Opinião | CPI da Pandemia: divergência sobre cloroquina tirou Mandetta e Teich do ministério

Opinião | CPI da Pandemia: divergência sobre cloroquina tirou Mandetta e Teich do ministério

Opinião | CPI da Pandemia: divergência sobre cloroquina tirou Mandetta e Teich do ministério

Ex-ministros afirmam que Bolsonaro queria o uso do remédio

PT ironiza “fuga” de Pazuello

Arthur Neto assume comando do PSDB no AM

Marcelo Ramos lidera Pacto Nacional pela Reforma Tributária

Cloroquina da discórdia

Os depoimentos dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado, deixou claro que a turbulência no início da pandemia em torno da troca de comando do Ministério da Saúde girou em torno de um único tema: o uso da cloroquina no tratamento do coronavírus.

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Tanto Mandetta quanto Teich deixaram claro que não referendaram o uso do medicamento, mas que o presidente Jair Bolsonaro ainda é um incentivador da droga.

Pressão

Em sua oitiva no dia de ontem (5), Nelson Teich afirmou que ficou apenas 29 dias no cargo porque além de ser pressionado a ampliar o uso da cloroquina, percebeu que que não teria liberdade nem autonomia para implementar medidas de combate à doença.

Implicância com a vacina

Com os depoimentos dos ex-ministros, fica mais evidente ainda a teimosia do presidente da República em relação a um medicamento sem eficácia e a implicância em apoiar a vacinação, que tem dado resultados mundo a fora.

Além de não ter se esforçado para sair na frente na compra dos imunizantes, Bolsonaro até agora ainda não se vacinou. O gesto, certamente, seria uma sinalização positiva à sociedade.

CPI tem dia de “tretas”

O presidente da CPI da Pandemia, Omar Aziz (PSD), oscilou entre a paciência e a rigidez durante a condução dos trabalhos do colegiado ontem (5).

Primeiramente mostrou serenidade ao suspender a sessão por conta de um bate-boca acalorado entre o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que é da base governista, com a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), que é oposicionista.

Mais adiante, porém, se irritou com a postura, digamos, escorregadia de Nelson Teich ao responder as perguntas.

O estopim foi quando o ex-ministro se eximiu de falar sobre um teste feito com nebulização de cloroquina, que resultou na morte de uma paciente em Manaus.

“Não adianta nada”

“O ex-ministro Teich está levando a Comissão, sabe… Nada é objetivo. Diz que não lembra das coisas. Eu vou fazer umas perguntas que se ele não se lembrar não adianta. Trazer uma pessoa para depor que não fala, fica difícil”, reclamou Omar.

PT faz chacota com Pazuello

Em sua conta no Instagram, o Partido dos Trabalhadores ironizou o adiamento do depoimento do ex-ministro Eduardo Pazuello na CPI da Covid.

Com um desenho em que o general do Exército aparece suado com vários monstros por trás, a sigla escreveu na legenda: “com sintomas de “covarde-17”, Pazuello treme de medo e foge da CPI da Covid.

Arthur assume PSDB

O ex-senador e ex-prefeito de Manaus, Arthur Neto, assumiu ontem (5) a presidência do PSDB no Amazonas. Pelo Twitter afirmou que seu compromisso é fazer o partido voltar a crescer e ressaltou que “o que se definia como social democracia está ultrapassado”.

“Precisamos de readequações, com mais liberdade econômica, compromisso com as reformas, se firmando como partido de oposição e não se conformar com alianças por cargos”, disse.

Figurões no comando

Há 15 dias, Amazonino Mendes, que também é ex-senador e ex-prefeito de Manaus, assumiu o comando do Podemos e já prepara o partido para as eleições de 2022.

Por falar em processo eleitoral, fontes da Coluna dão conta de que Arthur e Amazonino têm estreitado os laços e podem fazer uma dobradinha no ano que vem, com o Negão candidato ao Governo do Amazonas e o tucano ao Senado.

Pacto Nacional Tributário

Liderado pelo vice-presidente da Câmara, deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), foi lançado ontem (5), o Pacto Nacional Tributário, conjunto de medida infraconstitucionais que buscam simplificar e tornar mais justo o sistema tributário do País.

 

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