Opinião | Presidir CPI da Covid é a estratégia eleitoral de Omar para reeleição

Opinião | Presidir CPI da Covid é a estratégia eleitoral de Omar para reeleição

Opinião | Presidir CPI da Covid é a estratégia eleitoral de Omar para reeleição

Menezes pode “pagar a conta”

Armar a população divide opiniões

Delegado Pablo: ‘O cidadão de bem tem direto de defesa’

“Precisamos de mais livros e vacinas, e não armas”, diz Zé Ricardo

Marcelo Ramos entra na história do AM ao presidir sessão conjunta do Congresso Nacional

O senador Omar Aziz (PSD) é um político que divide opiniões.

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Uns amam, outros torcem por sua derrocada. Mas uma coisa é consenso: de burro ele não tem nada! É um grande estrategista eleitoral.

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Teto de vidro

Por mais que o protagonismo de presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado seja como antecipar o processo de “queimação” por parte dos opositores – uma vez que ele é investigado por desvios na saúde pública do Amazonas – o parlamentar já bateu o martelo e quer mesmo o holofote.

E essa decisão não foi tomada à toa. Certamente tem uma estratégia eleitoral escondida por trás dos panos.

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Poder e moeda de troca

Sem a maioria entre os membros da CPI da Covid para emplacar um presidente de sua base aliada, o Governo Federal avaliou que Omar é o “menos ruim’ entre os parlamentares independentes. E pôs as mãos para abençoá-lo.

Uma vez confirmado no comando da CPI, o amazonense terá autonomia para decidir o ritmo dos trabalhos, o formato a ser adotado, quem será investigado, definir quando pegar leve ou pesado, ou seja, terá poder de antecipar a discussão eleitoral de 2022.

Obviamente isso o coloca em condição de negociar com o Palácio do Planalto, de olho em sua reeleição em 2022.

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Sem erros

Pessoas próximas ao senador disseram à Coluna que, em hipótese alguma, ele pensa em repetir os erros de Alfredo Nascimento (PL) e Vanessa Grazziotin (PCdoB), que insistiram em uma candidatura ao Senado em 2018, e ficaram sem mandato.

Sendo assim, usará o poder que tem na CPI para retirar obstáculos do seu caminho. Leia-se: Coronel Alfredo Menezes (Patriota) – que é um soldado do presidente Bolsonaro no Estado – e isolar Arthur Virgílio Neto (PSDB). De quebra, pode conseguir o apoio direto ou até indireto da máquina federal para sua campanha.

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Plano B

Se mesmo assim não for suficiente para pavimentar uma vitória nas urnas, Omar Aziz vê a Câmara dos Deputados como um Plano B. A única coisa que ele não cogita é ficar sem mandato.

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Menezes paga a conta

Ferrenho crítico de Omar, Coronel Menezes pode acabar “pagando a conta” da articulação em nível nacional. Como bom soldado que é, aceitará, mesmo que a contragosto, a ordem do Capitão Bolsonaro.

Alguém duvida que na lista de Omar esteja, mais uma vez, a cabeça do Coronel, outrora cortada pelo senador na Suframa?

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Decreto das armas

A ministra do STF, Rosa Weber, concedeu uma liminar que suspendeu parcialmente os efeitos dos decretos assinados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que flexibilizam ainda mais o porte, as regras de aquisição e de registro de armas no País e que entrariam em vigor neste mês de abril.

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‘Legislação desarmamentista’

O deputado federal delegado Pablo Oliva (PSL), que faz parte da conhecida “bancada da bala”, disse que os decretos de armas têm aceitação da maioria da população e que acredita no direito de defesa do cidadão de bem.

“Estamos há anos sob a égide de uma legislação desarmamentista e que já se mostrou ineficaz no combate à criminalidade e na redução da violência no Brasil”, afirmou Pablo.

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‘Não é o momento’

O deputado federal José Ricardo (PT) disse que neste momento não precisamos de mais armas para a população e sim cuidar da saúde e de trabalhar no combate à pandemia.

“Precisamos de mais investimentos, mais recursos, mais educação, mais livros, mais vacinas, mais oxigênio e menos armas”, disse Zé Ricardo.

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Dia Histórico

Ontem (19) o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL), presidiu pela primeira vez uma sessão do Congresso Nacional, na ausência do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

É a primeira vez na história do Amazonas que um político do estado preside uma sessão conjunta no Congresso.

 

 

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