Opinião | Karol Com KÁ fez bem ao Brasil

Opinião | Karol Com KÁ fez bem ao Brasil

Opinião | Karol Com KÁ fez bem ao Brasil

As práticas de Conká e amigos foram extremamente didáticas para a militância

BBB do cancelamento, discriminação e afins

Estão desatualizados aqueles que enxergam o reality show Big Brother Brasil 21 (BBB) como mera diversão rasa.

Anúncios

Se esta crítica já foi merecida no passado, as últimas edições do programa mostram que o Big Brother Brasil se repaginou e hoje é uma das produções mais profundas da TV brasileira.

Mesmo para quem não assiste ao BBB, é difícil ficar alheio às discussões desta edição do programa.

Muitas das polêmicas envolvem participantes negros, pardos e homossexuais, até porque nunca uma versão do BBB foi tão plural entre os seus participantes.

Deu ruim

Dessa vez a Globo aumentou a participação de personagens interessados pelo debate de costumes e capazes de levar esse interesse para a TV.

A importância desses temas na edição anterior fez com que os participantes já entrassem no BBB 21 falando em cancelamento, discriminação e afins.

No quadro geral, a emissora atingiu o seu objetivo. O problema se deu na narrativa ideológica defendida pela emissora, que foi um fiasco dentro do que se era esperado pela “militância” na casa.

Tóxico e racista

Comportamentos tóxicos e racistas foram demonstrados por integrantes do reality que no caso representavam a minoria e foram duramente criticados e cancelados nas redes sociais por suas atitudes. Literalmente unindo o Brasil.

Com K

Karol Conká, eliminada na noite de terça (23) com 99,17% de rejeição, a maior da história do programa, é a principal vilã do BBB 21. Apesar de influente e conflituosa, Conká não tem predileção pelo barraco.

Prefere a conversa calma, tendo uma incrível capacidade de manipulação e grande disposição para usar causas indenitárias em interesse próprio nos pequenos conflitos.

Sempre que preciso, Karol intimida seus colegas lembrando que é uma mulher negra, sugerindo que a mínima desavença seria vista fora da casa como racismo.

No início, a tática até funcionou.

BBB didático

Antes do BBB 21, ninguém assinaria um roteiro desses nem para o mundo da ficção. As acusações seriam imediatas. Depois do programa, não sei. Venho reparando mudanças nítidas até mesmo no debate sobre economia, ciências sociais e políticas públicas.

São meios que sempre tiveram suas Karóis Conkás. Vejo certos intelectuais, especialmente aqueles que gostam de intimidar e constranger terceiros para proteger argumentos frágeis, sendo publicamente questionados pela primeira vez em muito tempo. O medo diminuiu.

Transmitidas em rede nacional, expostas por câmeras implacáveis, as práticas de Karol Conká e amigos foram extremamente didáticas.

Manipulação

Não se trata de desvalorizar as causas citadas, pelo contrário. Nada desvaloriza mais a luta antirracista e antipreconceito quanto quem a trata como instrumento de intimidação em briguinhas.

Lição

A opinião pública sobre esse tipo de prática se mostrou unânime. A opinião publicada, especialmente sua parcela ligada à militância da esquerda brasileira, ainda reluta em aprender a lição.

Muitos textos preferem criticar a Globo ou os reality shows, como se militantes não tivessem nada a ver com isso.

Recusam-se a admitir que certas práticas de Karol Conká escancaram a necessidade de revisão profunda nos métodos e conceitos de alguns ativistas.

Tem mais

Mas não se iludam, os lacradores estão se compadecendo do preço que Karol Conká pode pagar por ser desmascarada, estão defendendo a si próprios.

Quantos mais escondem a própria perversidade com a máscara das boas causas? É um disfarce duro de perder.

Ainda bem que a militância errada de Karol Conká fez bem ao Brasil.

 

 

Siga a Direto ao Ponto:

Facebook: facebook.com/diretoaopontonews1

Instagram: @diretoaopontonews

Twitter: @diretoaoponto1_

Fale com a gente:

WhatsApp: 92 98413-2214

Deixe um comentário