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Opinião | Irresponsabilidade ou rebeldia. Onde o capitão está com a cabeça

Opinião | Irresponsabilidade ou rebeldia. Onde o capitão está com a cabeça

No final de semana em que o coronavírus começou a colapsar o sistema de saúde de alguns Estados, o presidente da República participou de ato a favor da intervenção militar. Em um palanque improvisado em cima da caçamba de um carro, Bolsonaro não dirigiu uma palavra de conforto aos familiares das 2.462 vítimas fatais ou aos milhares de profissionais da saúde que colocam suas vidas em risco para combater os efeitos do covid-19.

Real preocupação

Aliados do presidente argumentam que ele está preocupado com os empregos perdidos. Mas se essa fosse a real motivação, ele estaria em contato com governadores e prefeitos, desenhando com a nova equipe do Ministério da Saúde uma forma de transição segura.

Infelizmente, está cada dia mais claro que o presidente está mais preocupado com a própria popularidade do que com o povo.

Inversão de Prioridades

Enquanto o mundo inteiro se dedica a enfrentar a maior crise dessa geração, a maioria das grandes lideranças políticas do Brasil está em uma guerra pelo poder, de olho nas eleições.

Já está mais do que na hora de haver união, seriedade e compromisso com a população.

“Chega da velha política”

Jair Bolsonaro discursou para manifestantes que participavam de uma carreata em defesa do governo, contra o Congresso e a favor de uma intervenção militar no Brasil.

“Acabou a época da patifaria. É agora o povo no poder. Mais que direito, vocês têm a obrigação de lutar pelo país de vocês afirmou Bolsonaro, que tossiu e levou a mão à boca durante o discurso.

Reação dos poderes

O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, foi o primeiro a se manifestar sobre os protestos e disse que é “assustador” ver manifestações pela volta do regime militar, após 30 anos de democracia.

Maia critica Bolsonaro

Sem citar diretamente o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez duras críticas ao ato pelo fechamento do Congresso e do STF e às aglomerações em Brasília durante o ato.

Segundo Maia, “defender a ditadura é estimular a desordem. É flertar com o caos. Pois é o Estado Democrático de Direito que dá ao Brasil um ordenamento jurídico capaz de fazer o país avançar com transparência e justiça social”.

Governadores reagem

Governadores de 20 estados divulgaram uma carta de apoio ao Congresso, numa reação aos últimos ataques do presidente Jair Bolsonaro ao Parlamento.

“O Fórum Nacional de Governadores manifesta apoio ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, diante das declarações do Presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a postura dos dois líderes do parlamento brasileiro, afrontando princípios democráticos que fundamentam nossa nação”, diz a carta.

O governador do Amazonas, Wilson Lima, não assinou a carta.

Ideia abominável

O senador Plínio Valério repudiou as manifestações a favor do regime militar.

“Essa minoria não representa nem de longe o que na verdade, pensam os 220 milhões de brasileiros. Quem viveu ou sabe como foi o regime militar, abomina tal ideia.”, afirmou o parlamentar.

Militares são contra

Plínio ainda disse que “se consulta houvesse, a grande maioria dos militares diria que não quer isso. Há uma consciência saudável nos quartéis sobre qual é a verdadeira missão das Forças Armadas que, por sinal, elas cumprem com muita honra e dignidade.” concluiu o senador.

Autoritarismo

O deputado Marcelo Ramos, disse que a Democracia é fundamento da nossa Constituição Federal e ao Presidente é expressamente vedada qualquer conduta que atente contra ela.

“A participação do Presidente num ato em defesa da intervenção militar e pelo fechamento de Poderes é grave e deve ser repudiada.”, afirmou o parlamentar.

 

 

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