Opinião | Eleitos no Amazonas gastaram R$ 18,7 milhões

Opinião | Eleitos no Amazonas gastaram R$ 18,7 milhões

Entre os 35 políticos eleitos no Amazonas foram gastos R$ 18.681.970,60 milhões nas eleições de 2018, dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM).

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Os recursos vieram do fundo partidário, de doações próprias e de pessoas físicas distribuídas entre: 1 governador, 2 senadores, 8 deputados federais e 24 deputados estaduais.

Governador

Apesar de eleito, Wilson Lima (PSC) ainda registra um déficit de R$ 282.326,43 mil em sua campanha. O político arrecadou R$ 1.928.829,00 milhão, mas teve despesas de R$ 2.211.146,43 milhões ao longo do processo eleitoral.

Lima teve até o último sábado (17) para entregar a prestação de contas ao TSE com a quitação ou cronograma de pagamento da dívidas de campanha.

Por cada voto conquistado Wilson investiu R$ 2,14.

Senadores

Entre os senadores eleitos Eduardo Braga (MDB) foi o que mais gastou. Quase 4 vezes mais que Plínio Valério (PSDB).

Outra curiosidade é que a campanha de Braga, que por muito pouco não perde a vaga para Luiz Castro, foi mais cara que a do governador eleito Wilson Lima.

Deputados federais

Átila Lins (PP) foi o deputado federal eleito que mais gastou nessas eleições. Foram quase R$ 2 milhões. Com 118.700 votos gastou cerca de R$ 16,22 por voto.

Em contrapartida o Delegado Pablo (PSL) gastando R$ 44,6 mil obteve 151.649 votos. Um custo de R$ 0,29 por voto, o menor dessa eleição entre todos os eleitos no Amazonas.

Curiosidades

Marcelo Ramos (PR) foi o deputado eleito que mais recebeu ajuda do partido. Foi repassado o valor de R$ 1,42 milhão, que correspondeu a 99,46% dos gastos em sua campanha.

O maior doador de campanha, pessoa física, do Capitão Alberto Neto (PRB) foi o deputado Silas Câmara (PRB).

Silas também foi o que mais gastou em transporte e deslocamento entre os eleitos. Foram R$ 250,500 mil em combustível e fretamento de aviões e lanchas.

Deputados estaduais

Entre os deputados estaduais eleitos o maior custo do voto foi de Alessandra Campelo (MDB), que informou gastos de R$ 906,7 mil e recebeu 23.895 votos. Cada voto custou R$ 38. O menor foi de Carlinhos Bessa (PV), que informou gastos de R$ 23 mil e recebeu 16.175 votos. Cada voto custou R$ 1,42.

Curiosidades

Entre os eleitos Saullo Vianna (PPS) foi o que mais se autofinanciou, investindo R$ 240 mil em sua campanha. Prática comum entre quase todos os eleitos.

Quem mais recebeu recursos do partido foi Joana Darc (PR), R$ 360 mil em sua campanha correspondendo a 90,52% do valor arrecadado.

Entre os familiares que deram aquela forcinha para a campanha estão: Átila Lins para o irmão Belarmino Lins (PP), com R$ 481.806,00; Luiz Fernando Nicolau para o filho Ricardo Nicolau (PSD), com R$ 341.965,17; e a presidente do TCE-AM Yara Lins dos Santos para o filho, Fausto Junior (PV).

Serafim (PSB) foi o eleito que mais investiu em impulsionamento de facebook e instagram com R$ 32,4 mil.

 

 

 

E o Negão

Amazonino não foi eleito mas existem algumas curiosidades interessantes em suas contas de campanha.

O governador recebeu mais recursos do PHS (R$ 2,25 milhões), do presidente da CMM vereador Wilker Barreto, que de seu próprio partido o PDT (R$ 1,75 milhão).

Entre os nomes que contribuíram generosamente para a campanha estão o de Francisco Garcia, pai da candidata a vice na chapa, Rebecca Garcia, com R$ 560 mil, e do vereador Reizo Castelo Branco, com R$ 500 mil.

Amazonino gastou em sua campanha R$ 6.216.522,58. Quase 3 vezes mais que o eleito Wilson Lima.

Desarmou a bomba

O secretário de Saúde do Amazonas, Francisco Deodato, conseguiu desarmar a bomba que ameaçava explodir no colo de Amazonino Mendes, deixada por administrações passadas

O acordo celebrado com as empresas médicas põe fim a um imbróglio que ameaçava parar a saúde do Estado.

A dívida que vinha sendo amortizada foi renegociada e a ameaça de paralisação foi suspensa.

STF, Bolsonaro e PEC da Bengala

Deputados do PSL e aliados do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) pretendem apresentar uma PEC no início do próximo governo para revogar a emenda constitucional da Bengala, que adiou a idade de aposentadoria compulsória dos ministros do STF de 70 anos para 75 anos.

O objetivo é permitir que Bolsonaro tenha maior influência sobre a Corte, nomeando 4 dos 11 integrantes, e não apenas dois, como previsto.

Brasil 347

Deltan Dallagnol publicou o número de acusados pela Lava Jato de Curitiba: 347.

O número pode subir em 2019.

 

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