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Opinião | A prática do discurso começa agora

O day after do governador Wilson Lima (PSC) inicia nesta terça-feira, 2 de janeiro, e deve ser mais duro que as festas que permearam a posse dos eleitos.

Agora, o governador vai ter que sair do discurso e concretizar suas promessas de campanha e fazer valer a confiança que mais de 1 milhão de eleitores lhe depositaram nas urnas.

Herança

E uma das primeiras ações será administrar a crise que a falta de pagamento dos fornecedores, herdadas de gestões passadas, deverá causar nesse primeiro mês de governo, em pastas substanciais, como a saúde, educação, segurança pública e fazenda.

O choque com a realidade, Wilson deverá ter já nessa manhã, quando empossar os secretários estaduais, divulgar o relatório da comissão de transição de mais de 800 páginas e tomar ciência do quê, de fato, lhe espera, com o total acesso aos dados do governo.

“Daqui a gente não retrocede mais. Vamos avançar.”

Em seu discurso de posse, no primeiro dia de 2019, ele se colocou como principal instrumento para promover mudanças no Amazonas e citou a Constituição Federal para embasar sua ascensão ao governo do Estado: “Todo poder emana do povo que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos dessa Constituição”.

Wilson quer ser essa personificação do que diz a Carta Magna, principalmente por ter originado do povo, de conhecer a realidade e as mazelas que assolam o cidadão brasileiro e, portanto, ter a experiência do outro lado.

Quebrando a tradição

E, talvez para impactar seus ouvintes, afirmou que não colocará em prática a tradição de os órgãos públicos terem a foto oficial do governador afixadas nas paredes como manda o protocolo e sim de homens e mulheres que ajudam com seu esforço a construir um estado melhor.

Segundo a Secretária de Comunicação do Amazonas, Daniela Assayag, quando o governador se referiu às pessoas que ajudam e ajudaram a construir o Amazonas refere-se ao cidadão comum, anônimo, que exerce ou exerceu as mais variadas atividades profissionais e as crianças, o futuro.

Se é uma medida de momento ou de governo, não se sabe. Nem qual impacto terá para a posteridade da história dos governantes do Estado do Amazonas. Mas, talvez possa lhe custar um alto preço em sua tenra trajetória política.

Três pilares

Como bom comunicador, Wilson sabe usar das palavras e afirmou que vai reformular a gestão pública em três pilares: gestão eficiente, desenvolvimento empreender e, sustentabilidade, além de encabeçar uma reforma administrativa, modernizar a economia e potencializar o desempenho do Polo Industrial de Manaus.

Ele revelou que “governar o Estado do Amazonas é o maior desafio da minha vida”.

Carlos Almeida e Luiz Castro em alta

Em seu discurso o governador teceu grandes elogios e reconheceu a importância do seu grande companheiro de caminhada, o vice-governador e futuro secretário de Saúde, Carlos Almeida (PRTB) e do deputado estadual e futuro secretário de Educação, Luiz Castro (REDE), na vitoriosa eleição.

Esses que são duas apostas de Wilson para a prefeitura de Manaus em 2020.

Expectativa vs Realidade

Anfitrião da posse, o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado David Almeida (PSB) – que perdeu a vaga no segundo turno do pleito para Wilson – afirmou que o momento de expectativas chegou ao fim. Agora é hora de enfrentar a realidade e os problemas que o Amazonas enfrenta. E que não são poucos, diga-se de passagem.

David declarou que a partir de agora Wilson será o “seu governador” e que torce por uma boa gestão.

Amazonino deseja boa sorte a Wilson Lima

O ex-governador Amazonino Mendes desejou boa sorte e felicidades ao governador recém-empossado Wilson Lima, ao entregar a faixa de chefe do Executivo, em solenidade de transmissão de cargo realizada no Palácio Rio Negro.

“Que Deus te guie. Faça um grande governo”, disse Amazonino.

Desprestígio

Os senadores Eduardo Braga (MDB), Omar Aziz (PSD) e Vanessa Grazziotin (PCdoB) não compareceram à cerimônia de posse. Assim como os deputados federais Alfredo Nascimento (PR), Átila Lins (PP), Conceição Sampaio (PSDB), Eron Bezerra (PCdoB), Felipe Souza (PHS), Hissa Abrahão (PDT), Pauderney Avelino (DEM) e Silas Câmara.

Desses, 08 não irão fazer mais parte da nova legislatura federal que se inicia no dia 1 de fevereiro porque não conseguiram se eleger.

Entre os futuros eleitos da bancada federal estavam presentes os deputados federais eleitos Marcelo Ramos (PR), José Ricardo (PT), Capitão Alberto Neto (PRB) e o senador Plínio Valério (PSDB).

Entre os que vão permanecer e os novos eleitos, essa sem dúvida tem tudo para ser uma das bancadas federais mais independentes da história do Amazonas.

Dever cumprido

Perguntado sobre a gestão à frente da Secretaria da Região Metropolitana de Manaus (SRMM), Marcos Rotta (Sem Partido) disse ter feito a escolha certa e que optou por algo muito maior que qualquer questão política chamada Manaus.

Rotta ainda se disse honrado em servir ao governo ao lado do Amazonino.

“Ele me deu uma oportunidade única, que sinceramente não teria na prefeitura de Manaus. Em 4 meses pude colocar 200 km de asfalto de qualidade na capital. Foi algo inédito e histórico. Estou muito feliz, satisfeito com o trabalho que desenvolvemos.”

Rotta volta e não aceita ser escanteado

Sobre o retorno às atividades como vice-prefeito e a possível “mudança surpresa” de endereço de seu gabinete promovida pelo prefeito Arthur Virgílio, Rotta foi direto ao ponto: “Retomo minhas atividades como vice-prefeito nesta terça-feira (02). E estarei pela manhã, na sede da prefeitura ocupando minha minúscula sala. Mas a qual me elegi para ocupá-la.”

Essa novela do Arthur com os vices é antiga. Mas dessa vez tem data para terminar e sem direito a reprise.

 

 

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