Opinião | Lula e sua paixão por ditadores

Opinião | Lula e sua paixão por ditadores

Opinião | Lula e sua paixão por ditadores

Ex-presidente petista defende regimes totalitários da Nicarágua, Venezuela, Bolívia e Cuba

“É a demonstração do que a esquerda quer para o País”, avalia Delegado Pablo

Canto das sereias e outros fatores acendem uma luz amarela para 2022 no Brasil

Wilson Lima recebe viaturas de Bolsonaro para reforçar o combate à criminalidade

Mourão confirma que Marinha e PF atuarão para conter ação de garimpeiros no Rio Madeira

“Ação pode ter apoio do narcotráfico”, diz vice-presidente da República

Plínio afirma que situação compromete imagem externa do País: “isso é dantesco”

CPI das Ongs deve sair somente a partir de março de 2022

Brasil não exigirá comprovante de vacina a viajantes

Câmara aprova MP que cria o Auxílio Brasil

Paixão por ditadores

Quando o Partido dos Trabalhadores (PT) exaltou a vitória nada limpa do ditador Daniel Ortega na mais recente farsa eleitoral da Nicarágua, a repercussão foi tão negativa que a cúpula do partido resolveu tirar a nota do ar, alegando que o texto “não foi submetido à direção partidária”.

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Mas Lula acaba de demonstrar que o amor do petismo pelos regimes ditatoriais é muito mais forte do que qualquer tentativa de parecer comedido às vésperas de uma eleição presidencial.

Defesa de ditaturas

Em entrevista ao jornal El País, Lula, em uma tacada só, defendeu as ditaduras cubana, venezuelana e nicaraguense, usando comparações que ofendem a inteligência de qualquer um que tenha a mínima noção do que se passa nestes países.

“Por que Angela Merkel pode ficar 16 anos no poder, e Daniel Ortega não? Por que Margaret Thatcher pode ficar 12 anos no poder, e Chávez não? Por que Felipe González pode ficar 14 anos no poder?”, questionou Lula na entrevista.

Ingenuidade demais

Como seria ingenuidade demais crer que o ex-presidente petista não saiba a diferença entre regimes presidencialistas (com suas limitações de mandatos) e parlamentaristas (caso da Alemanha, do Reino Unido e da Espanha), sobra apenas a intenção descarada de confundir os leitores.

Especialmente irônica é a comparação entre Ortega e Merkel, pois a chanceler alemã deixou voluntariamente o poder, enquanto o ditador nicaraguense se apega a ele a qualquer custo.

Thatcher, da mesma forma, renunciou à liderança de seu partido em 1990, e González foi derrotado pela oposição em 1996.

Democracia vs Ditadura

Além disso, não há o menor indício de que Merkel, Thatcher e González tenham recorrido a alterações constitucionais casuístas, à repressão violenta de opositores e à fraude eleitoral pura e simples para se manterem no poder.

Desta forma, aqui temos a resposta para Lula: o trio de primeiros-ministros longevos conquistou mandatos dentro da regra do jogo político de seus países, respeitando todas as liberdades democráticas, sem reprimir a oposição ou a imprensa e sem aparelhar Legislativos e Judiciários.

Já os ditadores, amados pelo petista, só se garantem no poder à base de muita coerção, violência, prisões políticas, fraude, subserviência dos demais poderes e supressão de direitos.

Ortega, Chávez, Maduro e Evo Morales são a antítese de Merkel, Thatcher e González.

Cuba

Como não poderia deixar de ser, Lula também fez a defesa da mais nefasta e assassina das ditaduras latino-americanas, e a mais adorada pelo petismo: Cuba.

Em nova comparação esdrúxula, o ex-presidente equiparou a repressão do regime cubano aos protestos pedindo liberdade à ação de polícias mundo afora, que ocasionalmente reagem com violência a manifestações.

Então tá…

Sem democracia

Ao Direto ao Ponto, o deputado federal Delegado Pablo (PSL) afirmou que as falas de Lula são a prova do apreço dele e do PT pelo totalitarismo e que esse é o desejo da esquerda brasileira para o País.

“Quando a gente vê essa união do Lula com ditaduras é a prova do que a esquerda é capaz de fazer com a população brasileira, capaz de subjugar todos os direitos que foram conquistados e transformar a democracia numa ditadura, que é o que Lula defende”, disse.

Brasil na mira

Os números das últimas pesquisas não trazem tranquilidade.

É evidente que a falta de estabilidade política fará com que o país (e talvez a sua democracia) não sobrevivam se o Brasil continuar com essa polarização.

O problema é que os fracassos sucessivos de governos democraticamente eleitos aumentam sensivelmente o risco da população escolher uma saída populista que conduza a uma recaída autoritária, como Nicarágua, Venezuela, Bolívia e Cuba. É comum ouvir a opinião de que estamos livres dessa sina, porque aqui as instituições funcionam.

Será?

Situação deplorável

A situação deplorável da economia brasileira, o desencanto com a classe política, a percepção de que as camadas mais privilegiadas não participam dos ajustes, a inacreditável sobrevivência da crença de que o governo anterior não foi o maior responsável pelo buraco em que nos metemos, a consequente falta de consenso sobre como arrumar a economia e, para coroar a lista, a nossa propensão a ouvir o canto das sereias são fatores que acendem uma luz amarela para 2022.

Segurança-pública

Ontem (25) o governador do Amazonas, Wilson Lima, recebeu, do presidente da República, Jair Bolsonaro, 230 viaturas que vão fortalecer o trabalho de policiais que atuam no Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas (VIGIA).

A solenidade foi em Brasília, na sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Ação conjunta

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), afirmou ontem (25), que a Polícia Federal e a Marinha preparam uma ação para apreender as embarcações que estão atracadas no Rio Madeira fazendo exploração ilegal de ouro próximo à comunidade de Rosário, no município de Autazes.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e o Ministério Público Federal (MPF) afirmam que a exploração mineral naquela religião não está licenciada.

Ação do narcotráfico

Mourão disse, ainda, que os garimpeiros que invadiram o Rio Madeira podem ter apoio de membros do tráfico de drogas.

“Nós temos tido vários informes de que o narcotráfico, essas quadrilhas, na ordem de proteger suas rotas, subiram para lá. Uma das formas de se manterem é apoiando ações dessa natureza (garimpo). Até porque, se o ouro é extraído ilegalmente, é um ativo que eles podem trocar por droga”, afirmou.

Cena dantesca

Já na análise do senador Plínio Valério (PSDB-AM), os vídeos espalhados nas redes sociais de centenas de embarcações no Rio Madeira é ruim para a imagem do Brasil no exterior.

Segundo o parlamentar, o que está acontecendo é dantesco. Ele, no entanto, defende que haja legalização da atividade.
“Não é bom para o meio ambiente e para ninguém a não ser para os garimpeiros. É uma cena dantesca que a gente tem que cobrar posicionamento. Eu defendo a legalização da atividade, não em qualquer lugar e de qualquer jeito”, afirmou ao Direto ao Ponto.

CPI das Ongs

Por falar em Plínio Valério, ele informou à Coluna que a CPI das ONGs, de sua autoria, só deve sair a partir de março do ano que vem.

Segundo o tucano, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), prometeu orientar as bancadas a indicarem os membros para fazerem parte do colegiado.

“Vou cobrar porque é bom que a gente separe o joio do trigo. Tem ONGs boas, trabalhando de forma séria e centenas enriquecendo às custas da Amazônia”, afirmou.

Sem comprovante

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar a exigência da vacina contra a Covid-19 para a entrada no Brasil, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, declarou à imprensa que o Governo Federal descarta a ideia.

Segundo Torres, a medida não é necessária porque a vacina “não impede a transmissão da doença”. É ele, junto com os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e da Casa Civil, Ciro Nogueira, quem determina as regras de controle de fronteiras durante a pandemia do coronavírus.

Novo Bolsa Família

A Câmara dos Deputados concluiu ontem (25) a votação da Medida Provisória 1061/2021 que cria o Auxílio Brasil. O programa, que substitui o Bolsa Família, muda alguns critérios para recebimento do benefício, com incentivos adicionais ligados ao esporte, desempenho no estudo e inserção produtiva.

O texto-base foi aprovado por 344 votos favoráveis e nenhum contrário.

O valor do repasse deve ser de R$ 400 e inicialmente 14,5 milhões de famílias serão beneficiadas.

 

 

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