Opinião | Efeito do vírus: O pior mês da história

Opinião | Efeito do vírus: O pior mês da história

Opinião | Efeito do vírus: O pior mês da história

O Brasil fechou 860.503 empregos com carteira assinada em abril, segundo dados do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado é a diferença entre as contratações, que totalizaram 598.596, e as demissões, que somaram 1.459.099.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27) pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

Pior mês da história

É o pior resultado para um mês em toda a história.

Até então, o pior mês da história tinha sido dezembro de 2008, com a crise financeira mundial, com o fechamento de 695.361.

Efeito dominó

Pelo menos 600 mil micro e pequenas empresas fecharam as portas durante a pandemia. É o que mostra o último levantamento feito pelo Sebrae.

Ainda de acordo com a pesquisa, 10,1 milhões de empresas pararam de funcionar durante a pandemia, sendo 2,1 milhões por decisão da empresa, enquanto a paralisação de 8 milhões de companhias foram determinadas pelo executivo.

No Brasil, uma pequena empresa consegue ficar em média 23 dias fechada e ainda assim ter capital para pagar as contas.

Estimativas de Manaus

Uma pesquisa feita com 202 empresas, em Manaus, mostrou que mais da metade, ou seja, 109 empresas (54%) precisaram fazer demissões no quadro de funcionários por conta dos impactos da pandemia do coronavírus na economia local.

O levantamento foi feito pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e aplicou questionários em empresas dos setores de serviços, comércio, varejo de alimentos, e ainda o setor de bares e restaurantes.

Opiniões divididas

Ainda segundo a pesquisa, para quase metade dos entrevistados (49%), a economia é mais importante do que as medidas de isolamento social.

E 8 em cada 10 empresários acreditam que as vendas de 2020 serão piores ou muito piores que 2019.

Eleições

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso deixou claro que está trabalhando com o Congresso Nacional para evitar que a pandemia do coronavírus atrapalhe o calendário eleitoral deste ano, que tem eleições municipais programadas para outubro.

“As eleições somente devem ser adiadas se não for possível realizá-las sem risco para a saúde pública. Em caso de adiamento, ele deverá ser pelo prazo mínimo inevitável”, afirmou.

Sequer cogitada

Barroso já descartou de antemão uma hipótese que chegou a ser levantada por parlamentares que até mesmo apresentaram propostas de emenda à Constituição pedindo a unificação do calendário eleitoral a partir de 2022, o que na prática significaria conceder mais dois anos de mandato aos atuais prefeitos e vereadores.

“O cancelamento das eleições municipais, para fazê-las coincidir com as eleições nacionais em 2022, não é uma hipótese sequer cogitada”, disse o novo presidente do TSE.

Campanhas mais curtas

Para o ministro, o ideal seria que o TSE, Senado e Câmara se comprometessem a buscar soluções que garantissem a posse dos eleitos em 1.º de janeiro, cumprindo o que diz o artigo 26 da Constituição sobre o mandato dos prefeitos.

“Encurtar campanhas e períodos de transição é um preço muito pequeno a pagar quando a alternativa é violar a vontade popular concedendo uma extensão, ainda que breve, de mandatos políticos.”

Lideres em mortes

Com 133 mortes por Covid-19 até esta quarta-feira (27), os municípios de Manacapuru e Tefé, primeiro e segundo lugar, respectivamente, registram a maior mortalidade entre os municípios brasileiros de 30 mil a 300 mil habitantes.

Em Manacapuru o número de mortes por é de (9,1) e em Tefé é de (8,1), por 10 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde.

 

 

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