Opinião | Plínio Valério deve disputar o Governo do Amazonas em 2022

Opinião | Plínio Valério deve disputar o Governo do Amazonas em 2022

Opinião | Plínio Valério deve disputar o Governo do Amazonas em 2022

“Pra ganhar de Wilson, Amazonino e Braga, tem que ter voto em Manaus”, afirma senador

Senador pode ter apoio silencioso dos evangélicos

Senador afirma que declinaria de candidatura em apoio a David Almeida

“CPI da Covid criou expectativa que não vai corresponder”, assegura

Parlamentar faz elogios ao Governo Federal, mas critica atitudes de Bolsonaro

Plínio entra na disputa

Em entrevista exclusiva ao Direto ao Ponto, o senador Plínio Valério (PSDB) afirmou que são grandes as chances de ser candidato ao governo do Amazonas pelo PSDB em 2022. E que, em dezembro, irá bater o martelo após algumas definições pessoais e no tabuleiro político.

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“Em hipótese alguma podemos deixar Wilson Lima (PSC), Amazonino Mendes (sem partido) e Eduardo Braga (MDB) no comando do Amazonas. E pra ganhar deles tem que ter voto em Manaus”, afirmou o senador.

Recall

Plínio foi eleito senador em 2018 com uma votação bastante expressiva.

O tucano conquistou 834 mil votos no pleito, ficando bem à frente do segundo colocado, Eduardo Braga (MDB), impondo uma diferença de 227 mil votos.

“Em hipótese alguma podemos deixar Eduardo Braga retornar ao governo do Amazonas. E eu fui o cara que bati o Braga na última eleição com votação expressiva em Manaus.”

Matemática eleitoral

Na avaliação do tucano, num cenário de disputa contra Eduardo Braga (MDB), Amazonino Mendes (sem partido) e Wilson Lima (PSC), é fundamental ter votos na capital.

Levando em consideração a última eleição, Plínio acredita que consegue ter uma votação suficiente, impulsionada pela Capital, para o levar para o segundo turno. De 25% pra cima, dependendo do número de candidatos.

“Amazonino, Wilson e Eduardo tem uma rejeição muito alta e vão brigar no interior. Em Manaus eu tive 635 mil votos em 2018, então não vejo como não ter 300, 400 mil só na capital em 2022”, vislumbrou.

Apoio silencioso

Vale ressaltar que o senador poderá ter ainda o apoio de parte dos evangélicos do Estado, já que seu primeiro suplente no Senado é o ex-deputado estadual Carlos Alberto (Republicanos), que é pastor da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

A instituição, vale lembrar, tem bases políticas em quase todos os municípios do interior, além de dois vereadores em Manaus: João Carlos e Márcio Tavares, ambos do Republicanos.

Segundo turno

Plínio acredita que Amazonino será candidato e tem vaga garantida no segundo turno. E o nome que disputar contra ele ganhará a eleição e será o governador.

“Quem disputar contra o Amazonino no segundo turno ganha a eleição”, afirmou o senador.

Vale lembrar que Amazonino nunca teve menos que 30% no 1º turno nas seis eleições que disputou para governo do Amazonas.

Elogios ao prefeito

Ao ser indagado sobre a avaliação da gestão municipal, Plínio fez elogios ao prefeito David Almeida (Avante) e afirmou que declinaria de sua candidatura para apoiar o prefeito em uma possível candidatura em 2022.

“Se o David for candidato, eu apoio. Ele merece credibilidade, merece um voto de confiança. Ele assumiu a Prefeitura em meio ao turbilhão. Os outros candidatos lançados não vejo nenhum que possa resolver os problemas do Amazonas, porque lá já estiveram e não o fizeram”, disse Plínio, reiterando que David é o único nome, além dele, que teria força e voto em Manaus.

CPI sem rumo

Plínio comentou, ainda, sobre a CPI da Covid no Senado. Na avaliação dele, o colegiado se perdeu e não vai conseguir corresponder às expectativas.

“Já falaram de tudo, desde cloroquina até o motoboy que estão tentando pegar agora. Demorou muito e está cansando.”, avaliou.

Mandato

Plínio destacou que, no Senado, tem tido uma atuação em defesa da Amazônia, da BR-319 e da Zona Franca de Manaus. Falou também sobre a sua luta para instalação da CPI das ONGs e da Lava Toga.

Além disso, se posicionou a favor do impeachment de Alexandre de Moraes e destacou seu projeto que garantiu autonomia ao Banco Central.

Plínio também classificou como democrática as manifestações de 7 de setembro, elogiou a atuação do governo federal, apesar de não concordar com muitas atitudes de Bolsonaro.

 

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