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Opinião | Vanessa Grazziotin confirma candidatura a deputada federal

Opinião | Vanessa Grazziotin confirma candidatura a deputada federal

Ex-senadora diz que quer ajudar a construir um novo Brasil e critica Bolsonaro: ‘um desastre’

‘Eu estava só, mas faria tudo de novo’, diz sobre luta contra o impeachment de Dilma Rousseff

Líder do PCdoB afirma que federação pode unir a esquerda no país

Vanessa acredita que um candidato de esquerda ao Governo do Amazonas pode chegar ao segundo turno

‘Se esse Moro fosse julgado pelo juiz Moro ele já estava preso’, alfineta

De volta à luta

Ativista política do Partido Comunista do Brasil (PC do B), eleita vereadora de Manaus três vezes, deputada federal por três mandatos e uma vez senadora, Vanessa Grazziotin é uma das principais lideranças da esquerda no Brasil e, assim como a maioria dos políticos deste espectro ideológico, sofreu dificuldades eleitorais em 2018 — tanto que sua reeleição ao Senado não se concretizou.

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Quatro anos depois — e com muitas mudanças no cenário político nacional — a ex-parlamentar não esconde sua vontade de voltar à Brasília, afirmando que será candidata a deputada federal no pleito deste ano.

“Estou voltando”

“Estou voltando à luta para ajudar a construir um novo país, um país que de fato tem esperança, que possa trazer perspectiva para crianças e jovens. Não tenho razão pessoal nenhuma na política, não estou ali para enriquecer ou me beneficiar. Sou militante dos movimentos sociais, meu objetivo é trabalhar para melhorar a vida da maioria”, afirmou em entrevista exclusiva ao Direto ao Ponto.

Desastre

Essa volta à política eleitoral, segundo a ex-senadora, é, também, para ajudar a tirar Jair Bolsonaro (PL) do poder.

Em sua avaliação, o atual presidente é um desastre em todas as áreas, além de estar envolvido em escândalos de corrupção, como no caso das rachadinhas.

“Nunca um governo teve tanta denúncia de corrupção desde a hora que chegou lá até agora como o de Bolsonaro. A história dele a gente conhece. Alguém que é parlamentar e bota a ex-mulher, os filhos em cargos, alguém que amealha bens com dinheiro público”, diz.

“Bolsonaro é um desastre e fruto de fake news”, completa.

Sem arrependimento

Sempre firme em suas convicções, Vanessa teve êxito ao longo de sua carreira política exatamente por tal postura. No entanto, essa lealdade também lhe causou prejuízos.

Ela, vale lembrar, foi uma ferrenha — e quase solitária — defensora da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) durante o processo de impeachment.

Mesmo com a imagem arranhada e uma derrota eleitoral nas costas, Grazziotin é enfática ao afirmar que faria tudo novamente, já que em sua avaliação, esteve ao lado da democracia, da Constituição e, sobretudo do lado certo.

“Sozinha”

“Sabia que pessoalmente iria sofrer, mas não poderia fazer diferente. A maioria dos membros da bancada eram aliados do Governo, se beneficiaram mais do que eu, mas quando olhei para o lado eu estava só. Porém, repito: ficaria de novo, porque tenho a convicção que estava do lado certo”, lembra.

“Foi golpe”

A ex-senadora também é categórica ao dizer que Dilma foi vítima de um golpe. Segundo ela, a articulação começou em 2014 e foi gestada por políticos mais conservadores que queriam dar fim a projetos que promoviam a melhoria de vida dos mais pobres.

“Problema político”

“Nos bastidores nós conversávamos com todos os ministros do Supremo que falavam para gente que o problema era político. Ela (Dilma) não cometeu nenhum tipo de crime. Ela não responde a um único processo. Eu tinha plena consciência de que aquele golpe não era contra a presidente, mas para acabar com o programa Luz para Todos, com o programa de expansão das universidades públicas — e isso significa inserir acesso aos mais pobres no ensino superior —, para acabar com o Minha Casa, Minha Vida e promover a Reforma Trabalhista. O golpe era para isso, só que a maioria das pessoas não tinham esse entendimento”, conta.

União da esquerda

Com as federações (coligações de partidos por quatro anos) aprovada pelo STF, Vanessa acredita que haverá uma união dos partidos de esquerda neste pleito. Ela revela que já há conversas adiantadas para a federação do seu PCdoB com o PT, PSB e PV e há o interesse de atrair ainda o Psol e a Rede.

Para Grazziotin, tal união é necessária para que os projetos de avanço do Brasil sejam tocados.

“Precisamos de um número expressivo nos parlamentos para que tenhamos condições de tocar o projeto. Precisamos de parlamentares comprometidos com a luta, não os que se vendem a quem dá mais”, afirma.

Candidatura viável

Por falar em eleição, a ex-senadora acredita que as forças de esquerda em nível local devem convergir na direção de nomes para candidaturas majoritárias. Para ela, com a ajuda dos partidos que irão federalizar, é possível chegar ao segundo turno na disputa pelo Governo do Amazonas.

“Eu defendo que a gente tenha um candidato ou uma candidata ao Governo e ao Senado, mas tem que ser candidatura forte. Temos nomes que poderiam estar à frente desta tarefa, e não tenho dúvida nenhuma que se chegarmos a um consenso já entramos com uma vaga garantida no segundo turno”, avaliou.

Alfinetada

Por fim, Vanessa Grazziotin não deixou de alfinetar o ex-juiz e pré-candidato a presidência da República, Sergio Moro (Podemos).

Segundo a ex-senadora, por ironia do destino, Moro foi ajudar a recuperar as empresas que ele ajudou a quebrar na Lava Jato e usou a operação como trampolim político.

“Se esse Moro fosse julgado pelo juiz Moro ele já estava preso. Ele já tinha sido levado coercitivamente e já estava condenado”, afirmou.

Narrativa

“Naquela época, a Lava Jato era tida como um movimento de combate à corrupção e nós sabíamos que não era. Onde que um movimento de combate à corrupção destrói empresas, destrói empregos?”, concluiu.

 

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