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Opinião | Veja quais secretários municipais e estaduais devem deixar o cargo para disputar as eleições no Amazonas

Opinião | Veja quais secretários municipais e estaduais devem deixar o cargo para disputar as eleições no Amazonas

Ocupantes de cargos públicos precisam se desligar até 2 de abril

Alessandra Campêlo, Mirtes Sales e Marcos Granjeiro são membros do Governo que serão candidatos

Sabá Reis, Shádia Fraxe, Alonso Oliveira e Pauderney Avelino são secretários de David que devem disputar o pleito

Ao menos 11 ministros de Bolsonaro deixarão o governo para se candidatarem

Confira os cargos que estarão em disputa nas Eleições 2022

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Dança das cadeiras

Faltam pouco mais de sete meses para que milhões de brasileiros compareçam às urnas eletrônicas na votação do primeiro turno das eleições gerais deste ano, que ocorrerá no dia 02 de outubro.

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Em ano eleitoral é comum que secretarias e autarquias ligadas ao Poder Público sofram mudanças no comando, uma vez que seus ocupantes decidam disputar as eleições.

E em 2022 não será diferente. Pelo menos quatro secretários de Wilson Lima (PSC) devem deixar o Governo do Amazonas para disputar a eleição.

Já na Prefeitura de Manaus, ao menos sete nomes do alto escalão da administração devem disputar o pleito. Em nível nacional, a expectativa é que 11 ministros do presidente Bolsonaro disputem cargos eletivos.

Data de saída

Tanto secretários estaduais e municipais, quanto ministros de estado que serão candidatos no pleito de outubro, pela lei, precisarão deixar de ocupar um cargo público até o dia 2 de abril.

Essa dança das cadeiras mexe não somente na estrutura administrativa, como também na configuração do parlamento, já que há casos — como o da deputada Alessandra Campêlo (MDB) — de comandantes de pastas serem políticos licenciados.

Lista

O Direito ao Ponto ouviu pessoas ligadas tanto ao Governo do Amazonas quanto à Prefeitura de Manaus e fez uma lista dos possíveis secretários que serão candidatos.

Entre os nomes, estão políticos experientes e também aqueles que vão estrear nesta eleição.

Governo

Entre os secretários de governo dois nomes são dados como certo: Alessandra Campêlo (MDB), que é deputada estadual licenciada e volta ao cargo para disputar mais uma reeleição; e a ex-vereadora de Manaus e atual secretária da Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, Mirtes Sales(Republicanos), que também deve concorrer para deputada estadual.

Quem da mesma forma é cotado para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) é o ex-deputado e ex-vereador de Parintins, Valdenor Cardoso, o Bolacha. Atualmente ele é diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).

Aposta

Nos bastidores, outros dois nomes são cotados para lutar por uma cadeira no parlamento estadual: Coronel Bonates, ex-secretário de Segurança, e o médico Marcos Granjeiro Fernandes, que é diretor do Hospital Francisca Mendes.
Ambos serão candidatos pela primeira vez.

Prefeitura

Dos secretários municipais, pelo menos sete devem se candidatar nas eleições deste ano, obrigando o prefeito David Almeida a fazer uma espécie de minirreforma administrativa.

Entre os nomes dados como certo, figuram na lista o secretário de Limpeza Pública, Sabá Reis (PL), o secretário de educação, Pauderney Avelino (DEM), o secretário de Articulação Política, Janjão(Avante), e o diretor-presidente da Manauscult, Alonso Oliveira (Avante).

Com exceção de Pauderney, que será candidato a deputado federal, todos os demais pleiteiam uma cadeira na Aleam.

Apostas

Já entre as possibilidades estão a secretária de Saúde, Shádia Fraxe, o secretário de Administração, Ebenezer Bezerra, e o secretário da Casa Civil, Tadeu de Souza.

Indicação

Inicialmente, Sabá Reis despontava como o possível nome que David usaria para compor uma candidatura majoritária ao Governo.

No entanto, nos últimos meses, Shádia Fraxe ganhou força — sobretudo pela excelente gestão à frente da Semsa — e segundo informações de bastidores, pode ser uma das apostas do prefeito para ser vice de um candidato ao Governo.

Pelo alinhamento atual, tudo indica que o apoiado por David seja o governador Wilson Lima (PSC).

Homem de confiança

Pelo conhecimento técnico e desenvoltura à frente da Casa Civil e, também, por gozar de total confiança do prefeito, Tadeu de Souza é bem avaliado e, no meio dos cálculos políticos, ele figura entre as possibilidades para ser indicado como vice.

Pouco provável

O vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta(sem partido), que sempre surge como possível candidato, afirmou ao Direto ao Ponto que, por ora, não se empolga com a possibilidade de disputar o pleito deste ano.
“Não tenho partido e não pretendo deixar meu cago de vice-prefeito”, disse.

Apesar da fala, Rotta deve ser candidato a deputado estadual.

Sem chance

Apontado como uma grata surpresa entre o time de secretários, Renato Junior sempre tem seu nome ventilado entre os possíveis candidatos a deputado estadual.

No entanto, ele registrou em cartório a promessa de que não deixará a Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc) para disputar nenhum cargo.

De Brasília para o Brasil

A dança das cadeiras também será uma realidade em nível federal, considerando que pelo menos 11 ministros de Jair Bolsonaro (PL) deixarão o governo para se candidatar.

Na lista, quatro pretendem disputar governos estaduais: Rogério Marinho (Rio Grande do Norte); João Roma (Bahia); Tarcísio de Freitas (São Paulo); e Onyx Lorenzoni (Rio Grande do Sul).

Além deles, pelo menos outros três devem lutar por uma cadeira no Senado: Flávia Arruda (Distrito Federal); Gilson Machado (Pernambuco) e Fábio Faria (Rio Grande do Norte).

Outros nomes

Outros nomes que podem se candidatar são: Damares Alves (Senado pelo Amapá); Tereza Cristiana (vice-presidente ou Senado pelo Mato Grosso do Sul); Marcos Pontos (Deputado Federal por São Paulo); e Anderson Torres (Senado Distrito Federal).

Eleições

As eleições deste ano terão cinco cargos em disputa: presidente da República, governador, senador, deputados federais e deputados estaduais.

No caso do Amazonas, serão escolhidos um representante para o Senado Federal, oito representantes para a Câmara Federal e 24 para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Como o processo eleitoral brasileiro obedece a dois sistemas distintos para cargos políticos — o majoritário e o proporcional — há algumas características diferentes para contagem de votos.

Majoritária

A eleição majoritária desse ano vai escolher os chefes do Executivo, ou seja, o presidente da República e os governadores, além dos senadores.

Neste sistema, os candidatos mais votados são eleitos, considerando os votos válidos, excluídos os votos em branco e os nulos.

Geralmente na disputa para cargos do executivo, as eleições são definidas em dois turnos, pois praticamente nenhum dos candidatos consegue metade mais um dos votos válidos no primeiro turno. Nesse caso, os dois candidatos mais votados disputam.

No caso da vaga para o Senado, é eleito o mais votado.

Proporcional

Já o sistema proporcional determina o modo como os representantes dos órgãos legislativos federais e estaduais são eleitos.

De acordo com este sistema, o eleitor pode votar tanto no candidato quanto no partido. Assim, as vagas são distribuídas de acordo com o número de votos recebidos por cada partido.

Neste caso, é utilizado o cálculo do quociente eleitoral.

Quocientes

De acordo com o Código Eleitoral, determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o número de votos válidos apurados pelo número de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral.

No Amazonas, por exemplo, com uma estimativa de votos válidos este ano, excluindo brancos e nulos, de pouco mais 1,8 milhão e o número de vagas na Câmara Federal sendo oito, o quociente eleitoral será de 225 mil votos para eleição de cada deputado.

Para cada 225 mil votos, o partido ou coligação terá direito a uma vaga, que sempre será preenchida pelo candidato mais votado, até o limite de cadeiras que o estado tem.

Já para deputado estadual, o quociente será de 75 mil votos.

Sobras eleitorais

De acordo com a nova lei, só podem concorrer à distribuição das “sobras” os candidatos que obtiverem votos equivalentes a pelo menos 20% do quociente eleitoral e os partidos e federações que conquistarem um mínimo de 80% do quociente eleitoral.

Com as mudanças na Lei Eleitoral em vigor, as alterações dificultam a vida dos partidos pequenos e diretórios poucos estruturados de legendas maiores.

Posse

Após o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) cassar por unanimidade o mandato do vereador Sandro Maia (DEM), o primeiro suplente da coligação, Gilmar Nascimento, tomará posse no cargo nesta segunda-feira (14).

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) foi notificada pelo TRE-AM na última sexta-feira (11).

Maia foi cassado por, segundo a Justiça Eleitoral, ter uma organização social utilizada para angariar votos.

Falcatrua

Durante a reunião itinerante da CPI da Amazonas Energia no bairro do Alvorada na última semana, o diretor-presidente do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-AM), Márcio Brito, afirmou que após fiscalização nos novos medidores instalados pela Amazonas Energia foi constatado que os aparelhos apresentaram o dobro na contagem de consumo, impactando no valor da fatura.

Segundo Brito, o Ipem fiscalizou mais de 25 mil medidores de energia e constatou que os aparelhos estavam marcando errado e sempre para cima.

 

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