Opinião | Wilson e Menezes ganham com a visita de Bolsonaro a Manaus

Opinião | Wilson e Menezes ganham com a visita de Bolsonaro a Manaus

Opinião | Wilson e Menezes ganham com a visita de Bolsonaro a Manaus

Braga e Omar se isolam

Presidente antecipa campanha eleitoral

Pazuello é ovacionado

Ministro sanfoneiro comete gafe

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Wilson articulista

A inauguração da segunda etapa do Centro de Convenções Vasco Vasques foi uma mera formalidade. A visita de Jair Bolsonaro a Manaus teve muito mais cara de campanha eleitoral do que qualquer outra coisa.

E quem ganha pontos com o Governo Federal e consequentemente com boa parte do eleitorado bolsonarista no Estado é o governador Wilson Lima (PSC) – articulador da vinda do presidente – e o ex-superintendente da Suframa e pré-candidato ao Senado, Coronel Alfredo Menezes (Patriota).

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Convite

Wilson veio de Brasília, a convite de Bolsonaro, no avião presidencial e certamente teve uma boa conversa com Bolsonaro, costurando apoio, direto ou indireto, do Governo Federal à sua reeleição. Essa proximidade é tão nítida que o senador Eduardo Braga (MDB), do mesmo partido que o líder de Bolsonaro no Senado, não participou do evento e sequer fez teceu comentários.

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Virada de página

A visita de Bolsonaro escancara, também, um novo momento da gestão Wilson. Desde o afastamento do vice-governador Carlos Almeida, o próprio governador tem ido a campo se articular politicamente. Uma fonte do Direto ao Ponto ligada ao Palácio do Planalto garante que foi Wilson quem convenceu Jair a vir ao Amazonas.

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Menezes rumo a Brasília

Homem de confiança de Bolsonaro no Amazonas, Coronel Menezes só reafirmou sua moral junto ao presidente. Mesmo sem cargo público, recepcionou seu padrinho de casamento na pista do aeroporto e não saiu do lado do presidente durante as agendas, participando com cadeira cativa entre as autoridades durante a cerimônia.

Seu nome ganha cada vez mais força para o Senado.

Menezes aproveitará a polarização da direita versus esquerda para colar mais ainda seu nome ao do presidente.

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Senadores que é bom, nada

Chamou a atenção a ausência dos três senadores amazonenses – Eduardo Braga (MDB), Omar Aziz (PSD) e Plínio Valério (PSDB) – no evento.

Normalmente quando uma autoridade vem ao Amazonas, a bancada inteira se mobiliza. A ausência de metade dos deputados federais também foi notada. “Pegaram falta” Marcelo Ramos (PL), Bosco Saraiva (SDD), José Ricardo (PT) e Sidney Leite (PSD).

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Isolamento

A “lista de presença” do evento mostra que Eduardo e Omar perderam força nesse início da corrida eleitoral. Braga quer ser governador, mas não terá o apoio nem da máquina do governo estadual nem da federal, complicando, desta maneira, bastante suas pretensões.

O mesmo pode-se afirmar de Aziz. Esse não terá apoio nem da direita e nem da esquerda na eleição de 2022 que, ao que tudo indica, poderá ser tão polarizada quanto a campanha de 2018.

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Campanha modo on

Bolsonaro também fez campanha própria. Em solo manauara, o presidente tirou foto com apoiadores segurando uma bandeira que dizia: “Bolsonaro 2022”, fez reunião com líderes evangélicos e, claro, antagonizou com a esquerda ao afirmar em seu discurso que o País se livrou de ter o PT na presidência durante a pandemia.

O presidente também recebeu o título de Cidadão do Amazonas e, já na condição de amazonense, “abriu a carteira” para o Estado ao liberar R$ 128 milhões em recursos ao Turismo e entregar 310 mil cestas básicas para serem doadas à população carente.

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Pazuello ovacionado

Além de Jair Bolsonaro, outra figura roubou a cena durante o evento: o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Ele foi ovacionado pelo público e parabenizado nos discursos do próprio presidente, de Wilson Lima, e do ministro do Turismo, Gilson Machado.

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Gafe

Por falar em Gilson Machado, o ministro do Turismo, que é metido a sanfoneiro, cometeu uma gafe daquelas durante o evento. Desafiado a tocar uma música do Carrapicho em homenagem a Zezinho Corrêa, ele tocou a lambada “Chorando Se Foi da banda Kaoma.

Esqueceram de dizer para o ministro que a música que fez sucesso mundial da banda Carrapicho foi Tic Tic Tac.

 

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