Empresários suspeitos de ordenarem assassinato de Sargento estão em celas comuns

Empresários suspeitos de ordenarem assassinato de Sargento estão em celas comuns

Empresários suspeitos de ordenarem assassinato de Sargento estão em celas comuns

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Apontados como mandantes do assassinato do Sargento do Exército Brasileiro e empresário, Lucas Ramon da Silva Guimarães de 29 anos, o casal de empresários donos da rede de supermercados Vitória, Joabson Agostinho Gomes e Jordana Azevedo Freire, foram encaminhados aos presídios e estão em celas comuns.

Joabson foi levado para o Centro de Detenção Provisório Masculino, enquanto que Jordana foi encaminhada para o Centro de Detenção Provisório Feminino, ambos ficam localizados no Km 8 da BR-174. Por não possuírem graduação em cursos de nível superior, ambos permanecerão em celas comuns que medem 4x6m sem ar-condicionado e dividirão o mesmo ambiente com outros presos.

O envolvimento do casal, conforme investigações da polícia aconteceu em função de um envolvimento entre Jordana e Lucas, que teria começado em dezembro do ano passado. Além da relação emocional, Jordana, teria desviado R$ 200 mil da empresa e repassado a Lucas. O marido Joabson, identificou a situação ao acessar o celular da mulher,contratando em seguida um pistoleito, ainda não localizado, para fazer a execução.

O casal que é proprietário do Supermercado Vitória,uma das principais redes de supermercados da capital, levavam uma vida discreta e longe dos holofotes da cidade. No dia em que se entregaram a polícia, chamou atenção o fato de que enquanto prestavam esclarecimentos, eles receberam de um funcionário da empresa uma sacola com a logo do supermercado com lanches do próprio estabelecimento, situação que não deve se repetir no centro de detenção.

Segundo a SEAP, é estritamente proibido a entrada de alimentos externos desde o ano de 2019, e que todos os detentos se alimentam cinco vezes ao dia, com refeições fornecidas na própria penitenciária.

Conforme informações repassadas pelo advogado de defesa Raphael Grosso Filho, o casal ainda não prestou depoimento na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Assassinato

No dia 1º de setembro, Lucas Ramon da Silva Guimarães foi assassinado com três tiros na cabeça dentro de sua cafeteria na Avenida Ayrão, bairro da Praça 14, zona sul de Manaus. O autor dos disparos segue com identidade desconhecida. O caso ganhou projeção uma vez que a vítima era genro do dono do Hospital Santa Júlia.

O prosseguimento das investigações permaneceram em sigilo até que nas primeiras horas da última terça-feira (21), a polícia civil deflagrou uma operação em Manaus com pedido de prisão expedido em nome do casal Joabson Agostinho Gomes e Jordana Azevedo Freire, além de mandados de busca e apreensão em estabelecimentos de propriedade do casal. Contudo o casal de empresários não foram encontrados em sua residência, se entregando à polícia apenas no período da tarde do mesmo dia, onde prestaram esclarecimentos.

Na quarta-feira (22), um dia após se entregarem, o casal foi levado até o IML onde fizeram exames de delito e na sequência seguiram para a penitenciária localizada em uma rodovia interestadual.

O casal ainda não prestou depoimento, tampouco passou por audiência de custódia, já que a atividade está suspensa por conta da pandemia ainda em curso da Covid-19. E embora a defesa alegue que a prisão de ambos tenha sido arbitrária, a juíza plantonista do dia Careen Aguiar Fernandes, manteve a prisão do casal alegando não haver ilegalidades na ação, corroborando o parecer emitido pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM), que também concordava com o fato de não haver irregularidade na prisão dos empresários.

 

*Com informações Portal Único 

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