

O lado positivo da votação foi que, após destaque apresentado pelo PSL, a quarentena de cinco anos para a candidatura de juízes, membros do Ministério Público, militares da União, policiais militares, civis e guardas municipais – prevista no texto original – foi excluída.

Com a decisão, o ex-juiz Sergio Moro tem caminho livre para disputar as eleições presidenciais de 2022 e fazer frente à polarização Bolsonaro X Lula.

Mais votações

A Câmara dos Deputados vai prosseguir na próxima semana a análise de mais destaques que alteram o texto original do Código Eleitoral, entre eles, o retorno das coligações já no próximo pleito.

Para valerem na eleição de 2022, as mudanças precisam ser aprovadas pelo Senado e sancionadas pelo presidente da República até dia 02 de outubro.

Bolsonaro paz e amor

Dois dias após dizer que não respeitaria mais as ordens dadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recuou e divulgou uma nota oficial ontem (9), pregando a harmonia entre os poderes da República e levantando a bandeira branca em direção ao Supremo.

Segundo o chefe da nação, as críticas mais contundentes durante as manifestações de 07 de setembro foram ao “calor do momento”.

O articulador

Em entrevista à CNN Brasil, o ex-presidente Michel Temer (MDB) confirmou que ele foi quem redigiu a nota oficial do Governo Federal, que inclusive faz elogios à carreira acadêmica de Alexandre de Moraes.

Bolsonaro e Temer se encontraram ontem em Brasília e o emedebista articulou uma ligação telefônica entre o presidente da República e o ministro do Supremo.

TBT

Vale lembrar que na última vez em que Michel Temer escreveu uma carta para quem estava na presidência da República, Dilma Rousseff caiu.

Críticas e elogios

A postura do presidente obviamente pautou os debates nas redes sociais, sobretudo no Twitter.

Por lá, políticos, jornalistas e cidadãos comuns divergiam sobre o posicionamento de Bolsonaro.

Contra

Rodrigo Constantino fez uma analogia em cima de um ditado popular: “Meu pai sempre disse sobre ter armas: filho, se sacar, tem que estar disposto a puxar o gatilho. Mostrar arma e não atirar, ou puxar um revólver sem bala, isso é mortal.”

Milton Neves disse que Bolsonaro faria gesto de grandeza se anunciasse que não concorrerá a reeleição, pelo bem do Brasil.

“Passe a bola para Guedes, Tarcísio ou um de seus ótimos ministros e faça um tour para eleger aliados em 2022.”

A favor

Já a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou que a nota é uma demonstração de que Bolsonaro é uma “pessoa grande” que “pensa menos nele do que nos outros”.

 

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