Opinião | ‘Meu rumo é Brasília’, afirma Chico Preto

Opinião | ‘Meu rumo é Brasília’, afirma Chico Preto

Opinião | ‘Meu rumo é Brasília’, afirma Chico Preto

‘Senador tem que ter currículo e não folha corrida’

‘Senado não pode ser aposentadoria de político’

‘Brasília não é lugar para alguém raso, quem tem como única credencial ser amigo de alguém’

Chico afirma que falta ousadia na política local

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Chico Preto quer o Senado

O ex-vereador e ex-candidato a prefeito de Manaus, Chico Preto, afirmou em entrevista exclusiva ao Direto ao Ponto que seu foco para 2022 é disputar a eleição para o Senado.

Não disse isso com todas as letras, mas deu a entender que entrará no embate com Omar Aziz (PSD), Coronel Menezes (Patriota) e Arthur Virgílio (PSDB), por uma cadeira em Brasília.

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Nova experiência

Aos 52 anos, filiado ao Democracia Cristã (DC), legenda na qual não deve permanecer por muito tempo, Chico Preto diz que após 25 anos de política com mandatos locais, quer ter a experiência de representar o Amazonas em Brasília. É consciente das dificuldades e sabe que precisa construir alianças, tanto que tem se aproximado do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante).

“Eu tenho diálogo aberto com David. A gente vem dialogando e Manaus sempre é a pauta. Vai chegar o momento que vamos falar de política, mas por enquanto a pauta tem sido a cidade de Manaus. É uma relação bem bacana, saudável, fruto do encontro lá de 2018”, disse.

Na eleição de 2018, Chico Preto, à época no PMN, foi vice de David Almeida na disputa pelo Governo.

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Compartilhando experiências

Mesmo sem um cargo na estrutura da Prefeitura, Chico Preto é visto em eventos da gestão municipal e atua como uma espécie de conselheiro político da administração de David, apresentando ideias e buscando soluções para a cidade.

“Eu disse para o David que tenho a convicção de que a empresa que arrematou o aeroporto pode ser parceira estratégica na política de turismo na cidade de Manaus. Eles vão investir na região e têm pé na Europa. Quantas parcerias público-privada não podemos trazer da Europa através desses caras?”, indagou.

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Críticas aos senadores

Na avaliação de Chico Preto, a atuação dos senadores amazonenses é aquém do esperado e pauta-se prioritariamente em contabilizar recursos destinados ao Estado.

Para ele, representar o Amazonas no Senado vai muito além de conseguir dinheiro para os municípios.

“Não dá para querer justificar o papel de um senador como um papel de pai só pagando as contas. Para mim é muito pouco, e vai além de conseguir recursos. É preciso ser exemplo, apontar caminhos e valores”

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Cutucada nos adversários

Sem citar nomes, Chico Preto fez críticas a Omar, Arthur e Menezes, seus possíveis rivais nas próximas eleições, ao destacar que um senador tem que ter currículo e não folha corrida (Omar), e que o Senado não é prêmio de consolação e nem aposentadoria de político (Arthur), muito menos lugar para alguém raso, quem tem como única credencial ser amigo de alguém (Menezes, sobre a amizade com Bolsonaro).

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CPI da Vergonha

Sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que está na iminência de ser instalada no Senado, Chico acredita que o instrumento será usado tão somente para desgastar o Governo Federal e alguns governadores. Além disso, lamentou o protagonismo negativo do Amazonas na Comissão.

“Me incomoda muito o Amazonas virar chacota nesse momento. CPI para investigar recursos de saúde com um senador indiciado por desvios de recursos de saúde. O Amazonas não merece isso”, disse.

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Polarização

Chico Preto disse que haverá uma terceira via na disputa pelo Governo do Amazonas, mas que tanto Wilson Lima (PSC) quanto Eduardo Braga (MDB) farão de tudo para que a polarização entre eles seja fortalecida.

“Vejo que tanto o Eduardo quanto o Wilson querem o cenário polarizado. Que tanto um quanto o outro fazem de tudo para que uma terceira via não surja. É o que enxergo. Mesmo assim tenho convicção que surgirá uma terceira via competitiva”, finalizou.

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Falta ousadia

Por fim, Chico afirmou que falta ousadia em quem tem mandato e pode fazer a diferença. Que sente falta de lideranças que apontem caminhos e alternativas econômicas para o estado.

“Falta planejamento e ações mais ousadas, como na questão do fomento ao turismo, no setor primário que continua travado e na diversificação de indústrias da Zona Franca de Manaus, com investimentos em pesquisa e desenvolvimento e na capacitação de mão-de-obra local em parceria com a UEA”, disse Chico Preto.

 

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