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Opinião | Bolsonaro é o primeiro ex-presidente alvo da PF sem ser por corrupção

Opinião | Bolsonaro é o primeiro ex-presidente alvo da PF sem ser por corrupção

Direitista é investigado por supostamente ter adulterado dados sobre vacinação contra Covid-19

Celular do ex-mandatário é apreendido; passaporte não foi levado

Operação ordenada por Alexandre de Moraes é vista como cortina de fumaça

Copom mantém taxa básica de juros em 13,75% ao ano

CBA conquista personalidade jurídica e mudança pode impulsionar captação de recursos

David Almeida lança “Manaus Verde”, plano de arborização da cidade

Fato inédito

A operação Venire, deflagrada pela Polícia Federal a mando do ministro Alexandre de Moraes nessa quarta-feira (3), é inédita na história da república brasileira.

Pela primeira vez, um ex-presidente é alvo de operação das autoridades policiais não por corrupção, mas, neste caso, por supostamente ter falsificado o certificado de vacina contra a Covid-19.

Jair Bolsonaro (PL), vale lembrar, já afirmou mais de uma vez que não tomou o imunizante.

Relembrando

Em 2016, o então ex-presidente Lula (PT) foi alvo da PF no âmbito da operação Lava Jato e se tornou o primeiro ex-mandatário a ser alvo das autoridades policiais.

Três anos depois, em 2019, Michel Temer (MDB) também foi alvo da Lava Jato.

Ambos foram investigados por corrupção e chegaram a ser presos.

Venire

Batizada de “Venire”, a ação da PF executou mandado de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, como parte de uma operação que investiga um grupo suspeito de inserir dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde.

Na mesma operação, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-assessor do ex-presidente no Palácio do Planalto, foi preso.

Mandados e prisões

No total, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em Brasília e no Rio de Janeiro.

Além de Mauro Cid, foram detidos os assessores Max Guilherme de Moura e Sérgio Rocha Cordeiro, além do secretário municipal de Governo da cidade de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha.

Informações falsas

Segundo a Polícia Federal, os alvos da operação alteravam as informações para emitir certificados de vacinação e utilizá-los para burlar “restrições sanitárias vigentes imposta no Brasil e Estados Unidos destinadas a impedir a propagação da Covid-19”.

Entre os crimes apurados estão o de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.

Milícia digital

As ações da operação Venire, acredite se quiser, ocorrem no âmbito do famigerado Inquérito 4874, o Inquérito das Milícias Digitais, aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021 e que, ao que tudo indica, nunca terá fim.

Celular e passaporte

Na decisão que determinou a busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro Alexandre de Moraes ordenou que a Polícia Federal recolhesse o celular e o passaporte do ex-presidente.

O aparelho foi levado, mas o documento, não.

Apesar da ordem, os investigadores entenderam que o passaporte não é de interesse da investigação.

Criar fato

Pouco depois da operação, Bolsonaro reafirmou que não tomou nenhuma vacina contra a Covid-19 e que ficou “surpreso com a busca e apreensão” na casa de um ex-presidente, que teria ocorrido “pra criar um fato”.

Bolsonaro disse, ainda, que a ex-primeira-dama foi vacinada em 2021, nos Estados Unidos, com uma dose da vacina da Jansen, mas que a filha Laura não foi imunizada. E que, em lugar nenhum, lhe foi pedido cartão de vacinação.

Cortina de fumaça

Toda essa ação ter ocorrido um dia após o presidente da Câmara adiar a votação do PL das Fake News por falta de apoio, leva a crer que o inquérito nada mais é do que uma cortina de fumaça para desviar o assunto principal e, também, a derrota do Governo nesse projeto.

Discrepância

Nas redes sociais – que a esquerda a todo custo luta para regulamentar – muitos cidadãos comentaram a discrepância da Justiça brasileira, que solta traficantes e devolve seus bens, incluindo helicóptero, inocenta Lula e Sergio Cabral de seus crimes de corrupção, mas prende o ex-assessor direto de Bolsonaro por uma suposta falsificação no cartão de vacina.

Isso mesmo, um cartão de vacina!

Fora da normalidade

Como bem escreveu o analista político Rodrigo Constantino em seu artigo no jornal Gazeta do Povo: “achar normal uma operação dessas num país que não tem mais qualquer preso da operação Lava Jato e tem Lula presidente após malabarismos é uma piada de mau gosto”.

E é mesmo!

Taxa mantida

O Comitê de Política Monetária do Banco Central anunciou a manutenção da Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, em 13,75% ao ano.

É a sexta vez seguida, desde agosto de 2022, que a reunião do Copom mantém a taxa em 13,75%, apesar dos protestos do Governo Federal, incluindo o presidente Lula, e da insistência para que os juros caiam.

CBA

Após 20 anos de espera, enfim, o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) tem uma personalidade jurídica.

O Governo Federal assinou, nessa quarta-feira (3), um decreto que faz com que a instituição deixe de ser vinculada à Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e passe a ser gerida pelo consórcio liderado pela Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (Fuea), em conjunto com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT-SP).

A autonomia vai permitir a captação de recursos públicos e privados e ampliar atividades de pesquisa.

Investimentos

A iniciativa permitirá ao CBA multiplicar seu orçamento e desenvolver tecnologias e novos negócios a partir dos recursos naturais da Amazônia.

Os investimentos públicos previstos para os próximos quatro anos chegam a R$ 47,6 milhões.

Com o novo status jurídico, também será possível para o Centro, a partir de agora, acessar recursos disponíveis na iniciativa privada para pesquisa, desenvolvimento e inovação.

“Passo para o futuro”

O vice-governador Tadeu de Souza (Avante) participou da cerimonia de assinatura em Brasília e disse que este dia fica marcado como um passo para o futuro para o Amazonas.

“É uma conquista para todos os envolvidos: pesquisadores, universidades, governos, Suframa e tantos que há décadas sonham com o fortalecimento da bioeconomia por meio do CBA.”

“Manaus Verde”

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), lançou, nessa quarta-feira (3), o Plano Municipal de Arborização “Manaus Verde” para o biênio 2023/2024.

As ações visam assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar da população, bem como tornar a cidade cada vez mais sustentável.

O primeiro local a receber ações de arborização será a avenida Constantino Nery, uma das mais importantes da cidade. No local, serão plantadas 50 mudas no canteiro central em calçadas que possuem área suficiente para comportar árvores, prevendo, ainda, o plantio de mais de cem mudas em toda a extensão da avenida.

Comissão

Além disso, David Almeida também oficializou a criação da Comissão Municipal de Mudanças Climáticas, que vai conduzir a elaboração do Plano de Ações Climáticas de Manaus.

O chefe do Executivo municipal irá presidir a comissão, que terá, na sua composição, 15 unidades da administração municipal.

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