Opinião | Fiasco de Norte a Sul do País: manifestações da esquerda são um fracasso

Opinião | Fiasco de Norte a Sul do País: manifestações da esquerda são um fracasso

Opinião | Fiasco de Norte a Sul do País: manifestações da esquerda são um fracasso

Deputados bolsonaristas ironizam e citam instituto DataFolha

Presidenciável Ciro Gomes é agredido por militantes do PT em São Paulo

Em Manaus, ato reuniu cerca de 500 pessoas, público 9.900% menor do que 7 de setembro

Bom filho a casa torna: Marcelo Ramos participa do evento ao lado do PCdoB, PSB e PT

Sinésio Campos profetizou que haveria pessoas dizendo que a manifestação teve apenas uns “gatos pingados”

Roberto Cidade assume oficialmente o comando do Partido Verde no Amazonas

Alfredo Nascimento e Sabá Reis podem reeditar dobradinha em 2022

Ruas vazias

As manifestações convocadas por partidos e políticos de esquerda pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no último sábado (2), foram marcadas pela pífia adesão de pessoas de Norte a Sul do País.

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Em São Paulo, local onde normalmente os atos reúnem o maior número de manifestantes, pouco mais de 8 mil pessoas participaram, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

No entanto, para não perder a pose, os organizadores divulgaram que mais de 100 mil pessoas estavam presentes.

Então tá…

Ironias

O fato não passou despercebido pelos opositores.

Nas redes sociais, os deputados federais bolsonaristas Capitão Alberto Neto (Republicanos) e Delegado Pablo (PSL) ironizaram o Institutos de Pesquisa, como o DataFolha, que tem apresentado uma queda nas intenções de voto ao presidente da República em seus estudos.

“Está difícil engolir essas pesquisas. E só ver a multidão no ato de 7 de setembro em São Paulo, Manaus e outras capitais e comparar com as manifestações feitas pelo MBL e Doria, e agora do PT. Como é que dá para acreditar que Bolsonaro está lá atrás nas pesquisas? Vamos parar de enganar o povo brasileiro”, cobrou Alberto Neto.

Já Pablo zoou o DataFolha dizendo que, segundo o instituto de pesquisa, no Rio de Janeiro a manifestação deve ter reunido 200 milhões de pessoas.

Clima pesado

Ao contrário do que foi visto nos atos de 7 de setembro, marcados pela tranquilidade e presença de crianças e idosos, a manifestação organizada pelo PT teve um clima pesado.

Em uma nova demonstração de intolerância, militantes petistas agrediram o presidenciável Ciro Gomes (PDT), atirando garrafas e pedaços de pau na direção do pedetista, além de saírem no tapa uns com os outros.

Vaias

Ao discursar, Ciro foi vaiado pelos petistas, que entoaram o nome do ex-presidente Lula, ausente na manifestação.

Depois de sofrer a tentativa de agressão, Ciro afirmou que o Brasil é maior do que o “fascismo travestido de vermelho e de verde e amarelo” e disse não ter ouvido as vaias.

“Nada de estranho nos atos ‘democráticos’, não é mesmo?”

9.900% menor

Em que pese a forte chuva que caiu sobre Manaus no início da tarde de sábado, a movimentação de militantes de esquerda no Centro da capital amazonense foi muito aquém do esperado.

A Polícia Militar não contabilizou oficialmente o número de manifestantes, mas participaram algo em torno de 500 pessoas, entre políticos, sindicalistas e simpatizantes.

Se comparada com a manifestação da direita, realizada em 7 de setembro, com um público de 50 mil pessoas na Ponta Negra, Bola da Suframa e Praça do Congresso, o ato dos esquerdistas foi 9.900% menor.

Volta às raízes

Quem além de participar, convocou a população para se fazer presente nos atos contra Bolsonaro convocado pela esquerda, foi o vice-presidente da Câmara, deputado federal Marcelo Ramos (PL).

Ramos, que começou sua trajetória política no partido comunista e partido socialista, voltou às raízes vermelha no evento no Centro de Manaus, ao lado de figuras conhecidas da esquerda como os deputados estaduais Sinésio Campos (PT) e Serafim Corrêa (PSB), o deputado federal José Ricardo (PT) e da ex-senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) e Eron Bezerra (PCdoB).

Gatos pingados

Em seu discurso o deputado Sinésio Campos, chegou a profetizar que ainda haveria pessoas dizendo que a manifestação teve apenas uns “gatos pingados”.

E antecipou a resposta aos futuros ataques: “Gatos pingados, não. Até porque gatos tem sete vidas e nós estamos resistindo a uma vida, duas vidas três vidas ou sete vidas contra “Fora Bolsonaro”, falou o deputado.

Discrepância

É fato que manifestações não refletem com exatidão o sentimento do eleitorado, mas são a melhor maneira de observar a preferência da massa votante, sobretudo num país polarizado ideologicamente como o Brasil.

Por isso, chama atenção os números de alguns institutos de pesquisa que apontam uma realidade diferente vista nas ruas, com pesquisas apontando Lula vencendo as eleições no primeiro turno.

Se levar em consideração as manifestações, o cenário nas urnas em 2022 vai ser bem diferente.

Novo comando no PV

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade, assumiu oficialmente o comando do Partido Verde no Amazonas.

O parlamentar terá como missão organizar a sigla para as eleições de 2022.

A passagem de presidência da sigla, até então comandada por Eliane Ferreira, que é aliada de Cidade, ocorreu na Aleam e contou com a participação de deputados, vereadores, prefeitos, ex-prefeitos e vereadores do interior.

Dobradinha

Aliados de longa data, o presidente estadual do Partido Liberal (PL) no Amazonas, Alfredo Nascimento, e o secretário municipal de Limpeza Pública, Sabá Reis, ao que tudo indica reeditarão uma dobradinha eleitoral no pleito de 2022.

Nascimento disputará uma cadeira na Câmara dos Deputados e Sabá quer voltar à Assembleia Legislativa (Aleam).

A dupla realizou agenda política no bairro Mauazinho na última sexta (1), na zona Sul de Manaus, onde conversaram com moradores do local, já em clima de campanha.

 

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