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Opinião | Caciques vão dominar fundo eleitoral em 2020

Opinião | Caciques vão dominar fundo eleitoral em 2020

Criado para ajudar a financiar as eleições em 2018, o fundo eleitoral ficará sujeito à lógica partidária que privilegia caciques e políticos que já tem mandato nas disputas municipais do ano que vem.

As eleições de 2020 serão as primeiras bancadas majoritariamente por dinheiro público.

Partidos ricos, mais ricos

O Brasil ainda enfrenta uma grave crise, empresas lutam pela sobrevivência e nas ruas há mais de 12 milhões de pessoas desempregadas. Os partidos políticos, porém, continuam enriquecendo.

Devem partilhar R$ 3,5 bilhões extraídos do orçamento federal em 2020, ano de renovação de 5,5 mil prefeituras e Câmaras Municipais.

Atalho

Derrubar vetos presidenciais à nova legislação eleitoral, na semana passada, foi o atalho encontrado pelos parlamentares para aumentar de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,5 bilhões o volume de recursos públicos destinado ao financiamento eleitoral.

Próximas semanas

Esse valor será definido na lei orçamentária anual a ser aprovada nas próximas três semanas. A ele soma-se outro R$ 1 bilhão em compensações fiscais para publicidade. É bom lembrar para o leitor que propaganda eleitoral gratuita é mito. É tudo pago viu gente, e por você.

Regalias

São inúmeras as regalias proporcionadas com dinheiro público nessa estrutura partidária cara, sem controle, incapaz de se reinventar depois das revelações sobre sua intimidade financeira na Operação Lava-Jato.

Um dos privilégios é o uso de recursos extraídos do Erário para custear a assistência jurídica de lideranças partidárias com problemas na Justiça.

E tem parlamentar do Amazonas usufruindo desse benefício.

Contradição

É um paradoxo que chefes da burocracia partidária, eventualmente condenados por corrupção, tenham a sua defesa totalmente financiada pelo Erário fraudado. Pune-se a vítima, a sociedade ludibriada, duplamente.

Maldade no fundo eleitoral

Hoje teremos algumas votações e negociações importantes no Congresso Nacional.

Em destaque, a brecha que pode recriar a propaganda partidária em rádio e TV, a possibilidade de pagamento de multas eleitorais com recursos públicos do fundo partidário e maior flexibilidade de prazo para candidato ficha-suja.

É bom ficar de olho no voto do seu Deputado e Senador.

Oi, sumida

Quem apareceu no Congresso Nacional ontem e aproveitou para colocar o papo em dia com Marcelo Ramos foi a ex-ministra Marina Silva.

Na conversa registrada pelo deputado a ex-presidenciável expôs sua preocupação em relação aos projetos do governo federal que querem liberar a mineração em terras indígenas na Amazônia. Dessa vez a BR 319 não entrou em pauta.

Funcional

Quem colocou a mão na massa, ou melhor, no tacho de guaraná, foi o vice-governador Carlos Almeida.

Almeida compartilhou em suas redes sociais um vídeo descontraído do último final de semana em Maués, visitando os produtores locais.

“Funcional? Olha, esse mexe-mexe do guaraná no tacho tonifica e queima calorias que é uma maravilha…
Que tal?!”

Dissonância

Segundo André Teles, presidente do Novo no Amazonas, o presidente OAB-AM, Marco Aurélio Choy, pediu para não participar mais do processo seletivo da sigla que definirá um nome para disputar à prefeitura de Manaus em 2020.

“Nos reunimos, mas depois que ele assumiu a defesa do Alejandro Valeiko, ele mesmo chegou conosco e pediu para que retirássemos seu nome, até porque não queria comprometer a imagem do partido”, afirmou André.

Alguém tem dúvida de qual seria o veredicto do júri (eleitor) nesse caso?

 

 

 

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Este post tem um comentário

  1. Ângela

    Isso que ocorre no Brasil não é democracia. Fundo eleitoral é cafajestada . É pra enriquecimento pessoal dos políticos . É putaria legalizado

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