Opinião | Circo ou necessária? CPI da Covid entra na reta final com temperatura elevadíssima

Opinião | Circo ou necessária? CPI da Covid entra na reta final com temperatura elevadíssima

Opinião | Circo ou necessária? CPI da Covid entra na reta final com temperatura elevadíssima

Parcial ou imparcial? Colegiado divide opiniões

Renan Calheiros pode incluir em seu relatório charlatanismo e genocídio contra Bolsonaro

Senador Omar Aziz chama ministro da CGU de “petulante para c…” e parte pra briga

Marcos Rogério narra confusão e afirma: “Essa CPI é um circo”

CPI da Covid

Instalada pelo Senado Federal em abril deste ano, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid caminha para os últimos dias de depoimentos e análises antes da entrega final do relatório, com previsão para a próxima terça-feira (28).

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Classificada de “circo” por uns e “necessária” por outros, ficou claro para todo Brasil nesse período que o verdadeiro foco dela são as eleições de 2022.

Seus personagens são amplamente conhecidos por todo os brasileiros e dois deles são do Amazonas.

Termômetro

A CPI é um termômetro da guerra eleitoral que está por vir ano que vem, e a prova disso foi mais uma sessão tumultuada ontem (21), com direito a xingamentos, paralizações e muito alvoroço.

Se for resumir em uma frase até agora a CPI, seria em algo como: “No início parecia ruim, chegou no final e parecia que estava no início.”

Inquisição

Antes do Direto ao Ponto abordar os trechos que devem constar no relatório final, vamos expor um pouco da nossa opinião em relação a CPI do Senado.
Ela não foi imparcial e termina muito mais com um ar de inquisição e caça às bruxas do que investigação contra o governo Bolsonaro.

Após centenas de depoimentos, diligências, perícias e tudo mais, não vai deixar claro —de maneira isenta e imparcial — o que houve realmente de errado, quem errou, quando, onde, no que e como.

Até porque todos nós sabemos que os erros são muito mais profundos e vêm de bem antes da pandemia no Brasil.

Vale ressaltar também que a CPI teve um custo altíssimo de milhões de reais aos cofres públicos.

Relatório

O relatório que deverá ser apresentado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), deve responsabilizar Bolsonaro por crimes comuns, como charlatanismo e epidemia; prevaricação; e possivelmente pelo crime de genocídio contra indígenas.

Próximos passos

Como o papel dos senadores está restrito à fase do inquérito, caberá ao Ministério Público e ao Legislativo, no caso de impeachment, avaliar se as provas apresentadas pela CPI são suficientes para os próximos passos contra Bolsonaro.

Crime comum

No caso do presidente, cabe ao STF julgá-lo por crimes comuns.

Se for essa a conclusão do relatório da CPI, caberá ao procurador-geral da República, Augusto Aras, avaliar se denuncia o presidente à corte.

Para que Bolsonaro seja julgado, porém, é preciso ainda o aval de 342 deputados federais.

Impeachment

Caso o relatório da CPI aponte que Bolsonaro cometeu crimes de responsabilidade, cabe ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), avaliar se pauta ou não a votação de abertura de um processo de impeachment.

Nos dois casos, vai ser muito difícil prosperar.

“Petulante para c…”

Ontem (21), o interrogatório do ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário foi marcado por embates durante todo o dia.

Senadores não gostaram do tom das respostas de Rosário e, em um momento, vazou um áudio do microfone do presidente da CPI, senador Omar Aziz chamando ele de “petulante para c…”, encerrando a frase com um xingamento.

“Descontrolada”

Ainda durante a CPI, o ministro da CGU chamou a senadora Simone Tebet (MDB-MS) de “descontrolada”, o que deu início a um bate-boca na sessão.

Por pouco o senador Omar Aziz não vai as vias de fato com o ministro e seus advogados.
O quiproquó foi narrado pelo senador Marcos Rogério, que classificou mais uma vez a CPI de circo.

Na sequência, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), encerrou a sessão.

 

 

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