Opinião | Federações partidárias mexem com articulações para 2022

Opinião | Federações partidárias mexem com articulações para 2022

Opinião | Federações partidárias mexem com articulações para 2022

STF pode liberar “showmício” e permitir a presença ativa de artistas nas eleições

Quarentena eleitoral que acaba com privilégios de juízes não vai valer para as próximas eleições

Fusão de PSL e DEM confirmada: Novo partido União Brasil confirma Amazonino como pré-candidato ao Governo do Amazonas

Vereador Amom e ex-deputado Humberto Michiles se filiam ao União Brasil

Lula é o melhor para combater corrupção, diz pesquisa (não é piada)

Mudanças eleitorais

As eleições de 2022 terão uma novidade na disputa. Pela primeira vez o pleito brasileiro contará com a possibilidade das federações partidárias.

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O mecanismo permite que os partidos se unam na disputa eleitoral de forma similar como ocorria com as coligações partidárias, somando tempo de TV e se unindo na hora do cálculo do quociente eleitoral.

A diferença é que agora a união não poderá ficar apenas limitada à campanha durante as eleições, como ocorre com as coligações. Os partidos que se unirem em uma federação deverão permanecer atuando em conjunto por pelo menos quatro anos.

Âmbito regional

Outra diferença para as coligações é que na federação a aliança é total, ou seja, os mesmos partidos deverão ser parceiros nas disputas nacionais (Congresso e Presidência) e também nas regionais (Governo estadual, Prefeitura, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais).

Partidos que eram coligados em um determinado estado eram adversários em outros, isso não será mais permitido no caso da federação.

Exemplo

Uma das possibilidades de federação para os próximos quatro anos prevê a união entre PV, Rede e Cidadania, embora as legendas não confirmem oficialmente as negociações.

No Amazonas, por exemplo, o PV, do presidente da Aleam, Roberto Cidade, e a Rede, do ex-deputado Luiz Castro, tendem a caminhar com o governador Wilson Lima (PSC). Já o Cidadania de Jesus Alves tem mais proximidade com o senador Eduardo Braga (MDB).

Com a confirmação da união dos partidos na federação partidária, os três partidos só poderão apoiar um candidato ao Governo do Amazonas em 2022. Pelo menos oficialmente, com o tempo de televisão e fundo partidário.

Exemplo II

Outro campo da esquerda que deve se unir nacionalmente com reflexos regionais é o PSB, PCdoB e PSOL.

No Amazonas, por exemplo, o PSB de Serafim Correa é ligado ao prefeito David Almeida (Avante) que pode apoiar a candidatura de Wilson Lima. E o PCdoB, da ex-senadora Vanessa Grazziotin e PSOL, do ex-candidato a prefeito Marcelo Amil, tendem a apoiar a candidatura de Braga. Os três partidos também só poderão apoiar uma candidatura.

Problema

Um dos principais problemas e dilemas que os políticos com e sem mandato enfrentarão no âmbito regional é que a federação só poderá ser constituída durante o período de realização das convenções partidárias, que deve ocorrer no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano eleitoral, conforme disposto na Lei das Eleições.

O problema é que os deputados precisarão decidir sobre a migração e definição de partido na janela partidária, seis meses antes das eleições gerais.

Como a federação partidária é sempre definida pela executiva nacional, com reflexo em todas as eleições estaduais, vai ter muita gente sem dormir até agosto. Por isso a importância de estar por dentro do contexto nacional para definir um bom partido, essa escolha vai ser determinante para definir quem será eleito ou não.

Showmicio

O Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar nos próximos dias uma ação que pode liberar a realização de showmícios nas eleições de 2022.

A análise do tema é muito aguardada por partidos e pode ampliar a participação de artistas na disputa eleitoral do próximo ano.

Na visão de dirigentes partidários, embora a classe artística no geral tenha mais proximidade com a esquerda, a liberação desses eventos também pode beneficiar o presidente Jair Bolsonaro, que é apoiado por alguns dos mais famosos cantores sertanejos do País.

Código Eleitoral

A expectativa de mudanças estruturais na legislação eleitoral e partidária já para o pleito de 2022 não se confirmou. O Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 112/2021, que reúne toda a legislação eleitoral e partidária num código eleitoral, com mais de 900 artigos, não foi aprovado no Senado.

Quarentena eleitoral

Passado o prazo para valer nestas eleições a expectativa é que inicie a discussão no Senado da emenda que estabelece quarentena de quatro anos para juízes, membros do Ministério Público, policiais federais, rodoviários federais, policiais civis, guardas municipais, militares e policiais militares.

Essa turma ganhou uma sobrevida para disputar as eleições do ano que vem, mas a discussão segue no Congresso Nacional.

União Brasil

O novo partido a ser criado pela fusão entre DEM e PSL se chamará União Brasil e adotará o número 44 nas urnas eletrônicas.

Luciano Bivar, líder do PSL, será o presidente do União Brasil.

ACM Neto, que presidia o DEM, será o secretário-geral da sigla.

Candidatura à Presidência

A fusão irá formar o maior partido do país, ao menos em números na bancada da Câmara e valores do fundo partidário: 81 deputados federais, sete senadores, três governadores e R$ 160 milhões de fundo.

O presidente nacional do DEM, ACM Neto, afirmou que a fusão tem como prioridade “lançar um candidato à Presidência da República” e ao menos 12 candidaturas a governo de estados.

Amazonino no comando

O ex-governador Amazonino Mendes, pré-candidato ao governo do Amazonas, assinou uma carta de intenção de filiação ao novo partido, disse que pretende instalar diretórios municipais em todos os 62 municípios amazonenses e que a expectativa do União Brasil no Amazonas é eleger três deputados federais, uma grande bancada de deputados estaduais, além de senador e governador.

No evento, também assinaram a carta de intenção de filiação o vereador Amom Mandel e o ex-deputado federal Humberto Michiles.

Delegado Pablo e Pauderney

No Amazonas, o PSL é comandado pelo deputado federal Delegado Pablo e o DEM pelo ex-deputado e secretário municipal de Educação Pauderney Avelino.

Com a nossa configuração partidária e o possível comando do novo partido passando para as mãos de Amazonino Mendes, não se sabe se eles continuam ou não no União Brasil.

Hoje Pablo é mais ligado ao senador Eduardo Braga e Pauderney ao prefeito de Manaus, David Almeida.

Combate à corrupção

Segundo a pesquisa Quaest/Genial divulgada nesta terça-feira (5), o ex-presidente Lula é o favorito dos brasileiros para combater a corrupção. Não é piada.

Entre os cotados como candidatos para 2022, o petista é o melhor no quesito para 28% dos entrevistados.

O segundo colocado é Jair Bolsonaro, com 24%.

Sergio Moro vem em terceiro com apenas 14%.

Sério…. A NASA tem que estudar o brasileiro!!!

 

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