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Opinião | Secretário demitido acusa governo Lula de pressão para comprar arroz e se diz “bode expiatório”

Opinião | Secretário demitido acusa governo Lula de pressão para comprar arroz e se diz “bode expiatório”

CPI do ‘arroz do Lula’ já tem aproximadamente 100 assinaturas

Em Manaus, presidente do BID visita obras no Prosamin+ e destaca parcerias no Amazonas

Incentivo à participação de jovens no processo político é tema de lei assinada por Roberto Cidade

Plínio Valério critica proibição de exploração de potássio no Amazonas

Vereador William Alemão gastou quase R$ 50 mil com combustível em três meses

TRE-AM inaugura sala do Comitê de Combate a Desinformação

Leilão suspeito 

O agora ex-secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura, Neri Geller, afirmou nesta quarta-feira (12) que foi pressionado pelo governo federal para organizar o leilão que adquiriu 263 mil toneladas de arroz importado. 

O leilão foi anulado na terça-feira (11) devido a suspeitas de irregularidades. 

“Bode expiatório”

Geller declarou que está sendo usado como “bode expiatório” pelo fracasso do leilão. 

Geller pediu demissão do cargo após surgirem suspeitas de que ele teria favorecido seu filho, Marcello Geller, sócio de uma das corretoras participantes do leilão. 

O certame foi vencido por quatro empresas ao custo de R$ 1,3 bilhão, sendo que três delas não atuam no mercado de compra e venda de grãos. 

Organizador do leilão

Neri Geller, que foi o responsável por organizar o leilão, afirmou que a Casa Civil e o Ministério da Agricultura o pressionaram a comprar a grande quantidade de arroz, mesmo diante de críticas do setor agropecuário. 

“Foi mal conduzido, em um momento de egos aguçados. [A quantidade foi] uma decisão da Casa Civil junto com o ministro [Carlos] Fávaro, com certeza. Agora, como que se deu lá, eu não consegui participar, porque o ministro puxou esse assunto 100% para o gabinete. Mas, quem decidiu obviamente não fomos nós”, disse Geller.

Oposição

A oposição apresentou pedido de investigação para apurar indícios de irregularidades na compra de arroz importado.

A lista de parlamentares que assinaram o pedido de CPI do Arroz chega a aproximadamente 100 parlamentares. 

Dos oito deputados federais do Amazonas, apenas Capitão Alberto Neto (PL) assinou o pedido de investigação. 

BID

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) está promovendo, em Manaus, a 22ª Semana de Sustentabilidade. 

Nesta quarta-feira (12), o presidente mundial do BID, Ilan Goldfajn, junto do governador Wilson Lima, fez uma visita técnica às obras do Prosamim+, programa que, ao longo dos anos, tem recebido investimentos significativos do banco. 

Durante a visita Goldfajn, destacou os avanços obtidos nessa parceria e os novos projetos a serem implantados.

Prosamim I

O primeiro local a ser visitado por Ilan Goldfanjn, na manhã desta quarta (12), foi o Parque Jefferson Peres, uma área que antes funcionava como ocupação irregular com palafitas. 

O parque foi contemplado no âmbito do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim I), no ano de 2009.

Na ocasião, o presidente do BID pôde constatar a transformação do local, que hoje funciona de forma integrada ao Centro Cultural Palácio Rio Negro e recebe cerca de 700 pessoas diariamente.

Prosamin+

Em seguida, a comitiva visitou o Residencial Rodrigo Otávio, o primeiro conjunto habitacional entregue pelo novo Prosamin+, executado com financiamento do BID.

Modelo

O governador ressaltou que essas ações servem como modelos replicáveis para parcerias com a iniciativa privada no Amazonas, promovendo projetos de infraestrutura, logística e novos negócios.

Goldfajn enfatizou que o foco do BID é dar dignidade às pessoas, destacando o sucesso do Prosamim como um exemplo a ser replicado em toda a América Latina.

Incentivo aos jovens

Reconhecendo a importância do processo eleitoral à manutenção da democracia, o deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ao lado do deputado Rozenha (PMB), assina a proposta que resultou na Lei Ordinária nº 6.801/2024, instituindo a Semana de Incentivo à Participação do Jovem no Processo Eleitoral. 

Democracia

“A política está em todo lugar e precisa ser encarada com a importância que tem. Incentivar a participação do jovem nesse processo é mais uma maneira de mostrar, que é por meio do voto que se contribui para uma sociedade mais justa. É pelo voto e pela discussão cidadã sobre direitos e deveres que se estabelece a democracia. Que nossos jovens tenham cada vez mais consciência disso”, declarou Cidade. 

Conscientização 

A semana também deverá conscientizar os pais e responsáveis dos jovens sobre a necessidade de incentivo familiar na busca de conhecimento político-eleitoral. 

Potássio

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) criticou, em pronunciamento nesta quarta-feira (12), ações judiciais que impedem que o Brasil aproveite o potássio da região de Autazes, no Amazonas. 

Segundo o parlamentar, ambientalistas alegam que a exploração prejudicaria as populações indígenas da região.

Autazes

“O potássio de Autazes sequer está em terras indígenas; não está em terras indígenas, nunca esteve. Mesmo assim, alega-se que esse potássio não pode ser explorado justamente para não prejudicar os índios […]. A população indígena da região vive hoje em condições discutíveis, pobres mesmo, com os problemas de sempre, inclusive alcoolismo, principalmente pobreza, quando poderia estar fazendo o que constitui, a propósito, reivindicação da maioria.”, disse Plínio. 

Números

Plínio destacou que o Brasil importa 86% dos adubos e fertilizantes que consome e ressaltou que o país destinou, em 2022, US$ 24,7 bilhões à compra dos produtos. 

Segundo o senador, o cloreto de potássio representa, em média, 38% do total de fertilizantes intermediários importados de 2017 a 2021.

Interesses internacionais 

“E quem mais vende potássio para o Brasil, superando um terço das importações totais? Acertou quem disse Canadá, que é um dos que mantêm as ONGs que estão de plantão aqui para sempre criar aqueles factoides sobre a Amazônia. […] Os reais fornecedores de potássio do Canadá para o Brasil são os indígenas canadenses, mais de 600 mil pessoas de origem indígena que ocupam áreas ricas em potássio. Quando o Brasil paga por esse potássio, são os indígenas canadenses, na maioria os inuítes, que recebem esse dinheiro. E aqui o índio, que dizem defender, que dizem proteger, não pode fazer nada.”, afirmou o senador.

Gastão 

O vereador William Alemão (Cidadania) utilizou quase R$ 50 mil da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) para despesas com combustível de fevereiro a abril deste ano. 

Os dados constam no Portal da Transparência da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e suscitaram questionamentos sobre a justificativa e necessidade de tais gastos.

Transparência da CMM

De acordo com a Transparência da CMM, só com combustível em fevereiro o parlamentar gastou R$ 16.421,42 mil em combustíveis, valor que foi para R$ 15.203,44 mil em março e atingiu R$ 15.921,24 em abril. 

O total gasto no período foi de R$ 47.546,10. 

Volta ao mundo

Segundo levantamento do portal Fiscaliza Manaus, que fez uma comparação ilustrativa: o valor gasto pelo vereador seria suficiente para dar duas voltas e meia ao redor do planeta Terra.

“Comitê de Combate a Desinformação”

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, desembargador João Simões, inaugurou nesta quarta-feira (12), no Fórum Eleitoral, a sala do Comitê de Combate a Desinformação.

O desembargador João Simões disse que a imprensa tem um papel fundamental a desempenhar no processo eleitoral, com a veiculação de informações corretas e que levem a informação verdadeira ao eleitor.

Parceria

Ele informou que o Comitê de Combate a Desinformação irá funcionar com servidores do TRE-AM e parcerias com o Ministério Público, Polícia Federal e Forças de Segurança do Estado.

“Qualquer cidadão poderá denunciar notícias ou imagens falsas que venham a ser utilizadas no processo político, acessando o site do TRE-AM”, informou.

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