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Opinião | Esquerda amazonense em rota de colisão

Opinião | Esquerda amazonense em rota de colisão

José Ricardo não quer que PT apoie reeleição de Omar Aziz

“Não vejo tranquilidade em levar um nome envolvido em escândalos”, afirma Zé Ricardo

Senador rebate, revela a interlocutores que vai processar o deputado e diz que ele age como bolsonarista

Parlamentares do Amazonas repudiam críticas de Lula ao Congresso Nacional

“Para ele só é bom quem aceita propina”, alfineta Plínio Valério

Pauderney Avelino é oficializado como presidente estadual do União Brasil

Jair Bolsonaro indica que general Braga Netto será seu vice

Esquerda em atrito

Mantendo uma tradição recente, a esquerda amazonense — mais uma vez — está em rota de colisão em período pré-eleitoral. E, ao que tudo indica, não entrará em consenso para apoiar candidaturas majoritárias no pleito deste ano.

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Mesmo com as bênçãos de Lula (PT), o senador Omar Aziz (PSD), por exemplo, sofre resistência da ala petista liderada pelo deputado federal José Ricardo (PT).

“Escândalos na saúde”

O parlamentar, inclusive, afirmou em reunião interna do Partido dos Trabalhadores, na semana passada, noticiada pela jornalista Rosiene Carvalho da Band News, que não se sente confortável em apoiar um nome envolvido em escândalos de corrupção na saúde.

“O Omar é lembrado na história. Eu não vejo tranquilidade de levar um nome que está envolvido nos escândalos na área da saúde depois de tantas mortes. Não sei se isso ajuda o partido”, disse Zé Ricardo.

Candidatura própria

Na mesma reunião, o parlamentar petista afirmou que o diretório nacional da sigla não proibiu candidaturas próprias ao Governo e Senado, apenas destacou que o Executivo Estadual não é uma prioridade.

“Nas conversas que participei a nível nacional, em nenhum momento foi dito que no Amazonas não é para lançar candidato a governador. Em nenhum momento foi dito que no Amazonas não é para ter candidato ao Senado. Não está tido que o PT está com o Omar e nem com o PSD, e nem que eles estão com o PT e com o Lula. A nacional disse que o Governo não é prioridade, mas não significa que estejam trabalhando para impedir nomes”, explicou.

Processo

Ao ficar ciente do posicionamento de José Ricardo, Omar Aziz decidiu fazer com o parlamentar o que tem feito com todos seus desafetos políticos — que não são poucos, diga-se de passagem — e vai processar o petista por ter afirmado que o senador é investigado na operação Maus Caminhos, da Polícia Federal, pelo desvio de recursos na área da saúde.

Petista bolsonarista

A interlocutores, Omar chegou a dizer que José Ricardo agiu como bolsonarista, empreendendo a mesma narrativa que os apoiadores do presidente da República direcionam a ele.

Omar, vale lembrar, foi presidente da CPI da Covid que teve entre suas principais atribuição investigar desvios na saúde e obviamente foi alvo de críticas de apoiadores do Governo Federal, passando a ser persona non grata entre os bolsonaristas.

Pegou mal

A afirmação de Lula de que o atual Congresso Nacional é o pior da história não caiu bem aos parlamentares amazonenses ouvidos pelo Direto ao Ponto.

Na base da propina

O senador Plínio Valério (PSDB) foi o mais incisivo e disse que para o ex-presidente “só é bom quem aceita receber propina”.

“Esse Congresso não foi comprado pelo esquema do Mensalão. Para ele, o Congresso só é bom se aceitar receber propina”, disse.

O deputado Delegado Pablo (União Brasil) foi na mesma linha de Plínio e afirmou que o atual Congresso é composto por políticos da nova geração, comprometidos com a boa política.

“Ele tem direito de achar isso, mas esse Congresso é composto por políticos novos, pessoas que estão ali para fazer política e não para aceitar propina de presidente”, afirmou.

Vetos derrubados

Já o vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PSD), não criticou diretamente Lula, mas defendeu o Congresso ao lembrar que esse parlamento é o que mais derrubou vetos presidenciais.

“Esse é o Congresso da defesa da democracia, o Congresso que mais derrubou vetos na história, o Congresso que sob presidência do senador Rodrigo Pacheco e minha respeita as minorias”, destacou.

Pauderney oficializado

O ex-deputado federal e secretário de Educação, Pauderney Avelino, foi oficializado ontem (21), como presidente estadual do União Brasil no Amazonas.

A oficialização foi feita durante reunião do diretório nacional da sigla em Brasília.
“Vamos fazer um grande partido no Brasil e vamos também fazer um grande partido no Amazonas”, afirmou Pauderney em vídeo publicado nas redes sociais.

Filiações

O governador do Amazonas, Wilson Lima, promove um grande ato de filiação ao União Brasil no próximo sábado (26). O evento será às 9h na quadra da escola de samba, Reino Unido da Liberdade.

São esperados a filiação de 40 prefeitos do interior, deputados estaduais e federais.

Wilson Lima oficializou sua ida para o União Brasil, no último dia 9 em Brasília, com a presença do secretário-geral da legenda, Antônio Carlos Magalhães Neto (ACM) e do presidente estadual do União Brasil no Amazonas, Pauderney Avelino.

Vice quase definido

Em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan ontem (21), o presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou nas entrelinhas que seu vice na disputa pela reeleição será o ministro da Defesa, general Braga Netto.

“Vocês vão tomar conhecimento de quem vai ser meu vice pelas possíveis saídas de ministros agora, dia 31 de março. Eu não quero adiantar agora o nome dele, mas devemos ter um vice que não é para ajudar a ganhar a eleição, mas sim para governar o Brasil. Ganhar eleição é bem menos difícil do que governar. Hoje em dia, o vice é de Minas Gerais, mas não quero adiantar o nome dele”, afirmou Bolsonaro.

Questionado pelos apresentadores sobre o nome de Braga Netto, o presidente riu e deu mais duas dicas, dizendo que o escolhido “nasceu em Belo Horizonte e fez colégio militar”.

Dentre os atuais ministros do governo, o general é o único oriundo da capital mineira.

 

 

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