Opinião | Inferno astral

Opinião | Inferno astral

Como se não bastasse a repercussão negativa da selfie tirada pelo deputado federal Silas Câmara com Bolsonaro ao fundo, durante um culto evangélico, o parlamentar que é presidente da Frente Parlamentar Evangélica, foi alvo de uma reportagem na Revista Veja dessa semana que mostra que o mesmo possui ambições mais amplas, que não se limitam à moral.

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Nepotismo

A matéria da Veja aponta que Silas contratou uma agência de marketing especializada em mídias sociais, que passará a divulgar atividades da bancada. A empresa é a Nativos Comunicação, cujo CEO é Elienai Câmara, filho do deputado (a agência fica no mesmo endereço de outra que tocou a sua última campanha eleitoral).

O nepotismo aqui não é ilegal, pois os fundos da frente não vêm da Câmara, e sim da doação de seus membros.

Acusação de peculato

A revista ainda lembra que o deputado enfrenta uma acusação de peculato. Que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal a punição com prisão e multa do deputado, sob suspeita de ter pago com verba da Câmara uma cozinheira, um piscineiro e um motorista que lhe prestavam serviços privados.

Errata

Sobre a nota de ontem “não abrem mão”, onde publicamos que o deputado federal Marcelo Ramos, é um dos três deputados federais do Amazonas que não abrem mão da aposentadoria especial, a assessoria do deputado informou que o parlamentar abriu mão do regime especial, no dia 22 de março de 2019, conforme documento enviado a coluna, passando para o regime geral do INSS em abril.

O nome dele constava em uma lista obtida pelo Direto ao Ponto onde o nome do parlamentar ainda estava constando no regime especial.

Plano de Seguridade Social dos Congressistas

O Direto ao Ponto fez um novo levantamento e verificou que 5 dos 11 parlamentares da bancada federal do Amazonas estão na lista da aposentadoria especial e previdência complementar.

A cada ano de contribuição, o deputado ou senador tem direito a 1/35 (um trinta e cinco avos) do salário total. Se ele passar 35 anos de Congresso contribuindo para o PSSC, quando se aposentar, vai receber R$ 33.763,00, salário integral.

Vida real

Na vida real, não é tão bom assim. O teto do regime geral, a que os trabalhadores são submetidos via INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), é de R$ 5.839,45.

Pelas contas do Direto ao Ponto, com seis anos de mandato, o deputado ou senador já consegue se aposentar com o valor respectivo ao teto do INSS. Uma beleza, né? Para eles.

Abriram mão

O Plano de Seguridade Social dos Congressistas é opcional. Entre os parlamentares do Amazonas, sete abriram mão. São eles: Senador Omar Aziz (PSD), deputados federais Átila Lins (PP), Capitão Alberto Neto (PRB), Marcelo Ramos (PR), Sidney Leite (PSD), Zé Ricardo (PT).

Não abriram mão

Entre os que não abriram mão do regime especial estão quatro nomes: Senadores Eduardo Braga (MDM) e Plínio Valério (PSDB), e deputados federais Bosco Saraiva (SD) e Silas Câmara (PRB).

Jeitinho

O deputado federal Delegado Pablo (PSL), contribui para a previdência através da Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe).

Prerrogativa de servidores da Carreira Policial Federal ou da Carreira de Policial Rodoviário Federal.

Reforma geral

A proposta que tramita no Congresso também prevê o fim da aposentadoria especial para os vereadores, deputados estaduais, federais e senadores.

Todos deveriam adotar o regime geral, sem privilégios. É preciso uma reforma geral e o exemplo tem que vir de cima.

Nada de ajuda

A juíza federal Ana Paula Serizawa negou pedido da defesa do ex-secretário estadual de Fazenda, Afonso Lobo, para que o secretário estadual de Educação de São Paulo, Rossieli Soares da Silva, fosse ouvido como testemunha de defesa do cliente, no âmbito do processo da Maus Caminhos.

Segundo a magistrada, Rossieli não possuiu nenhum conhecimento do crime imputado a Afonso Lobo.

Afonso Lobo é acusado de receber vantagens indevidas de Mouhamad Moustafa, empresário apontado como operador do esquema que desviou mais de R$ 150 milhões de recursos da saúde.

 

 

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