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Opinião | David Almeida reage a ataques de Menezes: “Malandro, picareta e inimigo de Manaus”

Opinião | David Almeida reage a ataques de Menezes: “Malandro, picareta e inimigo de Manaus”

Prefeito afirma que Coronel é inimigo de Manaus e trava 1,1 bilhão em recursos para a Capital, mentindo para Bolsonaro

Governo federal deu zero de recursos para Manaus do que prometeu

Movimentos de Menezes implodem candidatura ao Senado

“Eu tenho o apoio de todos os prefeitos do Amazonas”, afirma Omar Aziz

Bi Garcia profetiza votação histórica para Omar no interior

Átila Lins no PSD de Omar e Adail Filho no Republicanos de Silas

Homem de confiança de David, Tadeu de Souza deixa secretaria para se filiar ao Avante

TCE-AM empossa Luís Fabian na próxima terça-feira (5)

Moro se filia ao União Brasil e muda domicílio eleitoral

Doria renuncia ao governo de São Paulo para disputar a Presidência

Bateu, levou

Existem alguns ditados na política que são clichês e não saem de moda. O primeiro é que “política não é para amadores”, e é preciso sangue frio, estratégia e resiliência para atuar nesse tabuleiro cheio de armadilhas, deslumbres e vaidades. Até porque o mal do malandro é achar que todo mundo é otário.

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O segundo é que política se cisca para dentro e é a arte do diálogo e convencimento, também traduzido como a arte de conviver com quem você não concorda, com quem você não gosta e com quem você gostaria que não existisse.

E nos últimos dias o cenário político no Amazonas pegou fogo com os áudios que circularam do pré-candidato ao Senado pelo PL, Coronel Alfredo Menezes, atacando o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), que foi direto ao ponto na resposta ao militar.

“Malandro, picareta e inimigo de Manaus!”, disse David para Menezes.

Entenda

Em áudios que circularam na internet na última terça-feira (29), Menezes diz que tirou David da mesa do presidente e que está “dando umas porradinhas” no prefeito, numa clara demonstração de que atuou contra os interesses de Manaus junto ao Governo Federal.

“Ele precisa saber que quem manda nesses filhos da p** é um sem mandato. E acabou. E acabou. Tirei eles mesmo. Eu coloquei pra frente e tirei da frente”, falou.

Menezes ainda se gabou de ser um “malandro do Alvorada”, em alusão ao bairro em que cresceu.

Resposta

Em resposta, o prefeito de Manaus subiu o tom contra Menezes, mesmo sem citar o nome do militar, e o chamou de “malandro, picareta e inimigo de Manaus”.

David afirmou, ainda, que por articulação de Menezes, o Governo Federal deixou de enviar à capital amazonense R$ 1,1 bilhão que seria destinado para a construção de quatro mil apartamentos.

“Infelizmente nós fomos boicotados por pessoas daqui. Os inimigos estão dentro da nossa cidade. Por causa de pessoas inimigas da própria cidade, nós vamos deixar de construir quatro mil apartamentos. R$ 1,1 bilhão deixará de vir para cá porque uma pessoa informou erradamente o presidente”, disse.

Reconsideração

O chefe do Executivo fez questão de ressaltar que foi bem recebido pelo presidente Jair Bolsonaro todas as vezes que foi à Brasília e disse esperar que o mandatário da nação reveja sua posição e libere os recursos pendentes.

“Espero que o presidente possa rever essa questão e que esses recursos possam chegar a Manaus. Porém se esses recursos não chegarem eu serei o primeiro a todo dia lembrar que Manaus tem um grande inimigo, que não merece a consideração do povo”, afirmou.

Candidatura em xeque

Essa postura coloca a candidatura de Menezes em xeque. Ele, vale lembrar, já brigou com praticamente todas as lideranças políticas do estado, seja da esquerda, centro e até mesmo da direita.

O militar aposta todas as suas fichas na intervenção de Bolsonaro em prol de sua candidatura, mas esquece que ele não tem nem de longe a popularidade e desenvoltura do presidente.

Além disso, Bolsonaro terá uma das disputas mais duras da história brasileira e dificilmente terá tempo para entrar de cabeça na campanha local.

Reflexões

A pergunta que o próprio Menezes deveria fazer é: será que o presidente vai comprar minha briga e penalizar os 2,4 milhões de manauaras? A população merece isso?

Mesmo se comprar, será que seu apoio será suficiente para eleger Menezes?

São perguntas que só o tempo irá dizer, mas as apostas são de um cenário pragmático, onde o volume de recursos e a as máquinas estadual e municipal vão fazer a diferença.

Isolado

Até por sua postura pouco agregadora e por vezes arrogante, Menezes tende a ir para disputa ao Senado sozinho.

Num passado não muito distante, já acenou para Amazonino Mendes (Cidadania), ao senador Eduardo Braga (MDB) e também para o governador Wilson Lima (União Brasil).

Com todos esses, o alinhamento não avançou.

Mostrou força

Se por um lado Menezes tende a ficar isolado, o mesmo não pode ser dito sobre Omar Aziz (PSD).

Durante evento de anúncio da chapa de deputados federais do Partido Social Democrático ontem (31), em um hotel da zona Centro-Sul de Manaus, o senador afirmou que terá o apoio de todos os prefeitos dos municípios do Amazonas à sua reeleição.

“Tenho apoio de todos os prefeitos do Estado. E tenho apoio de alguns que são oposição aos prefeitos. Se entendem lá, isso é problema de vocês”, afirmou aos presentes na solenidade.

Profecia

Em seu discurso, o prefeito de Parintins, Bi Garcia, que é do PSD, “profetizou” que Omar terá uma votação histórica no interior e enfatizou que todos os gestores estão empenhados em reconduzir Omar Aziz ao cargo de senador da República.

“Vamos nos dedicar a dar a maior votação, uma votação histórica do interior do Amazonas a ele. Em Parintins, nossa meta é 65% dos votos. Nós vamos entrar de cabeça e fazer o que for possível e impossível para ganhar de forma avassaladora”, afirmou.

Time fortalecido

Por falar em PSD, a sigla recebeu um reforço de peso no início da tarde de ontem (31). O deputado federal Átila Lins deixou o PP e retornou ao partido pelo qual já foi filiado.

Desta forma, o PSD tem em seu time de candidatos três deputados disputando a reeleição. Além de Átila, o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos, e Sidney Leite.

Novo rumo

Após confirmar ao Direto ao Ponto que se filiaria ao Avante, o ex-prefeito de Coari, Adail Filho, recuou e acabou ingressando no Republicanos.

Ele disputará uma das oito cadeiras que o Amazonas tem na Câmara Federal e terá como colega de partido o atual deputado federal Silas Câmara.

Os rumores de que Adail iria para o Republicanos cresceu na semana, quando ele foi à capital federal e se reuniu com o presidente da sigla republicana, o deputado federal Marcos Pereira (SP).

No “game”

Homem de confiança de David Almeida, o secretário da Casa Civil, Tadeu de Souza, deixou o cargo ontem (31) e se filiou ao Avante.

A movimentação indica que ele será usado pelo chefe do Executivo municipal como uma espécie de coringa neste processo eleitoral, podendo compor como vice de Wilson Lima (União Brasil) ou até mesmo fortalecendo o time de candidatos — tanto de deputado estadual quanto federal.

Além dele, David também tem como peças-chave Sabá Reis e Shádia Fraxe.

Posse confirmada

O presidente do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM), Érico Desterro, empossará na próxima terça-feira (05), no auditório do TCE-AM, o então secretário de Estado de Articulação Luis Fabian Pereira Barbosa, como conselheiro da Corte de Contas.

Ele assume o cargo após a aposentadoria do decano do TCE-AM, Julio Cabral, na última terça-feira (29).

Luis Fabian Pereira Barbosa foi nomeado pelo governador Wilson Lima, conforme publicação no Diário Oficial, após ter seu nome aprovado por unanimidade pelos deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na última quarta (30).

Nova casa

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro reconheceu ontem que desistiu, “nesse momento”, de disputar a Presidência da República.

Em nota publicada em suas redes sociais, Moro confirmou que se filiou ao União Brasil e que não deverá concorrer ao Planalto em outubro.

“Para ingressar no novo partido, abro mão, nesse momento, da pré-candidatura presidencial e serei um soldado da democracia para recuperar o sonho de um Brasil melhor”, escreveu o ex-magistrado, que se opõe ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao presidente Jair Bolsonaro (PL), líderes nas pesquisas.

Além de mudar de partido, o ex-juiz alterou seu domicílio eleitoral do Paraná para São Paulo, onde há a expectativa de que ele passe a mirar uma vaga na Câmara dos Deputados.

Candidatura confirmada

Se Moro deve desistir da disputa presidencial, João Doria (PSDB) segue firme no desejo de administrar o Brasil.

Ele deixou o governo de São Paulo ontem (31), e passou o cargo ao vice, Rodrigo Garcia, que assume no dia 2 de abril. Nas eleições de outubro, vai concorrer à cadeira no Palácio dos Bandeirantes.
“Cumpri a minha obrigação”, disse Doria.

 

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