Opinião | Lula e Bolsonaro têm estratégias em comum para 2022

Opinião | Lula e Bolsonaro têm estratégias em comum para 2022

Opinião | Lula e Bolsonaro têm estratégias em comum para 2022

Foco de ambos é eleger aliados para o Congresso Nacional

No Amazonas, presidenciáveis já têm seus candidatos ao Senado e Câmara dos Deputados

Bolsonaro aposta em Menezes e Lula em Omar

Capitão Alberto Neto, Delegado Pablo, Átila Lins e Silas Câmara estão no arco de aliança do atual presidente

Marcelo Ramos, Zé Ricardo e Sidney Leite são aliados do petista

PEC da Vingança que altera composição do CNMP será votada terça-feira

Projeto tira poderes do MP e politiza indicações que podem comprometer e até barrar investigações

Mesmo foco

Em lados opostos ideologicamente e adversários nas urnas, Jair Bolsonaro e Lula têm algo que os une: a estratégia política para as eleições de 2022.

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Tanto o atual presidente quanto o ex-mandatário da nação decidiram priorizar a eleição de aliados para o Congresso Nacional e deixaram em segundo plano as candidaturas para os governos estaduais.

A estratégia tem como pano de fundo a intenção de aumentar a governabilidade e reduzir a dependência de outras legendas a partir do dia 1º de janeiro de 2023.

Senadores e deputados

O foco na eleição de deputados federais e senadores foi, inclusive, o principal assunto da reunião que Lula teve com a bancada do PT no início do mês num hotel em Brasília.

Com 53 deputados federais, a sigla tem a maior bancada da Câmara dos Deputados, mas a expectativa é eleger de 80 a 100 parlamentares no pleito do ano que vem.

No Senado, a legenda tem seis membros e pretende eleger os governadores do Ceará, Camilo Santana e do Piauí, Wellington Dias.

A legenda também costura apoio às candidaturas de Flávio Dino (Maranhão) e Paulo Câmara (Pernambuco), filiados ao PSB, que é um partido aliado.

Segundo plano

Em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, em agosto, Bolsonaro afirmou que a eleição de governadores ficaria em segundo plano.

“Caso dispute a eleição, tenho interesse em uma bancada de deputado federal e de senadores. Interessa governador? Interessa, mas ficaria em segundo plano”, afirmou.

Reflexo no Amazonas

A estratégia de Bolsonaro e Lula obviamente tem reflexos no Amazonas.

Por aqui, já dá para cravar quem são os aliados de ambos e as apostas dos presidenciáveis para os cargos de senador e deputado federal.

Coronel Menezes (Patriota) é o candidato do atual presidente ao Senado. Ele disputará a cadeira com Omar Aziz (PSD), presidente da CPI da Covid, que por sua atuação contra o Governo Federal no colegiado, ganhou como prêmio a “bênção” do ex-presidente petista.

O prenúncio da polarização em nível nacional tem sido visto, inclusive, na relação entre os postulantes ao Senado pelo Amazonas.

Menezes tem subido o tom nas críticas a Omar nas redes sociais.

Lados definidos

Dos atuais deputados federais pelo Amazonas que disputarão a reeleição no ano que vem – Bosco Saraiva (SDD) desistiu e será candidato a deputado estadual – quatros estão do lado de Bolsonaro e três de Lula.

Os aliados do atual presidente são: Capitão Alberto Neto (Republicanos), Delegado Pablo (PSL/União Brasil), Átila Lins (PP) e Silas Câmara (Republicanos).

Ao lado do ex-presidente Lula estão: José Ricardo (PT), Sidney Leite (PSD) e Marcelo Ramos (PL).

Os partidos de Zé e Sidney estarão no mesmo palanque de Lula.

Já Marcelo Ramos, mesmo estando em uma sigla que apoia Bolsonaro, pedirá votos para o petista.

PEC da Vingança

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidiu que a votação da PEC da Vingança, que altera a composição do Conselho Nacional do Ministério Público, será votada apenas na próxima terça-feira (19).

Essa foi a terceira tentativa frustrada de votação do texto. Na semana passada e ontem, a PEC esteva na pauta.

A última versão da PEC, apresentada momentos antes do início da sessão, piorou o que já era ruim— dando um maior controle político sobre o CNMP.

Na prática, a Lei tira poderes do MP e politiza indicações que podem comprometer e até barrar investigações.

Terceira mudança

A última alteração do parecer do relator Paulo Magalhães (PSD-BA), mesmo partido do senador Omar Aziz (PSD), aumentou de dois para cinco os integrantes do CNMP que poderão ser indicados pelo Congresso. Caso seja aprovada a proposta, o colegiado passará de 14 para 17 membros.

As três novas vagas “políticas” poderão ser preenchidas por um ex-chefe do MP estadual ou um ex-chefe de MP da União; por um juiz ou ministro indicado pelo STF, e ainda por cidadão com “notório saber jurídico”, o que abre a porta do CNMP para advogados de réus investigados pelo próprio MP.

A versão piorada da PEC também abriu margem ainda para que deputados e senadores elaborem o código de ética dos membros do Ministério Público, caso o atual CNMP não apresente o documento em 120 dias.

Avanço da corrupção

Caso aprovada, será um duro golpe na independência dos membros do Ministério Público. E, sem independência, não será possível combater a criminalidade, o crime organizado, a corrupção ou defender o patrimônio público.

Por enquanto, a bancada federal do Amazonas está dividida e é importante ficar de olho no parlamentar que você votou e cobrar dele um posicionamento contra o projeto.

O Direto ao Ponto segue acompanhando as movimentações e vai deixá-lo informado de cada detalhe e conchavo.

 

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