Arrumando a casa

Arrumando a casa

O governador Amazonino Mendes repercutiu nas redes sociais um vídeo no qual ele comenta sobre as matérias veiculadas na imprensa que noticiaram uma obra milionária, em uma de suas casas, às margens do Lago Tarumã.

No vídeo o governador afirma que as obras são normais, foram registradas em cartório e que está sendo vítima de maledicência por parte da imprensa.

Só esqueceu de apresentar o contrato, dizer valores e os motivos pelos quais os trabalhadores que estavam executando as obras em sua residência estavam usando o uniforme de uma das empresas que prestam serviços para o Estado.

A história do Governador é bem parecida com aquela do sítio de Atibaia, onde a construtora responsável pelas obras mantinha contratos com a Petrobras.

Mas nesse caso, Lula jura de pés junto que não era dono do imóvel e a construtora jura que a obra não tem relação com os contratos firmados com o Governo Federal.

Efeito Trump

A expressão Fake News, usada por Amazonino para contestar o caso, tem sido usada constantemente por líderes mundiais, políticos, jornalistas e pessoas comuns.

Mas a onipresença do termo fake news talvez esteja começando a torná-lo sem sentido. Todo tipo de conteúdo – descontextualizado, manipulado, baseado em teorias da conspiração, incorreto ou que as pessoas apenas não gostam – passou a ser rotulado com a expressão.

Será que o governador vai adotar essa linha e comprar briga com a imprensa? Nas entrelinhas ele já deu o recado: Vai tomar medidas jurídicas contra todos.

Segue o plano

O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto também foi alvo de fake news segundo o Secretário de Comunicação, Eric Gamboa.

Segundo informações que circularam na internet Arthur teria desistido da pré-candidatura à presidência da República.

O secretário foi direto ao ponto: “ O prefeito não fez nenhuma declaração neste sentido”.

A luta contra Geraldo Alckmin pela indicação do PSDB ao Planalto continua.

Maus Caminhos

O Amazonas Atual noticiou que a médica Jusimara Maia da Silva, suposta amante do ex-secretário de Administração do Amazonas Evandro Melo, irmão do ex-governador José Melo, ambos presos pela Operação Custo Político, disse à Polícia Federal que esses contratos superfaturados vigoram “desde a época do senador Omar Aziz”.

O parlamentar foi governador do Estado de março de 2010 a abril de 2014.

O Portal ainda afirma que é a segunda vez que o senador é citado no caso.

Em novembro de 2017, um mês antes da Operação Custo Político, a enfermeira Jennifer Nayara afirmou, à juíza federal Ana Paula Serizawa, saber de pagamentos de propinas ao político.

Por ter foro privilegiado, todas as informações relacionados ao ex-governador são enviadas ao STF (Supremo Tribunal Federal), em inquérito que corre em segredo de Justiça.

Câmara se cala

Nenhum dos vereadores se pronunciou sobre o caso, no qual o vereador Álvaro Campelo, se envolveu no último final de semana quando foi parado em blitz da Polícia Militar e ligou para o comandante-geral da corporação para tirar satisfação após ser multado por descumprimento do artigo 167 do Código de Trânsito Brasileiro.

Nem mesmo o próprio vereador subiu à tribuna para se defender. O parlamentar que preside a Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus (Comdec), acusou o PM que o autuou de abuso de autoridade e tentativa de extorsão.

Policiais e pessoas que presenciaram o caso afirmaram que as coisas não foram bem desse jeito que o vereador afirmou.

Dentre os parlamentares com os quais o Direto ao Ponto conversou sobre o ocorrido, um chamou a atenção sobre como deveria ter sido a conduta de Álvaro.

“Boa noite. Me desculpe se eu infringi a lei. Assinar a multa e entrar em contato com o comandante-geral, coronel David Brandão, parabenizando o trabalho da Polícia Militar”, sugeriu o deputado estadual, que prefere não se identificar.

Falta de quórum

As eleições nem começaram e a falta de quórum na Câmara Municipal de Manaus já prejudica o andamento dos projetos.

Na semana passada sem o número mínimo de parlamentares, a sessão foi suspensa sem a pauta do dia ser analisada, prejudicando a população que conta com os vereadores para dar encaminhamento às questões que dizem respeito à Capital.

O presidente da Câmara, Wilker Barreto (PHS) afirmou que vai tomar medidas para punir os vereadores faltosos, em especial os que serão candidatos.

Na opinião do vereador Hiram Nicolau (PSD), “cada parlamentar é responsável pelo seu mandato. Mas a falta de quórum acaba prejudicando o trabalho dos colegas, os projetos e encaminhamentos em prol da população de Manaus”.

Reforma da Previdência

O governo federal admitiu, nesta segunda-feira (19), que o projeto de reforma da Previdência, não vai ser votado no Congresso em 2018.

A decisão foi logo depois da reunião com os conselhos da República e da Defesa Nacional, órgãos consultivos que o presidente Michel Temer tinha que consultar a respeito da intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro.

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