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Opinião | CPI das ONGs, a nova trincheira da oposição

Opinião | CPI das ONGs, a nova trincheira da oposição

Plínio Valério faz balanço e reitera críticas as organizações: “são bandidos”

Juíza suspende convenção do União Brasil no Amazonas

Governo do Amazonas e Prefeitura iniciam obras com recursos do Asfalta Manaus 3

Deputado quer limitar Título de Cidadão do Amazonas na Aleam 

Thiago Abrahim propõe que cada parlamentar tenha direito a apenas duas indicações para homenagens

13 sessões consecutivas em baixa: nunca antes na história do Ibovespa

Bye, bye Brasil: dinheiro estrangeiro abandona bolsa brasileira em agosto

CPI das ONGs

Até agora fora dos holofotes do Congresso Nacional, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Organizações Não Governamentais (ONGs) no Senado vai ganhar atenção dos parlamentares da oposição nas próximas semanas. 

O movimento ocorre devido ao esvaziamento da CPI do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na Câmara, depois que partidos do Centrão decidiram substituir integrantes de oposição por outros mais simpáticos ao governo no colegiado. 

Os trabalhos, que poderiam se estender até meados de setembro, devem ser abreviados e o relatório do deputado Ricardo Salles (PL-SP) deve ser antecipado.

Investigação

A CPI das ONGs foi instalada em junho no Senado, com o objetivo de investigar o repasse de verbas públicas para essas organizações pelo governo federal e a possível utilização inadequada desses recursos ao longo das últimas décadas. 

Prima-pobre das CPIs atualmente em funcionamento no Congresso, a das ONGs, na visão do relator Márcio Bittar (União-AC), foi na verdade subestimada e teria o condão de revelar esquemas de corrupção maiores até que o mensalão e o petrolão. 

Exageros à parte, os parlamentares conseguiram, nesse pouco tempo, trazer à tona indícios de relacionamento promíscuo entre dirigentes de ONGs e agentes do estado.

Balanço

O presidente da CPI das ONGs, senador Plínio Valério (PSDB-AM), fez balanço das atividades do colegiado até o momento e reiterou críticas as organizações que chamou de “bandidos”.

“Já ouvimos primeiro caciques de várias etnias que falaram do abandono das mazelas que sofrem nas mãos de algumas ONGs ambientalistas. […] Agora nós vamos ouvir as ONGs para, no final, indiciar algumas, pedir o indiciamento de algumas pedir quebra do sigilo bancário de algumas. Vamos passar para outra fase”, disse o senador.

Suspensa

Agendada originalmente para as 10h desta sexta-feira (18) em Manaus, a convenção destinada à eleição da presidência do União Brasil no Amazonas foi interrompida na quinta-feira (17) por determinação da juíza Acácia Regina Soares de Sá, da 23ª Vara Cível de Brasília. 

Essa decisão atendeu a um requerimento de um grupo de filiados do partido vinculado ao ex-deputado Pauderney Avelino, que busca permanecer no controle da agremiação. 

Disputa comando

O evento, que visava ratificar a escolha do governador Wilson Lima como presidente do partido no estado, havia sido anunciado pela Executiva Nacional sob a liderança do presidente Luciano Bivar.

Esta intervenção aconteceu após o conflito entre Pauderney e Wilson, que romperam relações após o ex-deputado convocar, em abril, uma convenção de última hora para assegurar sua posição.

“Não me envolvo nisso”

O apoio que o ex-deputado federal Pauderney Avelino buscou dos antigos líderes do extinto DEM para obter alguma posição no União Brasil no Amazonas, não teve resultados positivos.

Por exemplo, na esfera judicial, ele tentou bloquear a realização da convenção do partido agendada para amanhã, mas não teve sucesso.

O juiz plantonista em Brasília que recebeu o processo respondeu: “não me envolvo nisso”.

Sem acordo

No entanto, mais grave do que a falta de sucesso é que os aliados de Pauderney inadvertidamente acabaram gerando um movimento em apoio a Wilson Lima. 

A convenção, afinal, tem o propósito de formar a nova liderança do partido, com o governador assumindo a presidência estadual.

Além disso, os 30 membros do partido que assumirão funções amanhã na sigla já foram definidos. 

Não há acordo com Pauderney, nem mesmo para o diretório municipal, cuja presidência ele ainda almeja.

Mais mudanças

Após realizar alterações nas secretarias da Sepror, Sedecti, Idam, Amazonastur e Adesam, o governador Wilson Lima (União) está se preparando para implementar mudanças na área de Segurança Pública.

Essa mudança iminente é confirmada por aliados e assessores mais próximos de Lima.

Segurança pública

De acordo com eles, a mudança já foi bem planejada e era esperada, inclusive, que fosse anunciada ontem. 

A necessidade de ação é motivada pelos dados preocupantes no setor de segurança.

Durante os bastidores da coletiva que tratou das trocas nas lideranças, a expressão mais frequente era: “A Segurança Pública será o próximo setor a passar por transformações significativas.”

Asfalta Manaus 3

O programa Asfalta Manaus, fruto de três convênios, que juntos somam R$ 194,6 milhões (R$ 181,8 milhões do Governo do Amazonas e R$ 12,8 milhões da Prefeitura de Manaus) iniciou mais uma etapa de obras, com o Pacote de Verão do Município.  

A pavimentação e recuperação asfáltica alcançam, esta semana, ruas dos bairros de Petrópolis, Crespo, ambos na zona sul de Manaus, e Nova Cidade, na zona norte.

A parceria entre o governador Wilson Lima e o prefeito de Manaus, David Almeida prevê a pavimentação de uma área total de 101.526,74 metros quadrados de asfalto, englobando uma extensão estimada em 312,4 quilômetros de vias urbanas. 

Titulo de Cidadão

Comumente empregados por parlamentares como uma forma de agradar aliados, os títulos de Cidadão do Amazonas concedidos pela Assembleia Legislativa do Estado (ALEAM) estão prestes a sofrer restrições. Essa é a sugestão apresentada pelo deputado Thiago Abrahim (União Brasil). A sua proposta é que cada parlamentar tenha o direito de fazer apenas duas indicações por ano.

O deputado afirma que “a produção legislativa deve primar pela qualidade e não pela quantidade, o que demanda um filtro e planejamento no processo de elaboração de projetos de lei.”

Queda histórica

Desde o início de agosto, príncipal índice acionário brasileiro só registrou prejuízo. 

São 13 sessões consecutivas no vermelho. 

A marca é inédita e fez o Ibovespa acumular quase 6% de perdas no mês até agora. 

No ano, a bolsa de valores de São Paulo ainda esta no positivo em 4,78%, mas os últimos dias têm testado a paciência dos investidores locais.

Ruídos

Entre ruídos internos com questionamentos sobre a desestatização da Eletrobras, apagão elétrico, política obscura de preços da Petrobras, dificuldades para aprovação do arcabouço fiscal e das medidas de composição da receita do governo federal, além do mau humor externo com a economia chinesa patinando e os Estados Unidos flertando com mais aumento de juros, o mercado acionário brasileiro ficou poucas horas em terreno positivo.

Bye Bye Brasil

Mais de R$ 8,6 bilhões de investidores estrangeiros deixaram a bolsa de valores brasileira na primeira metade de agosto. 

O volume de saída registrado nos primeiros 16 dias do mês é maior que o dobro do saldo negativo observado  em março, período que viu R$ 4,28 bilhões líquidos abandonarem o mercado acionário nacional (pior resultado mensal até aqui).

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