Opinião | Eduardo Braga é o campeão de gastos no Senado

Opinião | Eduardo Braga é o campeão de gastos no Senado

Opinião | Eduardo Braga é o campeão de gastos no Senado

Senadores custaram R$ 372 milhões em 2020

Estrutura do Senado custou R$ 4,3 bilhões ano passado

Número de famílias com dívidas chega a 66,5%

Mãe de Bolsonaro tomou a vacina do Doria

A crise de emprego gerada pela epidemia da Covid-19 não chegou ao Senado Federal. Os 3 mil assessores dos gabinetes dos senadores custaram R$ 372 milhões em 2020.

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Considerando também os assessores dos gabinetes das lideranças partidárias e cargos da Mesa Diretora, indicados pelos senadores, as despesas com salários bateram em R$ 463 milhões – média mensal de R$ 35,6 milhões.

A folha de pagamento média nos gabinetes dos senadores ficou em R$ 350 mil. Cerca de 95% desses assessores ocupam cargo comissionado, de livre nomeação – metade deles em exercício nos escritórios de apoio nos estados. Os maiores salários chegam a R$ 27 mil.

Mais gastão

Eduardo Braga foi o campeão de gastos. O cotão do líder do MDB no Senado sangrou os cofres públicos em R$ 341,3 mil com contratação de serviços de apoio ao parlamentar, passagens aéreas e fretamento de jatinhos.

De 2011 para cá, como senador, Braga já gastou um total de R$ 3,2 milhões do cotão para o exercício do seu mandato.

Milionários do Senado

O senador Eduardo Braga também é 4º no ranking dos milionários do Senado.

Em 2018 ele declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 31,6 milhões.

Na vida política, antes de se tornar senador, Braga foi vereador e prefeito de Manaus, deputado estadual e federal, governador do Amazonas e ministro das Minas e Energia na gestão de Dilma Roussef (PT) e de Michel Temer (MDB) na Presidência da República.

Plínio e Omar

O senador Plínio Valério (PSDB) utilizou R$ 258.980,95 do cotão, com gastos em aluguel de imóveis para escritório político, alimentação, combustíveis, contratação de serviços de apoio ao parlamentar e divulgação da atividade parlamentar e passagens aéreas.

O senador Omar Aziz foi o que contraiu menor despesa. Utilizou R$ 74.958,90 em passagens aéreas.

Os três senadores do Amazonas gastaram juntos em 2020 R$ 675.323,02 mil com a cota parlamentar.

Gastos nas alturas

Mesmo com o Tribunal de Contas da União (TCU) identificando irregularidades, abuso na utilização da cota, falhas na fiscalização, e recomendando ao Congresso a diminuição de despesas da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), a fim de adequá-los “à razoabilidade, proporcionalidade e economicidade esperadas da administração pública, houve uma economia mínima no Senado de R$ 100 milhões. Uma redução de R$ 4,4 bilhões para R$ 4,3 bilhões em 2020.

Esse valor ínfimo está mais atrelado à redução das atividades do Congresso em consequência da pandemia da Covid-19, do que a uma real diminuição dos gastos.

Endividamento cresce

Em contrapartida, o número de famílias endividadas no Brasil cresceu e chegou a 66,5% em janeiro de 2021.

O dado é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e foi divulgado nesta quinta (18).

O número representa aumento de 1,2% na comparação com janeiro de 2020.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) leva em conta dívidas como cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal, prestações de casa e carro, carnês e crédito consignado.

Nesta terça (16), o Banco Central havia registrado recorde no endividamento proporcional à renda familiar.

CoronaVac na ‘veia’

Ironias do destino: A mãe de Jair Bolsonaro foi vacinada com a Coronavac.

A informação de qual vacina foi aplicada na mãe do presidente é relevante apesar da família ter pedido para o município de Eldorado, no interior paulista, não divulgá-la.

O Brasil só tem a vacina chinesa de João Doria e umas doses da vacina indiana importada às pressas pelos bolsonaristas.

Nota Senador Eduardo Braga

Em nota encaminhada ao Direto ao Ponto o senador afirmou que vem sendo alvo de reiteradas campanhas de difamação veiculadas por portais, blogs e nas redes sociais financiadas pelo Governo do Amazonas. Mas não justificou os motivos dos gastos elevados em 2020 com o cotão.

 

 

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