Opinião | ‘Se o Eduardo Braga fosse um vírus, seria o Covid-19’, diz José Melo

Opinião | ‘Se o Eduardo Braga fosse um vírus, seria o Covid-19’, diz José Melo

Opinião | ‘Se o Eduardo Braga fosse um vírus, seria o Covid-19’, diz José Melo

Ex-governador concede primeira entrevista desde que foi cassado

Professor revela que planejou se suicidar e deixaria dossiê ‘entregando’ políticos

Melo confirma candidatura a deputado estadual e diz que trabalhará por nova matriz econômica

Eleição de Coari já tem até ameaça de morte

Bolsonaro deve se filiar ao PL na próxima semana

Briga entre presidente da República e Omar continua rendendo

Wilson Lima e David Almeida assinam convênios de R$ 155 milhões para recapeamento de ruas

Silêncio quebrado

Sem falar com a imprensa desde que teve seu mandato cassado em maio de 2017, o ex-governador José Melo (Pros) quebrou o silêncio e concedeu entrevista ontem (8), ao programa Manhã de Notícias, da Rede Tiradentes.

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Em um tom emotivo – chegou a chorar durante a entrevista – o professor, como é chamado pelos mais próximos, disse que foi perseguido pelo senador Eduardo Braga (MDB), que não o deixou governar e que impedia a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) de ajudar o Amazonas, comparando o emedebista ao coronavírus.

“Se o Braga fosse um vírus, ele seria o Covid-19”, disse.

Inocente

José Melo afirmou com todas as letras que nunca comprou votos – motivo de sua cassação – e jamais participou de esquema de desvio de dinheiro da saúde com o médico Mouhamad Moustafa, a quem afirmou nunca ter tido relação.

“A Nair Blair (acusada de comprar votos para Melo) nunca comprou votos, tanto que a Justiça devolveu o dinheiro dela e ela foi absolvida”, afirmou.

“(Mouhamad Moustafa) é uma pessoa que nunca dei uma só palavra, nunca recebi em meu gabinete e nunca dei um simples telefonema”, completou.

Vítima

O ex-governador também foi categórico ao afirmar que foi vítima de Eduardo Braga, que usou sua influência em Brasília para levá-lo à cassação e prisão.

“Eu me considero uma vítima de alguém que eu confiei, que o povo do Amazonas sempre confiou e espero que não confie mais daqui para frente. Ele não merece a minha confiança nem a do povo do Amazonas”, disse.

Deboche

O professor lembrou, também, que foi um soldado no Governo de Braga sendo, inclusive, apresentador do programa de rádio “Fala Governador”. Ele contou que o acordo entre eles era que o emedebista apoiaria sua candidatura em 2014, o que não se confirmou e acabou, na verdade, colocando ambos como opositores.

“Ele disse: Melo aquilo passou. Política é como o tempo. Um dia chove, outro faz sol. E vou ser candidato. E então eu disse: seremos adversários pela primeira vez. Com um sorriso maroto, ele disse: Tu achas que eu vou perder uma eleição para um professorzinho do interior? E respondi: enquanto tu dormes até as 11h, às 5h estou rezando e às 6h já estou trabalhando”, contou.

Suicídio

Ao lembrar que passou 133 dias preso e 1.140 dias com tornozeleira eletrônica, José Melo se emocionou e revelou que escreveu uma espécie de dossiê sobre os políticos locais para depois se suicidar.

“Desci para o escritório. Escrevi 110 laudas até as cinco da manhã. Hoje, sei que Deus existe e o diabo também. Naquelas 110 laudas estava toda a história da minha vida e de todos os políticos com quem eu convivi. Uma herança maldita para os meus filhos e para mim, do ponto de vista espiritual, pois eu iria para o inferno. Ia me matar”, contou.

Estrago

De acordo com Melo, no dia em que ia cometer o ato foi informado por sua esposa que a sobrinha recém-nascida teria que ficar hospedada na casa deles por algum tempo, pois a mãe da criança precisou ficar internada no hospital.

Melo disse que passou a se apegar à criança e que esqueceu da carta que havia deixado na gaveta.

Candidatura

Depois de 30 anos na política, tendo sido homem de confiança de Amazonino Mendes, Eduardo Braga e Omar Aziz, além de oito vezes secretário, deputado estadual, federal e governador, Melo diz que se sente com disposição de menino para voltar à disputa eleitoral.

Ele confirmou que será candidato a deputado estadual em 2022 para defender uma nova matriz econômica para o Amazonas e disse que fará o tema sua religião.

Perguntar não ofende: com tanto tempo de estrada, só agora que Melo percebeu a importância de uma nova matriz econômica além da Zona Franca de Manaus? Interessante, não?

Ameaça de morte

Mal começou e a eleição de Coari já teve até ameaça de morte, mostrando que nos próximos dias o clima beligerante vai prevalecer na Terra do Petróleo e do Gás.

O ex-prefeito Adail Filho afirmou em suas redes sociais que foi ameaçado de morte pelo radialista Ronaldo Tiradentes.
Adail é primo do candidato Keitton Pinheiro (PP) e Ronaldo é tio do outro postulante ao cargo, Robson Tiradentes (PSC).

A caminho do PL

O presidente Jair Bolsonaro se filiará ao Partido Liberal (PL) no próximo dia 17, quarta-feira. A decisão, segundo apurou a rádio Jovem Pan, foi comunicada a dirigentes estaduais da sigla ontem (8).

O mandatário da nação está sem partido desde que deixou o PSL em novembro de 2019. A filiação de Bolsonaro também era disputada pelo Progressistas (PP), partido comandado pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Silêncio

Ferrenho crítico do presidente, o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM) foi indagado pelo Direto ao Ponto sobre a filiação de Bolsonaro à sua sigla e disse que não falaria sobre o assunto.

Minutos depois, postou no Twitter que falará num momento oportuno: “Não falarei sobre a filiação de Bolsonaro. Todos sabem que não é uma situação cômoda pra mim e, no momento oportuno, irei me pronunciar”.

Treta sem fim

Por falar em Bolsonaro, ele e o senador Omar Aziz (PSD-AM), ao que parece, trocarão farpas eternamente. Depois de várias “tretas” durante a CPI da Covid, no final de semana o presidente chamou o parlamentar de “cara de capivara” e afirmou que a única coisa que o colegiado descobriu sobre ele é que é um motoqueiro.

Em resposta, Omar Aziz disse que Bolsonaro só “abre a boca para jogar fezes”.

R$ 155 milhões

Ontem (8) o governador do Amazonas, Wilson Lima, assinou três convênios com o prefeito de Manaus, David Almeida, para investimentos de R$ 155 milhões no recapeamento e asfaltamento de ruas de todas as zonas da capital e também em apoio à agricultura familiar.

Estes são os primeiros convênios do pacote de investimentos anunciado por Wilson Lima para Manaus, que soma R$ 580 milhões.

 

 

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