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Culpado

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado David Almeida (PSB) responsabilizou o próprio governador Amazonino Mendes (PDT) pela política do governo federal que está ameaçando o polo de concentrados da Zona Franca e, conseqüentemente, todo o Polo Industrial de Manaus (PIM).

David publicou em sua página no Facebook um texto em que afirma que existe um acordo entre todos os estados brasileiros, para acabar com a guerra fiscal, consolidando os incentivos que os Estados estavam concedendo a indústrias, mesmo de forma ilegal.

David diz que, ao assumir o mandato, Amazonino moveu uma ação judicial contra esse acordo, angariando antipatia geral de políticos de todos os Estados que, segundo o presidente da Aleam “se sentiram enganados”.

Sem provas

É quase assim, mas não é bem assim como David Almeida disse. De fato, o acordo existe, os estados brasileiros usam e abusam da concessão de incentivos fiscais, mesmo que a Constituição Federal assegure esse direito apenas ao Amazonas – o governo federal faz vistas grossas.

O governo de Amazonino moveu, sim, uma ação para acabar com essa farra de incentivos, mas não é possível assegurar com 100% de certeza que foi isso que gerou o decreto de Temer, cortando créditos do IPI das indústrias de concentrado de refrigerantes.

Mistério

Até hoje não se sabe porque o governo federal escolheu o segmento dos refrigerantes para pagar a conta da redução do preço do diesel para os caminhoneiros.

Mas é fato antigo que a toda a indústria do Sudeste brasileiro odeia a ZFM e pode ter havido pressão sobre o governo Temer, mas por que sobre os concentrados? E os outros setores?

Antipatia generalizada

O caso é que, como publicado pelo jornal O Globo, o Amazonas está sozinho nessa luta. Não tem o apoio de ninguém, e sequer dos vizinhos Pará e Amapá, cujos representantes se manifestaram contra os incentivos fiscais.

Deputado Barrichello

Depois de 14 dias o deputado federal Arthur Bisneto fui à tribuna da Câmara criticar o governo federal, que insistentemente, vem atacando e mitigando a Zona Franca de Manaus.

“O nosso Polo Industrial de Manaus enfrenta os desafios e impactos de uma crise econômica nacional que ameaça toda a sustentabilidade do modelo”, afirmou Bisneto.

Não acaba nunca

Além dessa frente de batalha em Brasília, Amazonino enfrenta tiroteio cerrado no Amazonas também, porque vetou a concessão de aumentos salariais para policiais e bombeiros militares, professores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e de servidores da Secretaria de Saúde (Susam), que já haviam sido aprovados na Aleam.

Amazonino alega que os deputados distorceram o projeto original e deram aumentos demais, em prazos muito curtos, em desatenção à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ferozes

Na tribuna da Aleam, a oposição fez palanque e comício desancando os vetos e já ameaçando: assim que os vetos entrarem em votação – na semana que vem – serão derrubados.

Politiqueiros

Só que os deputados da oposição não têm apoio da Associação dos Praças.

O presidente da Apeam, soldado Gerson Feitosa, chamou a categoria para debater o assunto no sábado (16) e, por incrível que pareça, fecha com a decisão do governador.

Para ele, os policiais foram “usados” com fins eleitoreiros, pelos deputados que aumentaram os percentuais e, agora, não vão receber nem uma coisa, nem outra, já que tudo foi vetado.

“Somos contra esse impasse eleitoreiro causado por deputados oportunistas que acabaram por prejudicar os praças”, discursou Gerson.

Copa altera tudo

Depois do Governo do Estado, a Aleam também definiu que não haverá trabalhos nos dias 22 e 27 de junho, dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo. Dia 22 é uma sexta, não tem plenário.

Dia 27 é quarta, mas como o jogo é à tarde, o expediente será até o meio-dia.

Recesso branco

Os parlamentares de todo o Brasil odeiam esse termo, mas o recesso branco – período de esvaziamento não-oficial das Casas Legislativas nas três esferas – está quase consolidado.

Quando acabar a Copa, em julho, começam as campanhas eleitorais logo em seguida, em agosto. Vai ser difícil segurar os trabalhos em plenário.

Nome original

O deputado estadual José Ricardo (PT), já retirou a palavra “Lula” do nome, que havia colocado há cerca de dois meses, por determinação do comando do PT no Brasil. Zé Ricardo diz que já fez a homenagem. Mas pode ser também um “vade retro”, ou não?

Brancos, nulos e indecisos somam 65%

Na pesquisa espontânea do Ipespe – a quarta encomendada pela XP Investimentos em cinco semanas -, o percentual de eleitores sem candidato chega a assombrosos 65%.

Com exceção de Jair Bolsonaro e Lula (que está preso e não pode concorrer), os demais candidatos não passam de 2%. 

Ministro do TCU diz que Moro deu ‘carteirada’

Bruno Dantas, ministro do TCU, não gostou do fato de o juiz Sergio Moro ter acatado o pedido dos procuradores da Lava Jato e impedido o uso das delações premiadas por parte de órgãos ligados ao governo federal.

Em entrevista a O Globo, ele chamou de “carteirada” a decisão e disse que só o STF pode retirar do TCU as provas compartilhadas pela operação.

“Se estamos falando de cooperação, não pode haver espaço para uma carteirada de um dos atores que está na mesa de discussão. Alguém pretender dizer: ‘Olha, esse elemento de prova é meu e ninguém pode usar.’ Não é assim que se age no Estado de Direito.”

Sem coercitiva, resta a prisão

Josias de Souza avalia que, com a proibição das conduções coercitivas pelo STF ontem, a tendência é que os juízes passem a impor prisões temporárias.

“Quer dizer: a pretexto de socorrer investigados, o Supremo complicou-lhes a vida.”

Em 21 de maio, o Estadão mostrou que a proibição de coercitivas elevou em 31,75% o número de prisões temporárias.

 

 

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Este post tem um comentário

  1. Jorge Carlos Santos Guedes

    Que bom que vcs existem e fazem a diferença. Eu não conseguia mais acessar os diversos blogs locais. Todos tendenciosos e a serviço de alguém mal intencionado.

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