Opinião | Políticos sem mandato preparam retorno nas eleições de 2022

Opinião | Políticos sem mandato preparam retorno nas eleições de 2022

Opinião | Políticos sem mandato preparam retorno nas eleições de 2022

Ex-governadores Amazonino Mendes e José Melo estarão na disputa

Ex-prefeitos Arthur Neto, Alfredo Nascimento e Adail Filho também testarão seus nomes nas urnas

Quatro ex-senadores e quatro ex-deputados federais preparam retorno a disputa eleitoral

Guerra entre candidatos prenuncia tom eleitoral de 2022

Clima de eleições já começa a levar desavença entre amigos e famílias

Articulações

Se as eleições de 2018 foram marcadas pela “onda do novo” ̶ quando políticos inexperientes e que nunca tinham tido mandato foram eleitos Brasil afora  ̶  o pleito de 2022, ao que parece, será do retorno de nomes conhecidos do eleitorado à disputa.

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Pelo menos é assim que deve ser no Amazonas, onde dois ex-governadores, quatro ex-senadores e quatro ex-deputados federais disputarão as eleições que se aproximam.

A um ano das eleições as articulações já estão a todo vapor e a escolha do partido é, no momento, a principal prioridade dos postulantes.

As mudanças nas regras eleitorais que serão definidas nos próximos dias definirão os próximos passos dos candidatos.

Ex-governadores

Em 2022, dois ex-governadores do Amazonas testarão seus nomes nas urnas. Amazonino Mendes, que segue sem partido, tentará voltar a comandar o estado, e José Melo (Pros), que já trabalha fortemente, sobretudo no interior, busca voltar à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Melo, inclusive, sonha alto. Segundo interlocutores, ele quer além de se eleger deputado estadual, se tornar presidente do Poder Legislativo.

Ao Direto ao Ponto a assessoria de Melo afirmou que mesmo condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), o ex-governador segue confiante e tranquilo que irá conseguir reverter a decisão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Da prefeitura para Brasília

Os ex-prefeitos de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB) e Alfredo Nascimento (PL) tentarão retornar para Brasília. O tucano ensaia uma candidatura a presidência da República, mas deve mesmo concorrer ao Senado, onde esteve de 2003 a 2010.

Já Alfredo, pavimenta sua candidatura de deputado federal, cargo que já ocupou entre 2015 e 2018. Pesa contra ele, no entanto, o fato de estar no mesmo partido do atual vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos.

O ex-prefeito de Coari, Adail Filho (PP), é outro que vai disputar uma cadeira de deputado federal.

Senadores de volta

Além dos já citados ex-senadores Arthur Virgílio Neto e Alfredo Nascimento, Vanessa Graziottin (PCdoB), que foi senadora de 2011 a 2018, colocará seu nome na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados. E João Pedro (PT), que foi senador suplente de 2007 a 2010, deve disputar uma cadeira de deputado estadual.

A comunista aposta na polarização Bolsonaro x Lula e usará sua proximidade com o ex-presidente petista para atrair o voto do eleitorado de esquerda.

Derrotados em 2020 de volta

Uma série de políticos que perderam o mandato no ano passado ou não logram êxito na disputa eleitoral municipal, voltarão para o embate no pleito de 2022.

Entre os principais nomes estão Coronel Alfredo Menezes (Patriota), Romero Reis (sem partido), Chico Preto (sem partido), Hiram Nicolau (que está de saída do PSD para o PDT) e Reizo Castelo Branco (PTB).

Ex-deputados

Há também ex-deputados, tanto federais quanto estaduais, que estarão na disputa eleitoral do ano que vem.

Hissa Abrahão (PDT) e Pauderney Avelino (DEM) querem voltar à Câmara Federal, Praciano (PT) pode disputar o governo do Amazonas ou uma cadeira na Assembleia Legislativa, Henrique Oliveira (Pros) quer disputar o Senado e Sabá Reis (secretário municipal de Limpeza), Luís Castro (ex-secretário de Educação do Amazonas), Platiny Soares (subsecretário de Juventude, Esporte e Lazer), Vicente Lopes (ex-líder de Amazonino na Aleam), Wanderley Dallas (SD) e Eron Bezerra (ex-deputado estadual), querem retornar ao Parlamento Estadual.

Novos vs Veteranos

A disputa entre novatos na política com veteranos promete ser acirrada no Amazonas.

Em 2018, houve uma das maiores renovações da história política do Brasil.

Entre os governadores, a renovação foi de um terço. Dos 27 estados, nove tiveram governantes que estrearam na administração pública, assim como na presidência da República, com o a vitória de Bolsonaro.

No Senado, das 54 vagas em disputa, 46 foram ocupadas por novos nomes — renovação de mais de 85%.

Na Câmara Federal, das 513 cadeiras, 243 foram ocupadas por deputados novos e renovação de 47,3%. Só no Amazonas a renovação foi de 75%.

Na Assembleia Legislativa do Amazonas, das 24 cadeiras, 12 foram ocupadas por novos nomes, indicando a renovação de 50%.

Guerra eleitoral

Alguém tem dúvida de que 2022 será uma guerra eleitoral?!

No pano de fundo, a radicalização entre a esquerda e direita tende a se acirrar e disparos em massa pelo WhatsApp e muita Fake News prometem inundar a internet e as redes sociais.

Os núcleos familiares e relações de amizade são os primeiros a se romper. Infelizmente essa é uma consequência séria do ambiente eleitoral que nos espera.

Conselhos

Neste dia 1º de outubro, a praticamente um ano das eleições, já fica a reflexão deste que vos escreve.

Nós falamos muito da intolerância dos outros, mas não pensamos na intolerância que nós mesmos praticamos. Por isso, não se consuma no celular, insista na tolerância e no respeito, evite ofensas que você irá se arrepender – principalmente a familiares – e pense, sobretudo, no dia seguinte, onde todos irão conviver depois das eleições.

Quando passa a paixão, alguns vínculos são recuperados. Não dá para queimar todas as pontes, porque a reconstrução pode ser complicada.

O primeiro passo para uma eleição mais saudável é se perguntar de que forma você pode estar exercendo a intolerância e mudar.

 

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