You are currently viewing Opinião | Bolsonaro e o presente de grego à Zona Franca de Manaus

Opinião | Bolsonaro e o presente de grego à Zona Franca de Manaus

Opinião | Bolsonaro e o presente de grego à Zona Franca de Manaus

Modelo completou 55 anos sob ataque do Governo Federal

Políticos amazonenses se unem para barrar redução do IPI

‘Nossa partido é o Amazonas e nosso candidato é a ZFM’, diz David Almeida

Prefeito divulga carta aberta para Bolsonaro em defesa da Zona Franca de Manaus

Wilson Lima entra com ação no STF contra decisão que fere o Polo Industrial

Arthur Virgílio Neto também entra com ação no STF contra decisão que tira competitividade da ZFM

Coronel Menezes é a voz solitária em defesa do Decreto

Presidente da República faz críticas a Omar Aziz e Eduardo Braga

Janela partidária estará aberta pelos próximos 30 dias

Políticos poderão trocar de partido sem sofrer penalidades

Ricardo Nicolau oficializa filiação ao Solidariedade na sexta-feira

Presente de grego

Na semana em que a Zona Franca de Manaus (ZFM) completou 55 anos, o Governo Federal mais uma vez apontou sua artilharia na direção do modelo e Jair Bolsonaro (PL) deu, literalmente, um presente de grego aos amazonenses ao decidir reduzir o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) em 25%, colocando em xeque a atratividade da ZFM.

Anúncios

O ataque vindo de Brasília conseguiu unir praticamente todas as diferentes correntes políticas entorno da defesa do Estado.

Bancada federal, Assembleia Legislativa, Câmara Municipal de Manaus, prefeito, governador, entidades da indústria e lideranças políticas de todo o Estado se uniram em coro contra a medida de Paulo Guedes que ameaça do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Modelo de integração

A ZFM nasceu de um projeto político dos governos militares sob o slogan de “integrar para não entregar” e é a principal responsável pela preservação de 98% da Floresta Amazônica.

Eles achavam que a Amazônia era cobiçada por outros países e precisava se integrar ao Brasil.

Faltou visão

Apesar do ataque desferido pelo Governo Federal, é verdade que décadas se passaram e governos anteriores não fizeram o dever de casa para investir e destinar recursos à projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em atividades baseadas nos recursos naturais da região e suas potencialidades.

Além disso, faltou preparar o Estado para competir com industrias de outras regiões, principalmente melhorando a infraestrutura (portuária, rodoviária, fluvial, telecomunicações) e mão de obra.

Prorrogação da ZFM

É preciso reconhecer, também, que nas gestões dos presidentes Lula e Dilma, a Zona Franca de Manaus ganhou uma sobrevida com as prorrogações – Lula de 10 anos e Dilma de 50 anos – e por incentivos previstos na Constituição Federal que garantiam, até então, a competitividade de nossa indústria, que está teoricamente preservada até 2073.

Os petistas, inclusive, resistiram às investidas do lobby industrial paulista e de bancadas federais de outros estados que não conseguem entender a importância estratégica do Amazonas para o Brasil e tentam a todo custo acabar com a ZFM.

 Olhar para o futuro

É uma realidade que a Zona Franca é uma das locomotivas econômicas do Amazonas e gera mais de 600 mil empregos diretos e indiretos não só em Manaus, mas principalmente, em todo o Estado do Amazonas. No entanto, já passou da hora de diversificar o modelo e obviamente trabalhar na criação de alternativas econômicas para diminuir a dependência que o Estado tem de setores PIM.

Assim como é preciso focar em formação técnica-profissional de excelência, é necessário desenvolver as atividades produtivas no interior, estimulando projetos baseados em recursos minerais (potássio, gás, bauxita, nióbio), importantes para a formação de novos polos econômicos, como fertilizantes, metalúrgico, químico; e em recursos naturais voltados para o desenvolvimento de polos de alimentação, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos; além de explorar o turismo na região.

Atitude

Chamou atenção a atitude do prefeito David Almeida de reunir as lideranças políticas e empresárias para buscarem juntos uma solução para a Zona Franca.

Na reunião realizada na segunda-feira de carnaval, no Palácio Rio Branco, o chefe do Executivo Municipal destacou que não queria protagonismo, mesmo que tenha tido inevitavelmente.

“Ninguém está aqui procurando protagonismo político. Aqui, nosso partido é o Amazonas. E nosso candidato é a Zona Franca”, afirmou.

Sintonia

O que também atraiu os olhares de quem esteve na reunião foi a sintonia de David com o senador Omar Aziz (PSD), que num passado recente foram aliados de primeira ordem.

Nos bastidores, as especulações ganharam força e a ideia é que é possível que ambos estejam juntos no pleito deste ano.

Carta aberta

O prefeito David Almeida também encaminhou para o presidente Bolsonaro em nome de diversas lideranças do estado uma Carta Aberta reafirmando a importância das vantagens comparativas do modelo Zona Franca De Manaus (ZFM), para a manutenção dos empregos em todo o Estado do Amazonas.

Ação no STF

O governador Wilson Lima (PSC) também agiu. Ele orientou que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) mova uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o decreto que prejudica a ZFM.

“Todos nós sabemos que o modelo Zona Franca de Manaus é o mais exitoso da Amazônia em desenvolvimento econômico, social e ambiental. Nossa equipe da Secretaria de Fazenda está reunida, encontrando caminhos para fazer essa construção junto ao Ministério da Economia”, disse o governador.

Ação no STF II

Quem também entrou com uma ação no STF contra o decreto que prejudica a ZFM foi o ex-senador e ex-prefeito Arthur Virgílio Neto.

Em suas redes sociais o ex-senador afirmou que sua luta em defesa da Zona Franca de Manaus não vai cessar!

Solitário

A única liderança política que não se uniu em prol da ZFM foi o interlocutor de Bolsonaro no Amazonas, Coronel Alfredo Menezes, que saiu em defesa do presidente e de Paulo Guedes.

Ele, que foi superintendente da Suframa em 2019, subiu o tom e chamou os políticos locais de “oportunistas” e afirmou que o modelo sempre foi usado como “terrorismo político”.

“Estamos em período pré-eleitoral. Esse modelo foi criado pelos militares há 55 anos, baseado na defesa, desenvolvimento e soberania para gerar emprego e renda. É o único modelo econômico que temos e que funcionou bem até o momento que políticos locais começaram a usá-lo como moeda de troca de votos sobe a narrativa de defesa do modelo”, explicou.

Sem prejuízo

Por falar em Bolsonaro, o mandatário da nação afirmou, em entrevista à Jovem Pan News, que a redução do IPI não irá prejudicar a ZFM e destacou que a medida será “o início da reindustrialização no Brasil” e que a “carga tributária no País é muito grande”.

Não fugindo ao seu estilo, Bolsonaro chamou Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD) de senadores medíocres que usaram o PIM para fins eleitoreiros e quando governaram o Amazonas por 12 anos nada fizeram para garantir uma alternativa ao modelo.

“Porque a economia verde não se faz presente no Estado, porque o turismo não se faz presente, porque uma piscicultura de ponta não entra no mercado?”, indagou.

Janela aberta

A janela partidária começa nesta quinta-feira (3). Com isso, deputados federais ou estaduais poderão trocar de partido político antes das eleições deste ano sem correr o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. A movimentação deverá ocorrer nos próximos 30 dias e termina em 1º de abril.

Após a janela partidária, será possível fazer uma leitura mais precisa do xadrez eleitoral em alguns estados. A troca de partido no ano eleitoral permite uma reconfiguração das forças políticas no cenário das próximas eleições.

No Amazonas, a expectativa é que o governador Wilson Lima defina seu futuro neste período. PP, União Brasil e PL são siglas que podem receber o chefe do Executivo estadual.

Além dele, quem também definirá seu destino é o ex-governador Amazonino Mendes. Ele estava alinhado com o União Brasil, mas forças políticas locais e nacionais tentam inviabilizar a filiação dele à nova sigla, criada pela fusão do DEM com o PSL.

Casa nova

Falando em janela partidária, o deputado estadual Ricardo Nicolau deixará, oficialmente, o PSD nesta sexta-feira (4) para ingressar no Solidariedade.

O evento de filiação do parlamentar foi realizado às 10h no Hotel Da Vinci e contou com a presença do presidente nacional do Solidariedade, o deputado federal Paulinho da Força (SP).

Nicolau será candidato a governador do Amazonas no próximo pleito.

 

Siga a Direto ao Ponto:

Facebook: facebook.com/diretoaopontonews1

Instagram: @diretoaopontonews

Twitter: @diretoaoponto1_

Fale com a gente:

Receba a coluna no seu WhatsApp: 92 98422-0558

Redação: 92 99189-4271

Editor-chefe: 92 99109-1099

Deixe um comentário