Opinião | “Não poderia ser um presidente feijão com arroz”, diz Roberto Cidade

Opinião | “Não poderia ser um presidente feijão com arroz”, diz Roberto Cidade

Opinião | “Não poderia ser um presidente feijão com arroz”, diz Roberto Cidade

Deputado fez balanço de seu primeiro ano à frente da Assembleia Legislativa do Amazonas

Parlamentar destacou a pacificação política no Estado como um dos marcos de sua gestão

Fórum Estadual das Casas Legislativas, que reuniu prefeitos e vereadores do interior, também foi destacado

“Minha relação com o governador é institucional”, afirma

Para 2022, o foco é aproximar a população do parlamento

Respeito

Primeiro deputado da história a assumir a presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) no primeiro mandato, Roberto Cidade (PV) — que aos 34 anos também foi o mais novo de todos os tempos a ocupar o posto —, reuniu a imprensa na última sexta-feira (17), para fazer um balanço de seu primeiro ano de gestão no comando do parlamento.

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Entre os vários feitos, o parlamentar destacou que o respeito que conquistou dos colegas foi algo que lhe marcou.

“O grande marco da minha gestão foi conquistar o respeito dos colegas. Quem me conhece, sabe como eu trabalho sempre construindo, sem arrumar atrito com os demais, sem querer exposição, de fazer mais do que falar e pensar muito no coletivo”, destacou.

Além do feijão com arroz

Com a modéstia, que lhe é peculiar, Cidade ressaltou diversas vezes que os feitos de sua gestão são compartilhados com os demais deputados, mas revelou que ao assumir o comando da Assembleia decidiu fazer além do que era feito.

Destacou, por exemplo, a aprovação da destinação de R$ 160 milhões do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) para os municípios do interior combaterem a pandemia do coronavírus, a aprovação da Lei do Gás, a regulamentação do transporte hidroviário no Estado — pauta que, segundo ele, se arrastava há mais de 15 anos na Assembleia —, e o reajuste de 38% no salário dos servidores efetivos da Casa.

“Não adiantava eu ser um presidente feijão com arroz. E isso não é uma crítica a nenhum outro presidente, mas tinha que fazer alguma coisa a mais esse ano e nós fizemos”, afirmou.

Feclam

A realização do 1º Fórum Estadual das Casas Legislativas — evento realizado em outubro, que reuniu mais de 700 servidores das câmaras municipais do interior, além de vereadores e prefeitos — foi um dos temas que Cidade lembrou com orgulho.

Para ele, é papel da Aleam, enquanto a principal casa legislativa do Estado, auxiliar as demais casas e fortalecer, desta maneira, o parlamento amazonense.

“É um projeto que a gente compartilha conhecimento para que os vereadores dos municípios possam crescer politicamente. No ano que vem vamos fazer o Feclam no primeiro semestre para não prejudicar as eleições. Vamos definir uma data em breve”, adiantou.

Emendas de bancada

Outro ponto elencado como de destaque foi a construção, junto ao Governo do Estado, da criação da emenda de bancada.

Além das emendas impositivas individuais, a partir deste ano os deputados também tiveram à disposição R$ 5,6 milhões a mais de emendas para enviar aos municípios com a criação desta ferramenta.

“Nós construímos isso e com certeza esse recurso irá ajudar o interior do Amazonas. Eu torço para que as emendas sejam executadas de forma rápida no ano que vem. Ano passado 75% das minhas emendas foram para saúde e isso ajudou a salvar vidas”, afirmou.

Pacificação

Adepto do diálogo, Roberto Cidade teve papel fundamental na pacificação política do Estado, que no início do ano entrou em ebulição justamente no momento mais crítico da pandemia, com a segunda onda da Covid-19 ceifando milhares de vidas diariamente no Brasil.

Sem açodamento, o presidente da Aleam atendeu os anseios da oposição, que diariamente vociferava pelo impeachment do governador Wilson Lima (PSC), e da base aliada, que buscou ajudar no momento adverso da gestão do Estado.

“Quando a gente preside um poder é preciso pensar na população lá da ponta que vai sofrer se não tiver o gás, se não pagar a conta de luz. O estado do Amazonas sofreu muito. Tem muita coisa que poderia ter sido feita, mas também teve muita narrativa política criada. Teremos o momento da eleição em que a população do Estado do Amazonas vai julgar novamente o trabalho de todos”, observou.

Relação institucional

Indagado acerca de sua relação com o governador, Roberto Cidade disse que ela é institucional e em prol do desenvolvimento do Amazonas.

“Minha relação com o governador Wilson Lima é institucional e eu, como presidente, respeito as pessoas. Temos que entender que ele foi eleito pela população e tudo o que for bom para o Estado, nós vamos apoiar. É uma relação de respeito. Sempre que sentamos, ele é alguém que escuta. Aqui nós vetamos vários projetos do governo, teve CPI. É uma relação de respeito e institucional”, afirmou.

Aleam mais perto

Para o próximo ano, Roberto Cidade disse que um dos objetivos de sua gestão é aproximar a população da Assembleia Legislativa e fazer com que os deputados tenham mais contato com os moradores, sobretudo do interior.

Para isso, ele quer concluir a obra do Centro de Mídias da Aleam.

“Eu tenho muita vontade de entregar o Centro de Mídias e estamos trabalhando para isso. Isso vai fazer a Assembleia estar nos 62 municípios do Estado. Estamos trabalhando também para que a TV Aleam transmita as sessões a mais municípios. Vamos fazer com que a população fique mais perto da Assembleia”, disse.

 

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