Opinião | Próxima vaga do STF é de Sérgio Moro

Opinião | Próxima vaga do STF é de Sérgio Moro

Ao anunciar o nome de Sergio Moro para o Supremo Tribunal Federal (STF) um ano e seis meses antes da previsão da próxima vaga na corte, o presidente Jair Bolsonaro tenta fortalecer seu ministro da Justiça em um momento difícil.

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Na semana passada, a comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou a retirada do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) das mãos de Moro para o Ministério da Economia. Se for referendada nas próximas votações no Congresso Nacional, a medida tira poderes do ex-juiz.

Palavra

Antes de aceitar a oferta de comandar a pasta e deixar para trás 22 anos de magistratura, Moro e o então presidente eleito negociaram dois pontos. Um deles seria o comando sobre o Coaf.

O outro, a possibilidade de tornar-se ministro do STF. No anúncio deste domingo, Bolsonaro deixa claro que, mesmo com o primeiro ponto comprometido por vontade dos parlamentares, manterá a palavra em relação ao segundo. Não deixa de ser uma resposta a comentários de bastidor de que Moro anda perdendo força.

A escolha de ministro do Supremo é prerrogativa do presidente da República.

Próxima vaga

A próxima cadeira a ficar vaga na Corte será a do ministro decano, Celso de Mello, que está no Supremo desde 1989. Ele completará 75 anos – idade para a aposentadoria compulsória – em novembro do ano que vem. Mas, em tese, uma vaga pode surgir antes disso se algum ministro resolver se aposentar antes dos 75 anos ou se ocorrer alguma morte.

Cadeira vitalícia

Se isso se concretizar, Moro deverá ser o ministro mais novo da corte máxima da Justiça brasileira, aos 48 anos e com uma cadeira cativa por 27 anos na instituição, até a sua aposentadoria compulsória, aos 75 anos.

Do anonimato à fama

O juiz federal Sergio Moro saiu do anonimato à fama após conduzir todo o julgamento referente à Operação Lava-Jato, que desbaratou um dos maiores escândalos de corrupção do país, tendo como ápice a prisão do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, preso há 1 ano, em Curitiba.

Eleições para a presidência nacional do PSDB

O fim do PSDB, ou, pelo menos, o fim do PSDB como conhecemos nas últimas três décadas, tem data e local para acontecer. Será na convenção nacional do partido, marcada para 1 de junho, em Brasília.

Hoje existem duas principais correntes dentro do partido: A do governador João Doria que prega renovação e a do ex-governador Geraldo Alckmin defendendo a volta às origens e o combate a modismos.

Mudança de nome

Favorito para assumir a presidência do PSDB, João Doria, disse que o partido encomendou uma pesquisa para avaliar, entre outras coisas, a possibilidade de uma mudança no nome do PSDB. Além disso, aliados do governador planejam promover o que chamam de “faxina ética” na agremiação após a convenção nacional da sigla.

Fusão

João Doria já se movimenta na busca por uma aliança com o DEM.

Um acordo entre os partidos para as eleições de 2020 e 2022, que poderia culminar na fusão das legendas, “vem sendo tratado com reserva, mas o tucano tem feito alguns gestos explícitos”, diz o Estadão.

Arthur não comenta

O prefeito de Manaus, Arthur Neto, cada vez mais assíduo em assuntos nacionais, não comentou os pontos levantados pelo Direto ao Ponto, ao ser questionado sobre qual candidato e corrente apoiaria para a presidência nacional do PSDB e sobre a possibilidade de dividir o partido com o ex-deputado federal, Pauderney Avelino.

Água no chopp

Essa “possível” fusão poderia atrapalhar os planos de Pauderney, que articula a candidatura de Rotta pelo DEM, à prefeitura de Manaus. Nesse final de semana ambos almoçaram juntos. O encontro contou com a presença do deputado estadual Wilker Barreto. Aí tem.

 

 

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