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Opinião | Dia do Trabalhador é marcado por manifestações da direita e esquerda

Opinião | Dia do Trabalhador é marcado por manifestações da direita e esquerda

Bolsonaro participa em Brasília e Lula em São Paulo

Presidente fala em Constituição, família e liberdade

Petista inicia discurso pedindo desculpas aos policiais

Em Manaus, Bolsonaristas fazem motociata e esquerda manifestação no Centro

Capitão Alberto Neto, Delegado Pablo e Coronel Menezes prestigiam ato

Omar Aziz e Marcelo Ramos são vaiados em Tefé

Bolsonarista diz que Omar é investigado por corrupção e que Marcelo é uma vergonha para o Amazonas

Parlamentares respondem e afirmam que não irão se intimidar

SpaceX de Elon Musk no Amazonas, anuncia Wilson Lima

Passo a Paço vira Sou Manaus e vai trazer Guns N’ Roses

Manifestações pelo Brasil

O feriado do Dia do Trabalhador neste domingo (1º), foi marcado por manifestações nas principais capitais do Brasil. E mais uma vez, a polarização direita versus esquerda deu à tona nos atos.

Bolsonaristas e esquerdistas foram às ruas tentar mostrar força. Os apoiadores do presidente manifestaram por “liberdade e em apoio ao Governo Federal e ao deputado Daniel Silveira” e esquerdistas “contra alta taxa de desemprego no País”.

A maiores movimentações aconteceram em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Constituição, família e liberdade

O presidente Jair Bolsonaro (PL) participou presencialmente da manifestação em Brasília. O mandatário da nação, no entanto, não se manifestou. Fez apenas uma transmissão ao vivo nas redes sociais onde apareceu interagindo com o público.

No ato em São Paulo, que reuniu uma multidão na Avenida Paulista, Bolsonaro falou com os apoiadores por meio de um vídeo gravado, no qual ressaltou que deve lealdade aos brasileiros patriotas.

“Uma satisfação muito grande poder cumprimenta-los nessa manifestação pacífica em defesa da constituição, da família e da liberdade. Devo lealdade a todos vocês, temos um governo que acredita em Deus, respeita os seus militares, defende a família e deve lealdade ao seu povo”, disse.

Atraso e desculpas

Já Lula (PT) participou presencialmente da manifestação em São Paulo, na praça Charles Miller, no Pacaembu. O ex-presidente inicialmente falaria ao público por volta das 13h, porém, teve que atrasar sua participação porque nesse horário tinha pouca gente para ouvi-lo.

O petista falou às 15h30 e iniciou seu discurso pedindo desculpas aos policiais. Segundo Lula, sua intenção era dizer que Bolsonaro só gosta de milicianos, mas ele acabou ofendendo os policiais no sábado.

Policiais

“Quando eu estava fazendo o discurso (sábado), eu queria dizer que o Bolsonaro só gosta de milícia, ele não gosta de gente. E eu falei que ele só gosta de polícia, não gosta de gente. E eu quero aproveitar para pedir desculpas aos policiais deste País, porque muitas vezes comete erros, mas muitas vezes salva muita gente do povo trabalhador e nós temos que tratá-los como trabalhador. E eu resolvi pedir desculpas junto a vocês, porque neste País o habitual é as pessoas não pedirem desculpa”, disse Lula.

Virou meme

A ausência do público na manifestação da esquerda virou meme nas redes sociais, sobretudo porque o ex-presidente lidera as pesquisas de intenções de votos para o pleito deste ano.

Em uma das publicações, diz que os artistas, movimentos sindicais, lideranças de esquerda, Fernando Haddad, Guilherme Boulos e Lula foram a manifestação. Só quem não compareceu foi o povo brasileiro.

Motociata

Em Manaus, os apoiadores de Jair Bolsonaro saíram em motociata da Bola do Produtor, na Zona Leste, por volta das 16h em direção à Ponta Negra, onde outros apoiadores já se concentravam desde às 15h.

Segundo o pré-candidato ao Senado e um dos organizadores do evento, Coronel Menezes (PL), o ato reuniu mais de mil veículos que circularam pelas ruas da capital com bandeiras do Brasil.

Pane no som

Durante o percurso, o carro de som que conduzia a motociata parou de funcionar, mas mesmo assim os manifestantes permaneceram animados, fazendo um buzinaço.

“Quero agradecer todo mundo que saiu de suas casas para participar conosco deste ato a favor da liberdade. Vamos enfrentar uma luta do bem contra o mal. O carro de som pifou, mas todos continuaram a motociata sorrindo e cantando, com tranquilidade até chegarmos a Ponta Negra”, disse Menezes.

Na moto

O deputado federal Capitão Alberto Neto (PL) preferiu deixar o carro de som e ir na moto interagindo com os manifestantes.

Já na Ponta Negra, ele fez um discurso caloroso e aproveitou para cutucar o senador Omar Aziz (PSD), que durante a CPI da Covid “acusou” Bolsonaro de ser um presidente motoqueiro.

“Hoje mais do que um apoio ao presidente, é apoio ao nosso País. Mesmo na pandemia o nosso País está crescendo apesar de toda narrativa contrária o nosso País está no caminho certo. Eu quero agradecer os motociclistas que participaram. E digo a vocês: nós temos um presidente motoqueiro, com muito orgulho”, afirmou.

Ato pela liberdade

Delegado Pablo Oliva esteve na Ponta Negra e disse que não podia ficar de fora desse movimento de apoio ao Governo Bolsonaro e de grande importância para a nossa democracia e liberdade.

“É o povo mostrando seu apoio ao presidente Bolsonaro, é o povo que quer continuar um Brasil pra frente, e acha que é Patria, Deus e Liberdade no nosso coração.”, disse o deputado federal.

Pouca adesão

Assim como em São Paulo, a manifestação da esquerda em Manaus teve pouca adesão. O deputado federal Zé Ricardo, que normalmente marca presença em atos como esse, não participou desta vez.

Já a ex-senadora Vanessa Grazziotin participou do ato onde os manifestantes se concentraram na Praça do Congresso e saíram em caminhada até o Largo São Sebastião.

Por lá, as pessoas seguravam cartazes com frases contra Jair Bolsonaro e em defesa da Zona Franca de Manaus.

Vaias

O senador Omar Aziz e o deputado federal Marcelo Ramos, ambos do PSD, viralizaram nas redes sociais neste final de semana após serem vaiados por um grupo de bolsonaristas, enquanto tomavam café da manhã no município de Tefé.

Um homem vestido com uma camisa do presidente da República, vociferou contra os parlamentares e afirmou que Ramos é uma vergonha para o Amazonas e chamou Aziz de corrupto.

“Omar Aziz você não tem moral para denegrir a imagem de nenhum amazonense, você desviou R$ 260 milhões da saúde pública. Marcelo Ramos você é uma vergonha para o estado do Amazonas e não nos representa.”, afirmou o cidadão, reiterando que ele tinha o direito de expressar sua opinião.

Processo

Após o episódio, Omar afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que vai processar o cidadão e que ameaças como essa não o intimidarão na defesa dos interesses do Amazonas.

“Ele terá que explicar na Justiça a agressão. E essa é uma tática que eles adotam sistematicamente. Fizeram contra Lula, Ciro Gomes e Vanessa Grazziotin recentemente. Direito a expressão não dá direito à agressão. Quero dizer que não vão me intimidar. Eu tenho lado. Meu lado é o Amazonas. Não vou me curvar a ameaças e ataques e nem mudar um milímetro minha luta em defesa do povo do Amazonas”, afirmou o senador.

Gabinete do ódio

Marcelo Ramos afirmou se tratar de um gabinete do ódio com sucursal no Amazonas. O parlamentar, no entanto, afirmou que os críticos passaram vergonha porque foram expulsos da padaria.

“Elas expõem uma estratégia coordenada de violência e intimidação para calar os críticos do presidente. Mas, neste caso, o desfecho não foi favorável a eles porque, além da calorosa recepção que tivemos em Tefé, os agressores acabaram expulsos da padaria.”, destacou.

Musk na ZFM

O governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), abriu as portas do estado para investimentos da empresa Starlink, que pertence a Elon Musk, o homem mais rico do mundo e que comprou o Twitter por US$ 44 bilhões. A companhia oferece banda larga via satélite e, segundo o governo do Amazonas, quer investir no estado.

“Seguimos trabalhando para atrair novos investimentos. Elon Musk demonstrou interesse em trazer investimentos para cá e vamos trabalhar para consolidar esse negócio. Venham conhecer a Amazônia. A Amazônia está chamando vocês”, afirmou o governador, em nota divulgada pelo governo.

Guns em Manaus

O festival Passo a Paço passou a se chamar “Sou Manaus” e neste ano terá atrações nacionais e internacionais. A principal delas a banda de rock Guns N’ Roses.

A prefeitura afirmou que o ‘Sou Manaus’ busca colocar a capital na rota do turismo dos grandes eventos musicais. A edição de 2022 está confirmada para o início de setembro.

 

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