Opinião | Eduardo Braga se auto intitula a “esperança para o Amazonas”

Opinião | Eduardo Braga se auto intitula a “esperança para o Amazonas”

Opinião | Eduardo Braga se auto intitula a “esperança para o Amazonas”

Senador promove campanha eleitoral antecipada em Silves

Advogados ouvidos pelo Direto ao Ponto divergem sobre possível crime eleitoral

Jovem Pan diz que Arthur Neto é responsável pelo Brasil não ter virado uma Venezuela

Braga o “ungido”

O senador Eduardo Braga (MDB) é conhecido por sua vaidade. Gosta de falar bonito e de se vangloriar por seus feitos. Mas neste final de semana conseguiu elevar ainda mais o nível no quesito autoestima.

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Em visita ao município de Silves, afirmou que é a única esperança para um Amazonas melhor.

“A esperança de dias melhores está chegando e essa esperança tem nome e sobrenome: é Eduardo Braga”.

A fala ao estilo messiânico, no entanto, se encaixa em uma espécie de propaganda eleitoral antecipada disfarçada, já que o senador não esconde de ninguém que será candidato a governador do Amazonas nas eleições de 2022.

“Crime eleitoral”

O Direto ao Ponto ouviu especialistas que divergiram sobre o assunto. Mesmo que o senador não tenha feito pedido explícito de votos, dois juristas disseram que o pronunciamento pode ser configurado como crime eleitoral e o Ministério Público Eleitoral deve oferecer denúncia contra o parlamentar.

“Dentro da legalidade”

O advogado, especialista em direito eleitoral, Christian Antony, do escritório Almeida & Barretto, afirma que não há configuração de crime e lembra que a legislação retirou do âmbito de caracterização de propaganda antecipada a menção à pretensa candidatura.

“Não houve violação ao Art. 36-A da Lei nº 9.504/97, especialmente pelo fato de estar ausente o pedido explícito de voto, requisito exigido pelo TSE e que deve ser analisado caso a caso. Inclusive também não foi verificada a utilização de nenhuma das palavras mágicas ‘apoie’, ‘eleja’ ou ‘vamos eleger’, que são consideradas como propaganda pelo TSE”.

Estratégia por Manaus

No mesmo discurso, Eduardo Braga – que estava ao lado do deputado federal Silas Câmara (Republicanos) – pediu aos apoiadores para criarem uma rede de contato e alavancarem seu nome junto a familiares e amigos que residem em Manaus.

“Nossos adversários falam que nós não somos capazes de mobilizar a cidade de Manaus. Como é que nós não somos capazes? Qual é o pai, qual é a mãe que não quer o melhor para si e para os seus? Passa um Whatsapp para os teus amigos e parentes em Manaus e diz que a esperança de dias melhores está chegando e essa esperança tem nome e sobrenome: é Eduardo Braga”, conclamou.

Brigas na Justiça

Braga, inclusive, está em meio a brigas judiciais. Teve negado o pedido para retirar de circulação outdoors espalhados por Manaus que o culpam pelo aumento na energia elétrica, por ter votado a favor da privatização da Eletrobras. Mas obteve vitória no processo onde obteve o direito à pensão por ser ex-governador no valor de R$ 34 mil.

Esse direito pode até ser legal, mas é no mínimo imoral, visto que Eduardo Braga é um dos homens mais ricos do Congresso Nacional e do Norte do País.

Arthur reconhecido

Nesta semana, o jornalista José Maria Trindade, da rádio Jovem Pan, revelou uma história intrigante de bastidor envolvendo o ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB).

O ano era 2007, e o tucano na condição de principal opositor do presidente Lula no parlamento, capitaneou a articulação que derrubou no Senado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prorrogava a CPMF.

O que pouca gente sabe é que a votação da CPMF foi um teste do governo petista para saber se teria maioria no Senado para aprovar outra PEC que daria direito a Lula ter o terceiro mandato consecutivo.

Venezuela, não

Como tinha maioria na Câmara, Lula quis testar sua “moral” no Senado e esbarrou na eloquente oratória do senador amazonense.

“Eu considero que o Arthur Virgílio impediu que o Lula tivesse um terceiro ou quarto mandato. A votação da CPMF foi um teste no Senado onde se o Governo tivesse a maioria para a aprovar essa PEC, entraria com outra emenda para possibilitar uma nova candidatura de Lula”, revelou o jornalista.

Logo, não é errado dizer que Arthur impediu que o Brasil se tornasse uma Venezuela. Ou há dúvidas que se Lula se perpetuasse no poder isso aconteceria?

 

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