Opinião | CPI da Pandemia e as eleições de 2022

Opinião | CPI da Pandemia e as eleições de 2022

Opinião | CPI da Pandemia e as eleições de 2022

Amazonas na vitrine da Comissão

Wilson e David serão ouvidos

Arthur Neto pode ser convocado

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Toda CPI é política

Nada mais falso e incoerente do que ouvir políticos falando contra a politização de qualquer assunto que seja.

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No caso de uma CPI, como a que apura ações e omissões do poder público na gestão da pandemia, tal narrativa soa como uma contradição. O nome já diz tudo: é uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Portanto, não é possível dissociar os atos da investigação de natureza política da atividade inerente ao Parlamento.

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Desejo do povo

A expectativa da sociedade é que a CPI da Covid possa ser um novo marco no combate ao coronavírus no Brasil.

Criada para investigar as ações e omissões do Governo Federal, estados e municípios, a apuração conduzida pelos senadores tem a oportunidade de apontar as falhas na gestão de pessoal e de recursos públicos durante a pandemia, mas mais que isso, de apontar soluções.

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Guerra de narrativas

Mas é preciso, primeiro, superar a atual guerra de narrativas entre governistas e oposição, além dos interesses dos senadores.

Boa parte dos parlamentares estão mais de olho nas eleições de 2022 do que propriamente nas investigações.

Vale lembrar que dos 11 membros titulares da CPI, seis podem disputar governos estaduais e dois devem concorrer à reeleição ao Senado ano que vem.

Diante disso, alguém duvida que a CPI será palco de uma batalha eleitoral?

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Passado e Futuro

Apesar de todos os interesses em jogo, é importante que a CPI olhe para o passado e mire no futuro. Apure os gargalos da saúde pública do Brasil, passando, nem que seja de maneira rápida, por uma retrospectiva de gestões passadas – que contribuíram e muito para o sucateamento e para a falta de investimentos na saúde -, até chegar no processo de vacinação.

Onde estão as falhas e os responsáveis, são perguntas importantes que merecem respostas. Mas é preciso olhar para o futuro e para as batalhas que estão por vir.

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Planejamento

E não estamos falando de eleição, mas, sim, sobre o que está sendo feito para garantir que possamos estar preparados para uma nova onda, uma nova cepa e uma campanha nacional mais célere e abrangente no ano que vem.

Todos queremos um futuro melhor e a CPI poderá, sim, contribuir para isso. É o que esperamos.

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Amazonas é foco

Um dos principais focos da CPI é o Amazonas, sobretudo por ter sido o primeiro estado a enfrentar a primeira onda da Covid e o primeiro a vivenciar a segunda onda nesse ano.

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David e Wilson

Ainda sem data defina, tanto o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), quanto o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) serão ouvidos na Comissão.

Ambos, terão a oportunidade de mostrar o que, de fato, fizeram para mitigar os efeitos do coronavírus.

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Chumbo trocado

Sem esquecer que ambos, assim como membros da CPI, são atores políticos e serão ativos/candidatos nas eleições de 2022, é possível que haja o famoso chumbo trocado – entre membros da Comissão e convocados.

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Reeleição em jogo

Há quem diga que Wilson terá uma oportunidade única ao se pronunciar no Senado. A CPI pode ser o palco que o governador precisa para defender sua gestão.

A tarefa não será fácil, é verdade, mas como o momento mais turbulento da pandemia no Amazonas já se foi, é possível – diria até necessário – ser impecável em sua fala em Brasília.

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Palco para o tucano

Ex-prefeito de Manaus e possível candidato ao Senado, Arthur Neto (PSDB), na teoria, deveria ser convocado para falar na CPI, já que administrou a capital do Amazonas na primeira fase da pandemia.

A questão é: será que darão esse palco para o tucano? Vale lembrar que Arthur tem familiaridade com o Senado Federal e lá, naquela tribuna, mostrou diversas vezes ter uma oratória e um poder de convencimento extraordinário.

 

 

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