Opinião | CPI da Saúde: Fraude começou na gestão de David Almeida

Opinião | CPI da Saúde: Fraude começou na gestão de David Almeida

Opinião | CPI da Saúde: Fraude começou na gestão de David Almeida

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde revelou, durante reunião na tarde desta quinta-feira (23), fraude nos valores cobrados pela Norte Serviços para a realização de exames de colposcopia e conização em municípios do interior do Amazonas no ano de 2017.

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Superfaturamento

De acordo com a CPI, em apenas quatro dias de ação nas cidades de Envira, Ipixuna e Guajará, a empresa recebeu R$ 868.000,00 pelo atendimento de apenas 91 pacientes.

O valor pela realização dos dois exames, que teria média máxima de R$ 1.300 na rede particular, teve total de R$ 8.680,00 pagos pelo executivo estadual da época para os mesmos procedimentos realizados.

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Escândalos

David Almeida ficou à frente do governo do Amazonas por quase cinco meses. Outro escândalo na Saúde envolveu o seu irmão, Daniel Almeida. Em um áudio vazado, e amplamente divulgado pela imprensa, o irmão do governador pressiona a diretora do Instituto Gente Amazônica (IGAM), identificada como Maria, que denunciou o superfaturamento de 780 cirurgias no Hospital Delphina Aziz.

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Gravação

A áudio que foi divulgado após denúncia contra o secretário de Saúde na época, Vander Alves. Na gravação, mostra que Daniel Almeida teria pago para o Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), que administra o Hospital Delphina Aziz, cerca de R$ 8,4 milhões por 780 cirurgias, o que dá em torno de R$ 10 mil por procedimento,   quando o preço de mercado gira em torno de R$ 1,1 mil.

Confira o áudio vazado com a denúncia no Direto ao Ponto.

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Cirurgia fantasmas

O relator da CPI da Saúde, deputado Fausto Jr., afirmou que a Comissão vem trazendo à tona fatos, infelizmente, cada vez mais horripilantes sobre a saúde do Amazonas.

“Recebemos denúncias de recebimento da empresa Norte, por cirurgias fantasmas, procedimentos fantasmas, que é a mesma empresa que prestou serviços de lavanderia no Hospital Nilton Lins, dessa vez no governo de 2017, no governo de David Almeida”.

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Doa a quem doer

Fausto ainda afirmou que a CPI não irá investigar apenas a atual gestão, mas gestões passadas também, de outros governos.

“Nosso papel é apurar a verdade e dar respostas que a nossa sociedade merece. Não vamos mais permitir que a corrupção aconteça”, afirmou o relator da CPI da Saúde.

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R$ 24,9 milhões

A Norte Serviços já recebeu do executivo estadual entre 2017 e 2020, total de R$ 24.946.211,00 em processos indenizatórios, sendo R$ 9.606.912,62 em 2017; R$ 7.804.407,71 em 2018;  R$ 6.257.878,47 em 2019; e R$ 1.277.012,90 em 2020.

A empresa começou a operar na gestão de David Almeida, passando pelo mandato tampão de Amazonino Mendes e continua na atual gestão de Wilson Lima.

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Condução coercitiva

Ainda na reunião de ontem, a Comissão aprovou requerimento que solicita a condução coercitiva do ex-proprietário da Norte Serviços, Vitor Souto.

Ausente na última semana, quando alegou problemas pessoais para o não comparecimento, Vitor novamente disse estar ausente de Manaus para não comparecer nesta quinta-feira.

“A comissão entendeu que ele já adotou uma postura de esquivo com essa CPI. O depoimento dele é fundamental para a conclusão desta investigação e não abriremos mão dele. Optaremos pela condução coercitiva”, afirmou o presidente da CPI, Delegado Péricles.

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Lei do gás natural

Em entrevista coletiva ontem (23) o governador Wilson Lima (PSC) afirmou que, até a próxima quinta-feira, (30), vai enviar à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) o projeto de lei que regulamenta o mercado do gás natural no Amazonas.

“Nós já temos até a semana que vem uma proposta que deve estar concluída para que a gente possa debater com a sociedade e caminhar com essa questão.  Eu tenho o maior interesse em que efetivamente isso aconteça”, afirmou.

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PL aprovado

O projeto de Lei nº 153/2020 – projeto que quer o fim do monopólio do gás natural no Amazonas – de autoria do presidente da Aleam, Josué Neto, que havia sido aprovado na casa em 8 de abril foi vetado pelo governo do Estado que criou a Comissão Especial de Estudos composta por diversos órgãos públicos para elaboração de uma nova proposta.

 

 

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