Opinião | Bolsonaro vai trocar superintendente da Zona Franca de Manaus

Opinião | Bolsonaro vai trocar superintendente da Zona Franca de Manaus

Opinião | Bolsonaro vai trocar superintendente da Zona Franca de Manaus

O presidente Bolsonaro decidiu trocar o comando da Superintendência da Zona Franca de Manaus, autarquia vinculada ao Ministério da Economia.

Atual superintendente do órgão, o coronel Alfredo Menezes será substituído pelo general Algacir Polsin, atual chefe do Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar da Amazônia. Um nome considerado técnico.

Continua no governo

Menezes deverá assumir a Secretaria Nacional da Amazônia, criada em 2019, pelo Ministério do Meio Ambiente.

O órgão tem atribuições em áreas como bioeconomia, combate ao desmatamento ilegal, regularização fundiária, pagamento por serviços ambientais, entre outros.

As trocas devem ser publicadas nos próximos dias no Diário Oficial da União.

Dedo do centrão

Ao que tudo indica, a queda de Menezes da Suframa tem a articulação de parlamentares da bancada federal do Amazonas do Centrão.

As mudanças no segundo e terceiro escalão do governo federal acontecem por todo o Brasil, com o intuído de ampliar a base governista no Congresso Nacional.

Moeda de troca

Historicamente, a Suframa sempre foi usada como moeda de troca entre o governo federal e grupos políticos do Amazonas.

Até então, o coronel era um ponto fora da curva. E se orgulhava publicamente disso.

‘Soldado do presidente’

Em recente entrevista ao Direto ao Ponto, no dia 7 de maio, já balançando no cargo, Menezes disse que essa é prerrogativa do presidente da República. Que não tem ego e nem vaidade pelo cargo. E que caso fosse necessário sua saída, não teria problema com isso, pois é um soldado do presidente e da equipe econômica. E acrescentou:

“Nós militares temos disciplina intelectual, por mais que não concordamos, aceitamos” em respeito à hierarquia.

Relação desgastada

A relação de Menezes com grande parte bancada federal do Amazonas nunca foi boa.

Em sua primeira reunião com os parlamentares, em março de 2019, pouco tempo após assumir o cargo, Menezes foi enquadrado pelo líder da bancada, senador Omar Aziz.

“Esqueça que você é coronel. Aqui, você é superintendente da Zona Franca”, disse o senador.

Sem relações

Em janeiro deste ano, na crise do IPI, o senador Omar Aziz disse em entrevista ao Direto ao Ponto que foi a primeira vez que a Suframa não tinha um técnico que conhecesse o funcionamento e a tributação da ZFM.

Que não tinha relação nenhuma com o superintendente e que ele não fez nada de concreto pelo Amazonas, além de viajar e bater selfies.

Silêncio

Menezes ainda não se manifestou oficialmente. Ontem não atendeu e nem retornou as mensagens da imprensa.

Mais cedo, em suas redes sociais publicou um vídeo sobre a importância da valorização das empresas amazonenses com o texto:

“Vamos abraçar essa ideia e prestigiar a nossa indústria! Juntos vamos virar a chave e recolocar o Brasil na rota do crescimento e desenvolvimento econômico!! Selva!”

Futuro político

Politicamente Menezes está enfraquecido. Sem Suframa, sem partido, sem o Aliança pelo Brasil, vai ter que ter resiliência e se reinventar. Sua curta passagem pela Suframa não deixou marcas visíveis e palpáveis, e tampouco criou laços, com políticos e com eleitores.

Além disso, seu padrinho político já não é mais o mesmo. Na política é assim, amizades que vem e vão.

O saudoso Magalhães Pinto, já ensinava lá atrás que “política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Você olha de novo e ela já mudou”.

 

 

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