Opinião | Bolsonaro, Wilson, Omar, Operação Sangria e seus recados nas entrelinhas

Opinião | Bolsonaro, Wilson, Omar, Operação Sangria e seus recados nas entrelinhas

Opinião | Bolsonaro, Wilson, Omar, Operação Sangria e seus recados nas entrelinhas

Governo Federal se mexe para investigar estados e municípios enquanto desidrata na CPI

Governador sai de aliado a alvo de Jair Bolsonaro por birra

Wilson Lima alfineta Eduardo Braga: “É investigado pelo Lava Jato e quer me atacar”

Família Lins mais uma vez é destaque nacional negativamente e alvo de memes

Recados dados

A política não é para amadores e muda da água para o vinho na velocidade da luz.

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A quarta fase da Operação Sangria realizada pela Polícia Federal na última quarta-feira (2) – que cumpriu 19 mandados de busca e apreensão e seis de prisão temporária nas cidades de Manaus e Porto Alegre (RS) – pegou muita gente de surpresa, mas deixou alguns recados nas entrelinhas.

Interferência

O principal deles reforça a tese de interferência do Palácio do Planalto para forçar a CPI da Covid a investigar estados e municípios. Isso ficou ainda mais claro com antecipação do julgamento do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), pelo ministro do STJ e relator do caso, Francisco Falcão.

Falcão, acena para o presidente e sonha com a próxima vaga no Supremo Tribunal federal (STF).

Críticas dos colegas

Na avaliação de outros ministros do STJ, como Luis Felipe Salomão e João Otávio Noronha, houve um “show de atropelo, açodamento e imprudência”, na conduta do relator, que não seguiu o rito processual e marcou para a última quarta-feira (2), o recebimento da denúncia feita pela PGR.

A estranheza com a velocidade da marcação do julgamento foi tanta, que o mesmo retirou de pauta o processo e remarcou para o próximo dia 28 de junho.

Amizade? Na política, não

Até ontem, Wilson Lima era o queridinho do Palácio do Planalto, chegando ser classificado por Bolsonaro como o melhor governador do Brasil. Fez agenda com Wilson mês passado, inaugurou obras e ganhou o título de cidadão do Amazonas, com uma forcinha do governador.

Mas político tem memória curta e muda como nuvem…

Pagou o pato

Nos bastidores comenta-se que a devassa no Governo do Amazonas foi uma vingança de Bolsonaro contra o senador Omar Aziz (PSD), presidente da CPI da Covid, que busca a reeleição em 2022 e espera contar com a máquina estadual para atingir esse objetivo.

Ao que parece, Wilson pagou o pato dessa queda de braço.

Ontem (3) em live, o presidente Bolsonaro chegou a chamar Omar Aziz de “PhD em desvio de recursos no Amazonas.”

Tranquilo

Nas redes sociais o governador se defendeu e disse ser “o maior interessado em que os fatos sejam esclarecidos”.

“Não há nenhuma prova contra mim de que pratiquei qualquer ato de ilegalidade ou que me beneficiei de alguma forma de recursos públicos”, afirmou.

Indireta

Ontem em live, o governador disse, sem citar nome, que existe um senador do Amazonas “(Edurado Braga)”, investigado pela Lava Jato, que não deu uma contribuição para salvar vidas no Amazonas, que quer ataca-lo na CPI e antecipar o processo eleitoral de 2022.

Na próxima terça-feira (10), Wilson irá depor à CPI do Senado.

Demissão à vista

Fontes do Direto ao Ponto dão como certa a exoneração do secretário de Saúde, Marcellus Campêlo, nos próximos dias.

Marcellus é o terceiro de Saúde preso durante a pandemia.

Música no Fantástico

A família Lins já pode pedir música no Fantástico. Em menos de seis meses, o terceiro membro da abastada família amazonense virou destaque no noticiário nacional.

Primeiro as gêmeas Gabrielle e Isabelle Lins, ficaram famosas por furarem a fila da vacinação contra o Covid-19.

Agora, o pai delas, Nilton Lins Jr, recebeu a tiros a Polícia Federal em sua casa, durante a operação Sangria.

Ele está entre os presos na operação e teve vários carros de luxo apreendidos pela PF. O vídeo da chegada dos veículos à sede da PF viralizou e os internautas brincaram dizendo que se tratava de uma gravação do filme Velozes e Furiosos.

Caso inédito

A subprocuradora geral da República, Lindora Araújo, disse que em 30 anos de carreira, nunca viu alguém receber a tiros uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal.

 

 

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