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Opinião | O que esperar da pandemia em 2022

Opinião | O que esperar da pandemia em 2022

Entenda por que a variante Ômicron pode indicar que a pandemia de Covid-19 está no fim

Variante ômicron é identificada em 98,7% dos casos de covid analisados em estudo

Números, vacinação, testagem e restrições

Governador Wilson Lima adia aulas e convoca médicos

“Em matéria de saúde, ouça o seu médico e a ciência”, afirma prefeito David Almeida

Políticos do Amazonas testam positivo

Ano novo, treta velha

Olá, o Direto ao Ponto está de volta, mas encontramos tudo como antes.

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A pandemia não terminou e a ressaca do réveillon veio com o recrudescimento da pandemia e já levou 17 capitais a cancelarem as festas de carnaval, além de acender o sinal de alerta para a ocupação de leitos de UTI em nove estados.

Além disso a economia segue com inúmeras dificuldades, a disputa no campo nacional entre Bolsonaro, Lula e Moro e no campo local entre Wilson Lima, Amazonino e Braga seguem acirradas. Nos acompanhe neste ano que se inicia, que mais parece a prorrogação do anterior.

Pandemia em 2022

Hoje retornamos a coluna de opinião falando sobre o aumento dos casos de coronavírus e fazendo uma indagação: A pandemia da Covid-19 vai acabar em 2022?

A resposta mais correta é “provavelmente não”, segundo as opiniões de muitos especialistas sobre quais rumos a crise sanitária deve tomar.

Nem mesmo a Organização Mundial de Saúde (OMS) se arrisca a fazer qualquer previsão sobre o fim da pandemia do coronavírus.

Surgimento de novas variantes

Talvez a principal ameaça ao fim da pandemia seja o surgimento de novas variantes – versões mutadas do coronavírus que sejam resistentes às vacinas atuais ou que causem sintomas da doença ainda mais graves.

“Quando achamos que vai acabar, vem outra variante”, alerta o infectologista Renato Kfouri. “Acredito que esse começo de ano será ruim no Brasil, assim como vem acontecendo na maioria dos países, com recorde de casos. Teremos muito casos, mas o número de mortes não vai acompanhar.”

Luz no fim do túnel

Para a infectologista Eliana Bicudo, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), é possível que novas mutações tenham “menor patogenicidade”, ou seja, efeitos menos danosos às pessoas contaminadas.

“A gente espera, mas isso é só uma esperança, que as variantes tenham um perfil de menor patogenicidade, ou seja, que causem sintomas graves em poucos infectados, até mais que a ômicron, por exemplo, que transmite mais, mas parece um pouco menos patogênica”.

Início do fim

O infectologista Jamal Suleiman, do Instituto Emílio Ribas, acredita que o controle real da pandemia deve acontecer apenas em 2023.

“Acho que vamos conseguir minimizar o impacto em 2022”

Já o pesquisador William Moss, da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, acredita que o coronavírus vai “esgotar” sua capacidade de sofrer novas mutações e escapar das vacinas.

“Não vejo isso como um ciclo interminável de novas variantes.”

Meta é controle do vírus

O vice-diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, destaca que a meta deve ser controlar o vírus – de forma que ele não cause tantas perturbações à sociedade.

“Se gente alcança esse primeiro objetivo – de reduzir o impacto do vírus para que não seja mais um dano à saúde, às economias e às sociedades – e mantendo vacinação, vigilância, medidas de saúde pública e respondendo a alguns surtos que ocorrerem, isso já vai ser um avanço enorme em relação ao que a gente tem hoje”.

Ômicron

Estudo do Instituto Todos pela Saúde (ITpS) indicou que 98,7% das amostras de SARS-CoV-2 analisadas em parceria com os laboratórios Dasa e DB Molecula resultaram em infecções causadas pela variante ômicron.

Foram estudadas 8.121 amostras coletadas entre 2 e 8 de janeiro de 2022, em 24 estados e do Distrito Federal.

Números

No Brasil, 78,1% da população está vacinada com ao menos uma dose. 68,1% da população com o 1º ciclo vacinal completo e 15,2% da população com a dose de reforço.

O Brasil registrou 110.037 novos casos de covid-19 em 24 horas, segundo o levantamento feito junto às secretarias estaduais de Saúde do país, na última sexta-feira (14).

O número de mortes provocadas pela doença foram de 238.

Números no Amazonas

O último boletim da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), do último sábado (15), informou o diagnóstico de 2.638 novos casos de Covid-19 no estado.

Sem registro de óbito nas últimas 24 horas.

Pacientes internados

Entre os casos confirmados de Covid-19 no Amazonas, internados em Manaus há 274 pacientes, 210 dos quais em leitos clínicos (19 na rede privada e 191 na rede pública), 48 em UTI (6 na rede privada e 42 na rede pública) e 16 em sala vermelha.

A situação vacinal dos pacientes internados com a Covid-19 aponta que, dos 210 pacientes internados em leitos clínicos, 158 não são vacinados, 9 têm primeira dose, 36 têm as duas doses e 7 têm dose de reforço; dos 48 pacientes em UTI, 28 não são vacinados, 3 receberam a primeira dose, 13 têm as duas doses e 4 têm dose de reforço.

Ação conjunta

Governo do Amazonas e prefeitura de Manaus ampliaram suas ações e abriram as estruturas para a montagem dos postos de vacinação e testagem.

Além de novos pontos em shoppings e supermercados, ouve a intensificação das carretas da vacinação nos bairros, as buscas ativas e o Viradão de Vacinação.

Wilson Lima

O governo do Amazonas também lançou no final de semana um edital de chamamento público emergencial para a contratação de profissionais da área de saúde.

Além disso, para evitar um novo colapso, o governo decidiu adiar o início do ano letivo da rede pública. Grandes eventos também estão suspensos em todo o estado.

David Almeida

A prefeitura de Manaus também vai contratar em regime de urgência profissionais da área de saúde.

Além disso, o prefeito de Manaus, David Almeida, mostrou personalidade e chamou atenção com a sua declaração à imprensa, enfatizando a importância da população manauara se vacinar contra a Covid-19 e não desacreditar na ciência em detrimento de preferências políticas ou orientação religiosa.

Positivados

Pelo menos seis políticos, secretários do primeiro escalão, além da primeira-dama do estado – testaram positivo para a Covid-19 na última semana.

O deputado federal Delegado Pablo Oliva, os deputados estaduais Carlinhos Bessa e Wilker Barreto, os secretários municipais Israel Conte e Shádia Fraxe, e a esposa do governador Wilson Lima, Taiana Lima.

No campo nacional, o candidato a presidência da República, Sergio Moro testou positivo. Além de seis governadores: Carlos Moises (SC), Cláudio Castro (RJ), Eduardo Leite (RS), Ratinho Júnior (PR), Hélder Barbalho (PA) e Flávio Dino (MA).

Ano movimentado

E 2022 ainda está apenas começando. Hoje começa o BBB que promete ser o mais politizado das 22 edições. Vamos falar sobre isso na coluna de amanhã.

Também vamos acompanhar nas próximas semanas um aumento exponencial de casos de covid, o retorno do Congresso Nacional e parlamentos estaduais e municipais em fevereiro, pesquisas eleitorais, analises políticas, eleições em outubro e Copa do Mundo em dezembro.

Atenção leitores, apertem os cintos pois o ano está só começando!

 

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