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Opinião | O espantoso caso do professor amazonense que trafica órgãos

Opinião | O espantoso caso do professor amazonense que trafica órgãos

Helder Bindá Pimenta é concursado da UEA e acusado de enviar três placentas e uma mão a um famoso estilista asiático

Nas redes sociais, homem diz que amiga sumiu após relacionamento com professor

Obras de revitalização do Governo do Amazonas alcançam 64% das escolas estaduais no estado

Bolsonaro comenta descriminalização do aborto na Colômbia: ‘No Brasil, a esquerda festeja e aplaude’

Propaganda partidária começa a ser veiculada no próximo sábado

PT, MDB, PL e PSDB terão acesso ao maior tempo de exposição

Roteiro de filme de terror

Uma mão e três placentas sendo traficadas para servirem de matéria prima na fabricação de roupas e acessórios de moda. A história que cabe perfeitamente num roteiro de filme de terror aconteceu de verdade em Manaus e tem um professor universitário como protagonista.

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De acordo com a Polícia Federal, Helder Bindá Pimenta, que leciona a disciplina de anatomia na Universidade Estadual do Amazonas (UEA), é apontado como o traficante dos órgãos que, segundo as investigações, seriam enviados para Singapura, na Ásia, onde mora o estilista indonésio Arnold Putra, conhecido por produzir peças com materiais de humanos.

Operação

Na manhã de ontem (22), a PF deflagrou a operação Plastina e cumpriu dois mandados de busca e apreensão — sendo um na UEA e outro na casa do professor suspeito do crime —, e um mandado de afastamento de função pública, expedido pela 4ª Vara Federal Criminal.

Logo após o caso vir à tona e ser divulgado na mídia, a UEA, por meio de nota, informou que Helder foi afastado por 30 dias.

O nome da operação, segundo a Polícia Federal, faz alusão à plastinação, procedimento técnico utilizado pelo professor que consiste basicamente em extrair os líquidos corporais através de métodos químicos, resultando em tecidos secos, inodoros e duráveis.

O vendedor

O suposto vendedor de órgãos é concursado da UEA desde 2014 e, além de coordenador do Laboratório de Anatomia Humana da Universidade, tem também um canal no Youtube, chamado ‘Anatomizando’.

Helder Bindá Pimenta é graduado em fisioterapia, especialista em Unidade de Terapia Intensiva e Educação Médica, mestre em ciências biomédicas e doutorando em ciências morfofuncionais pela Universidade Federal do Ceará

O comprador

Já o provável comprador dos órgãos é um polêmico estilista indonésio — que ficou famoso após se tornar notícia mundial por ter confeccionado uma bolsa feita com língua de jacaré e uma espinha dorsal de uma criança — que segundo ele foi adquirida de “forma ética”.

Arnold Putra tem mais de 65 mil seguidores em sua rede social e é famoso por participar de vários eventos de moda.

Pena

Se condenado, Helder Bindá Pimenta poderá responder pelo crime de tráfico internacional de órgãos humanos, com pena de até oito anos de reclusão.

Acusação

Logo após ganhar os noticiários, o caso também foi destaque nas redes sociais. Na publicação feita pelo perfil “Gossip Manaux”, no Instagram, um seguidor afirmou que uma amiga sua que se envolveu com Helder desapareceu.

No relato escrito nas redes sociais, a moça teria saído com o professor num sábado à noite, em 2018, e sumido na sequência.

Marca histórica

O Amazonas chegou à marca histórica de 64% das unidades de ensino revitalizadas com obras de infraestrutura. Com a assinatura de 32 novas ordens de serviço pelo governador Wilson Lima as obras de revitalização chegarão a 393 escolas.

Desde 2019, o Governo do Amazonas já revitalizou 361 unidades de ensino, sendo 140 na capital e 221 no interior.

Ontem (22), mais 21 municípios no interior foram contemplados com investimentos na ordem de R$ 19 milhões para a revitalização da estrutura física de 25 unidades de ensino. Na capital, serão sete escolas contempladas.

Críticas à Colômbia

Falando em coisa bizarra, o presidente Jair Bolsonaro (PL) usou o Twitter para lamentar a decisão da Suprema Corte da Colômbia, que descriminalizou o aborto até o sexto mês de gestação. Antes da norma, o aborto só era permitido em três circunstâncias: estupro, malformação do feto ou risco de morte da mãe.

“Trata-se da vida de um bebê que já tem tato, olfato, paladar e que já ouve a voz de sua mamãe. Qual o limite dessa desumanização de um ser inocente?”, indagou.

Cutucada na esquerda

O mandatário da nação aproveitou para cutucar a esquerda, que segundo ele, está comemorando a decisão da justiça colombiana.

“No Brasil, a esquerda festeja e aplaude a liberação do aborto até o 6° mês de gestação, lamentavelmente aprovado na Colômbia. Que Deus olhe pelas vidas inocentes das crianças colombianas, agora sujeitas a serem ceifadas com anuência do Estado no ventre de suas mães sem a menor chance de defesa. No que depender de mim, lutarei até o fim para proteger a vida de nossas crianças!”, finalizou.

Propaganda partidária

Terá início no próximo sábado (26) a veiculação de propaganda partidária gratuita em rádio e televisão. Extinta desde 2017, a propaganda partidária foi retomada pelo Congresso Nacional no ano passado.

Pelo calendário divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Psol será o primeiro partido político a veicular a propaganda. Já nos dias 1º e 10 de março, serão difundidas as propagandas do PDT e do MDB, respectivamente.

As propagandas serão veiculadas das 19h30 às 22h30 (horário de Brasília), às terças-feiras, às quintas-feiras e aos sábados, em todo território nacional, por iniciativa e sob a responsabilidade dos partidos.

Segundo a norma estabelecida pelo TSE, ao menos 30% do tempo deve ser destinado à participação feminina na política.

Divisão

A divisão do tempo de cada partido foi feita de acordo com o desempenho de cada sigla nas eleições de 2018. Ao todo, serão 305 minutos de propaganda divididos entre 23 partidos. Legendas como o PT, MDB, PL e PSDB terão acesso ao maior tempo de exposição: 20 minutos e 40 inserções para cada partido.

Os partidos que elegeram mais de 20 deputados federais terão direito a 20 minutos semestrais para inserções de 30 segundos nas redes nacionais e de igual tempo nas estaduais. Para essa veiculação, no entanto, é necessária a solicitação formal dos partidos.

Já as siglas que têm entre 10 e 20 deputados eleitos poderão utilizar dez minutos por semestre para inserções de 30 segundos, tanto nas emissoras nacionais quanto nas estaduais.

Bancadas compostas por até nove parlamentares terão cinco minutos semestrais para a exibição federal e estadual do conteúdo partidário.

 

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