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Opinião | Blefe, pernadas e surpresas: a última semana da janela partidária mexeu no tabuleiro eleitoral

Opinião | Blefe, pernadas e surpresas: a última semana da janela partidária mexeu no tabuleiro eleitoral

Wilson Lima e David Almeida aparam as arestas, mas aliança ainda não foi definida

Oito secretários deixam a Prefeitura para disputar a eleição

Marcos Rotta assume comando do PP e pode entrar na disputa majoritária

Amazonino Mendes define filiação no Cidadania e encerra especulações

Henrique Oliveira confirma candidatura ao Governo pelo Podemos

Enfraquecido, MDB de Eduardo Braga fica sem chapa de estadual e federal

Solidariedade de Ricardo Nicolau passa janela partidária como coadjuvante

Ex-candidato a prefeito de Manaus, Romero Reis desiste da política

Reviravoltas

Teve gente que foi dormir em um partido e acordou em outro.

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E essas reviravoltas podem ser um bom resumo da última semana da janela partidária — período de 30 dias em que deputados podem mudar de partido sem perder o mandato — que neste ano foi de 3 de março até 1º de abril.

Para a turma dos sem mandato, as negociações se estenderam até as 23h59 de sábado (2), prazo final para quem quer disputar a eleição se filiar.

Foi uma semana tensa, de muita articulação, traquinagem, pernadas, decisões difíceis, apostas e rearranjos políticos visando a cadeira de governador do Amazonas, senador, oito vagas na Câmara Federal e 24 na Assembleia Legislativa — além da cadeira de presidente da República.

Incerteza

Após a filiação do governador Wilson Lima ao União Brasil e a informação de que a indicação do vice da chapa poderia vir do Partido Liberal por imposição do presidente Jair Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, o prefeito de Manaus, David Almeida, ligou a luz de alerta e chegou a ameaçar se lançar candidato ao Governo ou lançar um nome do Avante para a disputa.

Após o imbróglio, governador e prefeito se reuniram e aparentemente apararam as arestas.

No entanto, ontem (3), a assessoria do partido do prefeito distribuiu matéria à imprensa ressaltando que a sigla será protagonista neste pleito contra a “velha política” e voltou a não descartar ter candidato próprio a cargos majoritários.

Para essa missão, inclusive, três nomes de confiança de David já despontam nos bastidores. E um quarto nome, mais conhecido pela população, pode surgir.

Descompatibilização

Sabá Reis, Tadeu de Souza e Shadia Fraxe, todos filiados ao Avante, deixaram a Secretaria de Limpeza Pública, Casa Civil e Saúde, respectivamente, e podem disputar um cargo eletivo em outubro.

O trio goza de prestigio e confiança de David e apesar de todas as especulações, apenas o prefeito sabe o nome que vai entrar na disputa majoritária — e se será como cabeça de chapa ou como vice.

E ele tem tempo para decidir, já que as convenções partidárias podem ser feitas de 20 de julho até o dia 5 de agosto.

Seis saídas

Ao todo, seis secretários de David se descompatibilizaram para estarem aptos a concorrer no pleito deste ano. O prefeito, portanto, fez oito mudanças na estrutura administrativa da Prefeitura.

Além de Sabá, Tadeu e Shádia, Pauderney Avelino (União Brasil) deixou a Secretaria de Educação; Platiny Soares, saiu da Subsecretaria de Esporte e o vice-prefeito Marcos Rotta (PP), deixou a Secretaria de Infraestrutura.

Os novos titulares das secretarias são: Dulce Almeida (Educação), Altervi Moreira (Limpeza Pública), Rafael Lins Bertazzo (Casa Civil), Djalma Coelho (Saúde), Aurilex Moreira (Esporte).

Emerson Castro também assumiu o Fundo Manaus Solidária no lugar de Dulce e Wanderson da Costa está comandando a Secretaria de Agricultura e Abastecimento na vaga de Renato Frota Magalhães, que assumiu o posto de Rotta na Infraestrutura.

No PP

O maior destaque entre os secretários que deixaram a Prefeitura na última semana ficou com Marcos Rotta — que numa articulação e as bênçãos do prefeito — assumiu o comando Progressistas (PP) no Amazonas.

Nos bastidores, não se descarta que ele possa disputar um cargo majoritário, como o de senador, por exemplo, até porque o PP foi esvaziado e não tem chapa competitiva para a disputa por vagas na Assembleia do Amazonas e Câmara Federal.

Mudanças no governo

Assim como na Prefeitura, seis secretários e chefes de autarquias do Governo do Estado também deixaram seus cargos para disputarem a eleição.

Mirtes Sales se afastou da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos; Alessandra Campêlo deixou a Secretaria de Assistência Social; Emília Ferraz deixou o cargo de delegada-geral da Polícia Civil; Tarson Yuri Soares deixou o cargo de delegado-geral adjunto da Polícia Civil; Rodrigo de Sá Barbosa saiu do Detran; e José Nilmar de Oliveira deixou a Agência de Desenvolvimento Econômico e Social.

Amazonino confirmado

Numa romaria em busca de partido desde o ano passado, Amazonino Mendes vai para a disputa eleitoral pelo Cidadania, partido que está federado (coligação de quatro anos) com o PSDB.

Mesmo com o Cidadania confirmado, o ex-governador tentou até o último minuto se articular em outras siglas, mas foi impedido por forças políticas locais.

O Partido Verde, que vai federar com o PT, foi uma das siglas que Amazonino tentou viabilizar. A ideia era fazer palanque para o ex-presidente Lula no Amazonas. No entanto, seu nome foi rechaçado por políticos de esquerda que têm ligação com Wilson Lima, como o deputado Sinésio Campos (PT) e o senador Omar Aziz (PSD).

O PP também foi neutralizado e ficou na orbita de David Almeida.

No game

O ex-vice-governador do Amazonas, Henrique Oliveira, que foi cassado juntamente com José Melo em 2017, se filiou ao Podemos e já chegou à sigla com moral, uma vez que assume o comando do partido.

Oliveira, inclusive, afirmou que pretende disputar a eleição de governador e ser uma alternativa à Wilson e Amazonino.

Enfraquecido

Mal nas pesquisas de intenções de votos para o Governo do Estado e vendo aliados “pularem do barco”, o senador Eduardo Braga viu, também, o seu MDB literalmente definhar nesta janela partidária.

A sigla pode até não lançar chapa de deputado estadual e federal no pleito deste ano, por falta de nomes competitivos.

O cenário, obviamente, dificulta bastante a manutenção da candidatura de Braga, já que, desta forma, não terá sequer uma base mínima para pedir votos a ele.

Coadjuvante

O Solidariedade, partido do pré-candidato ao Governo Ricardo Nicolau, também foi coadjuvante nesta janela partidária.

Além de não ter reforçado o time com nenhum nome de relevância, o partido segue tentando formar uma base dentro de seus quadros para fazer “escada” ao deputado federal Bosco Saraiva — que já sinalizou que será candidato a deputado estadual neste ano.

Irmão Ricardo, o ex-vereador de Manaus, Hiram Nicolau, pode ser um dos nomes da sigla para a disputa de uma cadeira na Assembleia Legislativa, mas ele ainda não bateu o martelo.

Desistiu

Quem não quer mais saber de política é o empresário Romero Reis. Candidato a prefeito de Manaus pelo Partido Novo em 2020, ele não vai se filiar a nenhuma sigla e ficará fora do processo eleitoral deste ano, segundo informação confirmada por sua assessoria de imprensa.

Reis ficou na oitava posição no pleito municipal, quando obteve 29.102 votos e protagonizou polêmicas com Coronel Menezes (PL), que também disputou a eleição.

Romero e Menezes eram amigos pessoais e romperam por conta da busca pelo protagonismo na direita amazonense.

 

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