Opinião | Polarização chega à eleição da OAB no Amazonas

Opinião | Polarização chega à eleição da OAB no Amazonas

Opinião | Polarização chega à eleição da OAB no Amazonas

Jean Cleuter faz parte do grupo do atual presidente

Paulo Mafioletti é apoiado por grupo de advogados conservadores e pró-Bolsonaro

Vencedor vai gerir orçamento anual de mais de R$ 11 milhões

Relatório da CPI da Covid cita jornalista amazonense por propagação de fake news

Após seis meses, CPI da Covid vota relatório final nesta terça

Eduardo Cunha livre e preparando retorno ao Congresso Nacional

Eleição da OAB

A polarização ideológica estabelecida no Brasil, mais fortemente após as eleições de 2018, saiu do campo da política partidária e chegou, também, à disputa pela presidência da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB-AM).

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No pleito, que será realizado no próximo dia 16 de novembro, duas chapas disputarão o cargo. De um lado, a Chapa 30 intitulada “OAB Unida”, liderada por Jean Cleuter. Do outro, a Chapa 10 que se chama “Ordem para Advocacia”, que tem como candidato Paulo Mafioletti.

Polarização

Cleuter é apoiado pelo atual presidente da OAB-AM, Marco Aurélio Choy, pelo candidato e provável eleito presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, e pelo atual presidente da OAB federal Felipe Santa Cruz, que já foi candidato a vereador no Rio de Janeiro pelo PT e nunca escondeu sua preferência ideológica.

Já Mafioletti é oriundo de movimentos conservadores e um dos coordenadores do “Advogados Pró-Bolsonaro Brasil”, movimento que já pediu na Justiça o afastamento de Santa Cruz da presidência da Ordem por usar o órgão para, segundo ele, atacar Jair Bolsonaro.

Entre as propostas de Mafioletti está a de redução da anuidade e também o perdão da dívida de anuidades não pagas durante a pandemia para aqueles advogados que comprovarem dificuldade financeira. Além da transparência na prestação de contas da administração da OAB/AM, que há décadas é uma caixa-preta.

Nos últimos minutos

A eleição da OAB-AM se encaminhava para ter uma chapa única, já que Cleuter foi o principal opositor do atual presidente nas duas últimas eleições e ambos se uniram em um “chapão”.

No entanto, no último dia de prazo para inscrições, Mafioletti, conseguiu registrar sua chapa, que terá como vice Lúcia Barreto, que também é uma ferrenha apoiadora de Jair Bolsonaro e foi, inclusive, candidata a vereadora de Manaus no ano passado pelo PRTB.

Orçamento pomposo

O vencedor do pleito será o gestor de um orçamento superior a R$ 11 milhões, além de garantir o prestigio perante as diversas classes, tanto política quanto do judiciário do estado.

Chapa da Inclusão

Ao Direto ao Ponto, Jean Cleuter afirmou que sua chapa, que tem como vice a advogada Denise Aufiero, é a “chapa da união, da variedade de gênero e da inclusão social”.

“Nós vamos trabalhar única e exclusivamente por propostas, como nós sempre trabalhamos em todas as eleições. Entendo, que destruir pontes é muito fácil, você destrói num minuto, agora construir pontes que é o que nós estamos fazendo, é mais difícil”, afirmou.

Ordem com opinião

Cleuter também disse que defende uma OAB sem politização, mas que tenha independência para opinar sobre os temas em debate no País.

“Defendendo uma OAB independente, sem politização. A OAB é uma defensora da advocacia, mas também é defensora da sociedade. No Estado Democrático de Direito, eu não posso ter uma OAB de A, B ou C, temos que ter uma OAB para toda advocacia amazonense e que tenha independência de dar suas opiniões em todos os temas”, destacou.

A eleição

Atualmente, a OAB-AM tem 13.309 advogados inscritos ativos e 6.536 aptos a votar.

Para o pleito, a OAB-AM renovou a parceria feita com o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) para utilização de urnas eletrônicas, seguindo o Estatuto da Advocacia bem como o Provimento nº 140/2011, do Conselho Federal que organiza, também, uma Comissão Eleitoral que se encarregará de cuidar do pleito, garantindo isenção e transparência do certame.

CPI da Covid

A CPI da Covid vota nesta terça-feira (26) o relatório final elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL). A análise do parecer será o último ato da comissão, criada há seis meses para investigar as ações e omissões do governo federal durante a pandemia.

O documento com mais de 1,1 mil páginas pede o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por considerar que ele cometeu pelo menos nove crimes.

Amazonense citado

O relatório final da CPI da Covid cita o jornalista amazonense Thiago Botelho, que escreve uma coluna chamada “Sem Mimimi” como um dos vários propagadores de fake news sobre a pandemia.

Nas redes sociais, Botelho agradeceu ao relator da Comissão e disse que fazer parte do relatório é a prova que está no caminho certo.

“Gostaria imensamente de agradecer ao senhor Renan Calheiros – homem que responde a nada mais nada menos do que 9 processos no STF – pela citação. Essa é a prova cabal de que estou no caminho certo, que luto pela liberdade e que não faço parte da bolha progressista que quer impor uma ditadura do politicamente correto”, escreveu.

Indiciados

O relatório sugere o indiciamento de 68 pessoas, entre elas o presidente Jair Bolsonaro, seus três filhos (Carlos, Eduardo e Flávio), o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pauzello, o atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga, a médica Nize Yamaguchi além dos empresários Carlos Wizard e Luciano Hang.

Retorno de Cunha

O ex-presidente da Câmara cassado, Eduardo Cunha, que sempre foi eleito pelo Rio de Janeiro, mudou a estratégia para voltar ao Congresso depois de passar alguns anos preso.

Cunha quer ser candidato a deputado federal por São Paulo em 2022.

 

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