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Opinião | Bolsonaro recebe governadores eleitos

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, defendeu nesta quarta-feira (14), em encontro com governadores eleitos em Brasília, a aprovação de medidas “um pouco amargas” no Congresso.

Em um discurso no fim do evento, Bolsonaro disse que a União e os estados vivem momento de dificuldade e que a equipe econômica de seu governo está concluindo propostas de reformas que devem ser apresentadas ao Congresso. Ele não citou especificamente sobre quais reformas se referia.

Wilson Lima cobra apoio de Bolsonaro

Durante o encontro o governador eleito do Amazonas disse que segundo estimativas das policias civil, militar e federal passam pelo Amazonas cerca de 100 toneladas de drogas por ano, que entram pelas nossas fronteiras e seguem para outros estados.

“É injusto que o Estado do Amazonas tenha de arcar sozinho com este ônus da proteção das fronteiras.”

Lima também se mostrou preocupado com algumas propostas que ferem de morte a Zona Franca de Manaus, cujo modelo foi criado para proteger uma região estratégica para o Brasil e para o mundo.

E cobrou apoio do governo federal para reduzir a desigualdade entre os Estados, como a retirada dos entraves para a pavimentação da BR-319 e o descontigenciamento dos recursos oriundos da Lei Kandir, que não foram repassados pela União aos estados.

Missão dada, missão cumprida

Assim como foi combinado, foi votado.

Os deputados estaduais do Amazonas aprovaram por unanimidade o Projeto de Lei do governo do Estado que autoriza o governador Amazonino Mendes a remanejar recursos para pagar os servidores e cooperativados da área da Saúde.

Cláusulas

Os parlamentares foram generosos de um lado, mas apertaram do outro. Primeiro que ampliaram o total dos recursos a serem arrecadados. Amazonino queria destinar 50% dos recursos para a Saúde, mas os deputados aumentaram para 80%, colocando a exigência de que esse total seja aplicado “apenas na saúde”.

Os outros 20% Amazonino ganhou para aplicar em uma rubrica vaga: “administração, infraestrutura básica, econômica e social”.

Babita

No final de dezembro, Amazonino espera ter arrecadado R$ 150 milhões com os dois fundos. A Saúde vai ficar com R$ 122 milhões.

Mas as cooperativas já avisaram: isso só paga uma parte do débito.

Os médicos das cooperativas estão pensando seriamente em manter a paralisação marcada para o dia 21 deste mês.

O que não faz sentido, pois na gestão de Amazonino a dívida herdada da saúde que era R$ 575 milhões, sendo R$ 311 milhões somente com as empresas médicas, está sendo amortizada significativamente.

Efeito dominó

Vai sobrar lá na frente para o governador eleito Wilson Lima, que assume dia 1 de janeiro de 2019.

É ele quem vai ter que administrar esse rombo deixado, não por culpa de Amazonino que diminuiu a dívida, mas por conta de maus caminhos percorridos por gestões passadas que não fizeram o dever de casa.

É preciso ser duro e controlar os cooperativados para a população não padecer com ameaças de poucos empresários que se julgam donos da saúde no Amazonas.

Na corrida

O deputado Dermilson Chagas insiste que é candidato à presidência da Aleam, mesmo que o cabeça da chapa, Amazonino Mendes, não tenha sido reeleito.

Enquanto o governador eleito Wilson Lima não tem um “ungido”, Dermilson trafega entre calouros e veteranos, já fazendo promessas de campanha.

Quer criar uma nova comissão técnica no Poder Legislativo, mas com integrantes da sociedade civil organizada, para dar sugestões de desenvolvimento ao Estado, em diversas áreas da economia.

Boataria

Na rádio boca-a-boca da Aleam, chamada de Rádio Cipó, o ex-presidente e deputado reeleito Josué Neto já teria sido retirado da disputa, mediante oferecimento de uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), onde já se encontra seu pai, Josué Filho.

Dessa maneira, o caminho fica aberto para Belarmino Lins, já que Serafim Corrêa tem visto a presidência ir se afastando aos poucos do seu horizonte.

O PSL que ameaça Bolsonaro

Caciques do PSL estão descontentes com Jair Bolsonaro, porque acham que o DEM está sendo muito mimado. E já ameaçam atrapalhar o governo.

A insatisfação também parte de outros partidos e governadores eleitos.

 

 

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