Opinião | José Melo irá ao STF para garantir candidatura em 2022

Opinião | José Melo irá ao STF para garantir candidatura em 2022

Opinião | José Melo irá ao STF para garantir candidatura em 2022

Ex-governador trabalha para ser um dos deputados mais votados

Zé Ricardo cobra o impeachment de Bolsonaro de Marcelo Ramos

Ramos prometeu que pautaria impeachment de Bolsonaro caso assumisse o comando da Câmara

Aleam vive semana tensa com discussões quentes

Prenúncio da polarização: Fausto Jr e Sinésio trocam farpas

Felipe Souza chama líderes da oposição de “profetas do caos”

Tudo pela candidatura

O ex-governador do Amazonas, José Melo (Pros), vai apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir sua participação nas eleições de 2022, na qual pretende disputar o cargo de deputado estadual. A informação foi repassada pela assessoria de Melo ao Direto ao Ponto.

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No último dia 28 de setembro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, negou recurso da defesa de Melo contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) que condenou o ex-governador a oito anos de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico na campanha de 2014.

Cassação

Em 2019, o TRE-AM condenou, por maioria de votos, José Melo e Henrique Oliveira, ex-vice-governador, a inelegibilidade a partir da eleição de 2014. A dupla foi cassada em 2017 acusada de participar de um esquema de compra de votos.

Mais uma vez o ex-governador se prepara para enfrentar mais uma batalha jurídica na última instância da justiça brasileira.

Melo não tem boas recordações do Supremo, já que lá ele perdeu todas as ações que disputou e foi a casa que confirmou a cassação de seu mandato. Mas agora pode ser mais fácil, já que a disputa não é contra o senador Eduardo Braga.

Meta ousada

José Melo já está em franca campanha para assumir uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), inclusive, com equipe de comunicação montada para colocar seu nome em evidência.

Segundo comenta-se nos bastidores, o ex-governador quer ser um dos mais votados do pleito e tem o desejo de ser presidente do Parlamento Estadual a partir de 2023.

Cumpra a promessa

Há pouco mais de dois meses, no dia 3 de agosto, o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), insinuou que caso assumisse a presidência da Casa colocaria um dos mais de 120 pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro (sem partido) para apreciação no plenário.

Com a viagem de Arthur Lira (PP-AL) à Roma (ITA), Ramos assumiu o comando da Câmara. Agora o deputado José Ricardo (PT-AM) cobrou o cumprimento da promessa.

“Marcelo Ramos, agora como presidente da Câmara dos Deputados, poderia aceitar um dos mais de 120 pedidos de impeachment contra Bolsonaro. Acredito que, com seu conhecimento jurídico, confirmará que a maioria dos pedidos atendem requisitos constitucionais, que Arthur Lira não via”, escreveu o petista no Twitter.

Sem game

No entanto, para desespero da oposição, Marcelo Ramos não deve pautar o impeachment e atrair para si, desta forma, a ira dos bolsonaristas.

Em encontro com um grupo de agentes comunitários da saúde e de endemias, Ramos, sem citar o pedido de impeachment de Bolsonaro, indicou que não colocará em pauta, apesar de ter o poder para fazê-lo.

“Como presidente provisório da Câmara, não vou colocar em votação nenhum projeto que não tenha sido acordado anteriormente com o presidente Arthur Lira”, declarou.

Bolsonaro x Lula

Num prenúncio do que virá nas eleições presidenciais de 2022, polarizadas entre Jair Bolsonaro e Lula, os deputados estaduais Fausto Jr (MDB) – bolsonarista – e Sinésio Campos (PT) – lulista – trocaram farpas durante a sessão plenária na última quarta-feira (6).

Tudo começou quando Fausto pediu a retirada de um projeto de pauta, de interesse do deputado Sinésio Campos, para análise. O petista se irritou e como de costume, passou a vociferar na tribuna.

“Não tem medo de pegar porrada”

Fausto pediu respeito e retrucou: “Vossa Excelência tem que ter respeito pelos colegas. Você não tem autoridade para interromper os colegas, tenha respeito. Vossa Excelência não tem medo de pegar porrada, mas por motivos óbvios eu não iria para a porrada com você. Me respeite e respeite esse parlamento”, disse.

Sinésio, para quem não lembra, tem apenas 1,48 metros de altura e é chamado pelos colegas de “gigante da Zona Leste”, por ser morador do bairro do São José.

Selfie da paz

Passado o clima pesado, na sessão de ontem (7), Fausto e Sinésio posaram juntos para uma selfie devidamente registrada nas redes sociais do emedebista.

“Uma selfie para avisar que está tudo bem e que colegas de parlamento também discutem e se exaltam quando defendemos aquilo que acreditamos”, escreveu.

Profetas do caos

Para fechar a semana de alta tensão no parlamento estadual, na sessão de ontem (7), o líder do Governo, deputado Felipe Souza (Patriota) teve uma “treta” com os opositores Dermilson Chagas (Podemos) e Wilker Barreto (sem partido).

“O que tu tens de projeto, Wilker Barreto? Tu não tens nada, só faz gritar todos os dias. Temos que dar as boas notícias que o Governo tem feito e a população tem que ter conhecimento. Esta Casa não poder ser tocada pela desgraça dos ‘profetas do caos’”, alfinetou.

Felipe Souza fez a afirmação após Wilker e Dermilson questionarem as regras do concurso para Polícia Militar, especialmente o número de vagas para as mulheres e o funcionamento do hospital Delphina Aziz.

Narrativa contra o Governo

Na tentativa de vincular o governador Wilson Lima (PSC) a um comportamento discriminatório, Dermilson Chagas disse que o concurso público da PM só destina 10% das vagas para as mulheres.

Felipe interviu e corrigiu o parlamentar: “as mulheres podem preencher quantas vagas forem necessárias, não há limite de participação de mulheres, nem de vagas no concurso”, enfatizou o deputado.

Memória curta

Fechando a discussão, Felipe refrescou ainda a memória de Dermilson, falando sobre o voto e o parecer contrário dele ao Projeto de Lei, de sua autoria, que revoga a Lei que confere a ex-governadores do estado, o direito de utilizar os serviços de até dez servidores, sendo até sete militares e três civis, para segurança e apoio pessoal, após o termino do mandato.

 

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