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Opinião | Eleições nos EUA: o que está em jogo e como elas afetam Trump e Biden

Opinião | Eleições nos EUA: o que está em jogo e como elas afetam Trump e Biden

Trump pede “onda gigante republicana” nas eleições

Biden aposta no discurso de ‘defesa da democracia’

PL deve oficializar oposição ao PT nesta terça-feira

Jair Bolsonaro ganhará status de articulador da sigla

Foco da legenda são as principais prefeituras do País em 2024

Em Manaus, Menezes, Capitão Alberto Neto e David Almeida disputam indicação

Felipe Souza e Rozenha declaram apoio à reeleição de Roberto Cidade à presidência da Assembleia Legislativa

Ministério da Defesa entregará relatório sobre urnas eletrônicas na próxima quarta-feira

Notícia potencializou manifestação em frente ao CMA

“Pré-jogo”

Embora oficialmente seus nomes não estejam nas cédulas de votação, a eleição para o Congresso dos Estados Unidos nesta terça-feira (8), colocará novamente Joe Biden e Donald Trump no centro das atenções.

Será como um “pré-jogo” das eleições presidências de 2024, já que servirá para demonstrar a influência do atual e do ex-presidente norte-americano sobre o eleitorado e, também, para indicar o futuro político deles.

Ao todo, serão definidos os ocupantes de 35 das 100 cadeiras do Senado e de todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes.

Biden

Para Biden, o resultado é uma espécie de referendo sobre sua gestão.

Uma negativa dos eleitores aos democratas na Câmara e no Senado tornará ele um líder debilitado, sem força política e refém do Congresso.

Trump

Para o ex-mandatário, as urnas serão um termômetro sobre o poder do trumpismo e da direita no Partido Republicano, e deverão levá-lo a lançar sua candidatura presidencial de 2024 assim que sair o resultado.

Se Trump, aos 76 anos, decidir mesmo concorrer, será difícil para qualquer correligionário enfrentá-lo nas primárias do partido.

A popularidade do ex-chefe da nação entre os republicanos está em torno de 64%.

Vantagem republicana

Mesmo comandando a presidência, tudo indica que o Partido Democrata perderá o controle da Câmara para os republicanos e corre sério risco de ficar em minoria no Senado.

Mas, mais do que ter um Congresso adversário que inviabilizaria sua agenda de governo, enfrentará os republicanos que assumirão as duas casas sob a liderança de Trump.

Estratégia equivocada

Segundo analistas, assim como acontece em partes no Brasil, Biden insiste na narrativa de que a democracia corre riscos e que essa pseudo-realidade está à frente dos problemas econômicos, como alta da inflação – que é maior que a do Brasil pela primeira vez na história – e subida da taxa de juros, e de sua impopularidade.

Muito parecido com o discurso lulista, Biden propaga que estas eleições são um teste democrático para o País.

Será que esse papo vai colar na terra do Tio Sam?

Cenário atual

Hoje, o Senado é dividido por democratas e republicanos, com a vice-presidente Kamala Harris dando o voto de minerva em casos de empate.

Na Câmara dos Representantes, os democratas ocupam 220 cadeiras e os republicanos, 212.

Oposição a Lula

Anunciada na semana passada, é muito provável que nesta terça-feira (8), o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, faça uma coletiva de imprensa para anunciar que a sigla fará oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A ideia é afastar rumores de que o partido já estaria em negociação com o PT.

Centrão

Um dos pilares do Centrão, o PL elegeu a maior bancada para a Câmara de Deputados, com 99 parlamentares, e para o Senado, com 14 integrantes.

Isso só foi possível após abrigar Jair Bolsonaro em novembro do ano passado para disputar a reeleição.

Bolsonaristas e centristas

Com o ingresso do presidente da República, a legenda atraiu aliados bolsonaristas puxadores de votos nos estados que contribuíram para o êxito do PL nas eleições.

A sigla, no entanto, permanece abrigando os deputados fisiológicos.

A estimativa da Executiva do próprio partido é que, dentre os 99 deputados eleitos, mais de 40 estarão dispostos a ajudar o futuro governo se forem atendidos com cargos e emendas.

Futuro

Derrotado na urnas e sem cargo público pela primeira vez em 34 anos a partir de janeiro de 2023, Bolsonaro foi convidado a ocupar um cargo na direção do PL.

Valdemar propôs a Bolsonaro ser presidente de honra da legenda. O cargo faz parte da Executiva Nacional, órgão que toma as principais decisões do partido.

Prefeituras

Ciente da força eleitoral do ainda presidente da República, o PL pretende usar Jair Bolsonaro como cabo eleitoral para candidatos às principais prefeituras do País.

Reduto mais fiel do bolsonarismo, o Rio de Janeiro desponta como uma das possibilidades. Além dos filhos Flávio e Carlos, o senador Romário também é integrante do PL e pode pintar como candidato.

Outros nomes

Além do Rio, nomes para concorrer em outras capitais começam a surgir, entre elas Manaus.

Por aqui, Bolsonaro tem Coronel Menezes (PL) e Capitão Alberto Neto (PL) como fiéis escudeiros, e recentemente fez as pazes e estreitou laços com o prefeito e candidato à reeleição em 2024, David Almeida (Avante).

David, inclusive, provavelmente deixará sua atual sigla para ingressar no PP, que por enquanto, ainda é da base aliada de Bolsonaro em Brasília.

São Paulo e BH

Em São Paulo, os nomes apontados são Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, mas não está descartada a possibilidade de outros players surgirem.

O fato é que o governador do Estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos) terá papel decisivo e fundamental na escolha.

Já em Belo Horizonte (MG), o jovem Nikolas Ferreira (PL) surge como possibilidade.

Voto antecipado

Após os deputados Sinésio Campos (PT) e Carlinhos Bessa (PV) anunciarem apoio à reeleição de Roberto Cidade (União Brasil) para a presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), ontem foi a vez de mais dois políticos referendarem o nome do atual mandatário do poder legislativa estadual.

O deputado Felipe Souza (Patriota) e o deputado eleito Rozenha (PMB) gravaram vídeos antecipando seus votos em Cidade no pleito que ocorrerá no dia 1º de fevereiro do ano que vem.

Ampla maioria

De acordo com fontes do Direto ao Ponto, Roberto Cidade já tem o apoio de 23 dos 24 deputados eleitos para a próxima legislatura.

E será reeleito sem dificuldades.

Reeleição permitida

Ao contrário do que acontece na Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde David Reis (Avante), terá que modificar a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Casa para permanecer mais dois anos no poder, na Aleam, como se iniciará uma nova legislatura, a lei permite a reeleição do atual presidente.

Data marcada

O Ministério da Defesa informou, por meio de nota no início da noite de ontem (7), que enviará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na próxima quarta-feira (9), o relatório do trabalho de fiscalização do sistema eletrônico de votação, realizado pela equipe de técnicos militares das Forças Armadas.

Manifestação

A informação deu um “gás” na manifestação realizada em frente ao Comando Militar da Amazônia (CMA), na zona Oeste de Manaus, e por volta das 21h, uma quantidade significativa de pessoas vestidas de verde e amarelo chegaram até o local.

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